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1 A votação na generalidade e especialidade do OE2020 deixa várias preocupações para esta legislatura. O primeiro orçamento aprovado apenas com os votos de um partido minoritário, com uma geometria variável na aprovação das propostas, não é aquilo que dá tranquilidade aos portugueses se pensarmos que o caminho que ainda temos pela frente é longo. Portugal, não precisa apenas de um orçamento aprovado. Precisa de dez orçamentos consecutivos coerentes e integrados numa estratégia económica, financeira, ambiental e social que consiga colocar as dívidas, pública e externa, a níveis razoáveis.

O OE2020 pode ser analisado sobre várias perspetivas. Uma  é na generalidade, saber se foi feito de forma clara, responsável, transparente e rigorosa. Se considera as contingências futuras, se clarifica as inevitáveis opções do governo e se faz uma análise de sensibilidade aos riscos que existem (taxa de juro, preço de petróleo, etc.). A análise que o IPP, um think tank sediado no ISEG, faz do OE2020, é que, apesar de ser o melhor dos últimos 11 anos, mesmo assim tem uma nota de insuficiente. A melhor avaliação do IPP é o facto dos saldos orçamentais contribuírem para a sustentabilidade da dívida pública (apesar desta não implicar ter um excedente orçamental). A pior é a opacidade que existe no OE nas relações financeiras com o setor empresarial.

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