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Continuamos esta Guerra Traduzida com a jornalista Diana Rosa e com os destaques para os jornais da Ucrânia. Pelo segundo dia consecutivo, houve drones russos a sobrevoar o espaço aéreo da Romênia.
Que lembramos, pertence à NATO. A informação foi avançada pela Força Aérea Ucraniana, citada pelo Kyiv Post. O alerta aéreo foi emitido na Romênia pela segunda noite consecutiva. Os habitantes foram avisados sobre o perigo de queda de destroços, depois de ontem outro drone russo ter explodido em território romeno. Tratava-se de um drone de fabrico iraniano que rebentou na costa do rio Danúbio. O alarme esta noite soa na cidade fronteiriça de Tulcea, também na região do Danúbio, por volta da 01h30 da manhã. Entretanto, o Ministério da Defesa Nacional intensificou a monitorização e a vigilância do espaço aéreo do país com recurso ao serviço de combate da Polícia Aérea Romena. O governo do país já condenou fortemente os ataques, chamando-os de injustificados e seriamente contrários ao direito internacional.
Noutra notícia, a Rússia vai ser forçada a reduzir os ataques à Ucrânia no espaço de um mês e meio. Isto é o que diz um comandante ucraniano.
Que diz que a Rússia não vai ser capaz de manter o ritmo e a escala dos bombardeamentos, uma vez que tem as capacidades limitadas. É nisso em que acredita o general Oleksandr Pivnenko, o comandante da Guarda Nacional da Ucrânia, que deu hoje uma entrevista à Ukrinform. É certo que as tropas de Moscovo têm pressionado cada vez mais a Ucrânia ao longo da linha da frente. Tentam romper a defesa ucraniana perto de Pokrovsk, enquanto capturam a parte oriental de Chasiv Yar, ambas regiões a leste do país, no Donetsk. Para piorar, a Ucrânia foi forçada a retirar-se de Kinchi, na margem oriental do rio Dnipro, na região de Kherson. No entanto, as forças de Kiev dizem que conseguiram deter o avanço russo perto de Kharkiv, embora a Rússia mantenha o controle de algumas localidades na região. Ainda assim, o comandante das Forças Armadas Ucranianas acredita que os recursos da Rússia estão a ficar comprometidos e que dentro de pouco tempo a Rússia vai mudar a estratégia para a defesa, uma vez que precisa de reabastecer as respectivas tropas. Para o general, o mais importante agora, para garantir o sucesso da Ucrânia, é treinar militares, desenvolver centros de treino, investir na aquisição de armas e equipamentos militares.
E a China confirma que não vai fornecer armas à Rússia. Quem o diz é Volodymyr Zelensky.
Que se baseia na visita de Dmytro Kuleba à China e nas conversas que os dois ministros dos Negócios Estrangeiros tiveram em Pequim. Zelensky falou com o diplomata ucraniano, diz que há um sinal claro de que a China apoia a integridade territorial e a soberania da Ucrânia. Além disso, a China garante que não vai enviar armas a Moscovo. São as palavras de Zelensky sobre uma China que se tem posicionado como um país neutro, mas simultaneamente continua a aprofundar os laços económicos com Moscovo e apoiou inclusivamente a Rússia contra as sanções ocidentais. Até mesmo Zelensky já deixou várias críticas à China por supostamente tentar sabotar os esforços da NATO e da cúpula de paz na Suíça, o que gerou uma repreensão de Pequim.
Para fechar, o Serviço de Segurança Ucraniano descobriu uma rede de espionagem russa que estava supostamente a planear ataques incendiários na União Europeia.
Um grupo que alegadamente pertence ao FSB. Os ataques incendiários eram para ser levados a cabo não só na Ucrânia, mas também na Polónia e nos países bálticos. O líder do grupo foi preso na Ucrânia. O grupo era composto por 19 membros residentes nas regiões de Ivano-Frankivsk, Dnipropetrovsk, Poltava e Zaporizhzhia, todas elas regiões ucranianas onde eram recrutados os agentes. Os alvos principais incluíam centros comerciais, bombas de gasolina, farmácias e mercados. Para facilitar a viagem dos incendiários a países estrangeiros, o grupo preparou documentos falsos e depois de realizarem esses ataques, eram instruídos a gravar os incêndios em vídeo para reportar ao FSB. Nesta operação de desmantelamento, a polícia apreendeu telemóveis, notas manuscritas, documentos falsificados, também armas de fogo, ainda cartões bancários e dinheiro, aproximadamente €12.000. Se forem condenados, estes incendiários ucranianos ao serviço da Rússia podem enfrentar prisão perpétua. É uma notícia do New Voice of Ukraine.
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