Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida na Rádio Observador. Apresentamos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com o jornalista Miguel Cordeiro. Miguel, muito boa noite. Vamos começar pela imprensa da Ucrânia, pela manchete do TCN, um portal de notícias ucraniano, onde se pode ler que a Rússia está a preparar um ataque massivo contra a Ucrânia.

E na imagem que acompanha esse artigo vemos um edifício em chamas, vemos muitos drones Shahed em direção a esse edifício e vemos o rosto de Zhdanov. Zhdanov é um especialista militar, Oleg Zhdanov, e o TCN escreve este artigo com base no que diz este especialista. É dito que as Forças Armadas da Ucrânia relatam que o exército russo pode estar a preparar um novo ataque maciço com mísseis contra a Ucrânia. A Federação Russa está a realizar treinos, está a redistribuir a aviação estratégica e está a equipar aeronaves com mísseis, o que pode indiciar preparativos para um ataque em grande escala. Isto é o que está no TCN. Ao mesmo tempo, Zelensky já disse que as instalações de abastecimento de água podem tornar-se alvos prioritários de novos ataques russos. Ora, no TCN, Zhdanov sugere que os militares russos podem manter as táticas habituais, podem estar a escolher para muito breve um fim de semana para este ataque, como tem acontecido maioritariamente nestes últimos meses de guerra, ataques ao fim de semana. Até aponta uma data, diz que é muito provável que aconteça já neste fim de semana, entre 14 e 15 de março. Este especialista defende também que, para além de ataques às instalações de abastecimento de água, o setor energético continua a ser um alvo da Rússia.

Já no Pravda ucraniano, a manchete vai para um balanço. Em fevereiro, escreve o jornal, os drones ucranianos atingiram mais de 100 mil alvos militares na Rússia.

É, de facto, um número impressionante. Este valor é apresentado por Oleksandr Syrskyi, é o comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia. Ele diz que em fevereiro os drones lançados pelas Forças Armadas da Ucrânia atingiram mais ou menos 105 mil alvos das forças russas. Deixa mais alguns detalhes. Diz que cerca de um em cada quatro desses alvos foram sistemas não tripulados, ou seja, estamos a falar de drones. Cerca de 25 mil dos alvos atingidos foram sistemas não tripulados. O comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia diz também que conseguiram atingir mais de 4 mil posições de operadores de drones inimigos, ou seja, os locais onde são conduzidos os drones.

E vamos continuar a falar do Pravda da Ucrânia. Agora o segmento de economia, Miguel Cordeiro, a manchete tem um negócio das Arábias. A maior empresa petrolífera do mundo quer comprar drones ucranianos.

Para se defender. Neste caso, quer comprar os drones que interceptam outros drones. A saudita Aramco está em negociações com pelo menos duas empresas ucranianas para adquirir esses drones intercetores, drones que podem ajudar na defesa contra ataques iranianos a campos de petróleo, como se suspeita que possa estar a acontecer e que se teme que possa acontecer no futuro. Esta informação inicial foi divulgada pelo The Wall Street Journal. Neste jornal norte-americano é detalhado que a empresa saudita Aramco está a tentar garantir o fornecimento desses drones o mais rápido possível e quer fazer isso ainda antes do governo da Arábia Saudita avançar para uma compra semelhante a outros países também da região, como por exemplo o Qatar. Para se perceber a dimensão deste negócio, estamos a falar de uma empresa privada, a Aramco, que quer antecipar-se aos governos da Arábia Saudita e do Qatar na compra de drones ucranianos. A Aramco está em negociação com as empresas ucranianas Skyfall e Wild Hornets. Estas empresas produzem drones intercetores. São drones que colidem com outros drones, os que estão a atacar, ou que explodem muito perto dos inimigos, impossibilitando assim o ataque.

Temos ainda, Miguel Cordeiro, para uma história curiosa no TCN. A Hungria enviou uma delegação de auditores à Ucrânia para investigar um oleoduto. Esta visita foi feita sem autorização, mas um dos membros desta delegação ficou para trás porque teve medo de ser recrutado pelo exército ucraniano.

É caricato, sim, mas é mesmo isto. A Hungria escolheu uma equipa de cinco pessoas para seguirem para a Ucrânia para investigarem o oleoduto de Druzhba. É uma visita um pouco às escondidas, sem autorização da Ucrânia, mas teve membros do governo húngaro nesta visita. Acontece que um dos membros desta equipa não seguiu viagem porque tem passaporte ucraniano e não se atreveu a cruzar a fronteira com a Ucrânia por medo de represálias, essencialmente medo de ser recrutado para o exército ucraniano. Este homem nasceu na Transcarpátia, uma região no oeste da Ucrânia, junto à fronteira com a Hungria. Atualmente tem dupla nacionalidade. É húngaro, mas é também ucraniano. Este homem supôs que poderia ser detido na fronteira e encaminhado para cumprir o dever cívico de defender a pátria, neste caso a pátria ucraniana. Desta forma, já pronto para fazer a viagem, acabou por recusar-se a viajar com o grupo de auditores húngaros, que foi liderado pelo vice-ministro da Energia da Hungria, Gábor Csákvári.

E é com esta história que fechamos a guerra traduzida da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com o que diz a imprensa russa.