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Mais um episódio da "Guerra Traduzida". Vamos agora passar em revista tudo o que conta a imprensa ucraniana. Temos conosco em estúdio o jornalista Rui Casanova. Rui, em destaque está a reunião que decorre em Paris para discutir as garantias de segurança pra Ucrânia.
Como seria de esperar, é um tema em destaque na imprensa ucraniana de hoje. O jornal Pravda mostra uma fotografia de Volodymyr Zelenskyy à chegada ao Palácio Eliseu, ao lado de líderes europeus como Emmanuel Macron ou Keir Starmer. O objetivo deste encontro é debater as garantias de segurança exigidas pela Ucrânia para um acordo de paz com a Rússia. Como percebemos pelo episódio anterior do "Guerra Traduzida", esta não é uma notícia que mereça destaque na imprensa da Rússia, mas está muito em destaque hoje na imprensa ucraniana e é sempre interessante aqui neste programa da Rádio Observador analisar este contraste e este dualismo, a forma como os dois lados noticiam o que está a acontecer ao mesmo tempo.
A China respondeu, entretanto, Rui, às acusações de conspiração que foram feitas por Donald Trump.
Donald Trump acusa Xi Jinping de conspirar contra os Estados Unidos em conjunto com a Rússia e com a Coreia do Norte. Isto após a parada militar que juntou na China os líderes destes três países. Donald Trump não gostou desta imagem, mas o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros rejeita estas acusações e críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos. Afirma que a China desenvolve as relações diplomáticas de forma igual com todos os países, nunca atacando terceiros. É uma notícia em destaque no canal ucraniano TSN, que de resto faz também aqui uma montagem muito interessante para dar capa a este artigo, esta notícia. A foto mostra três matrioskas russas, aquelas bonequinhas muito famosas da Rússia, cada uma com uma fotografia diferente, uma de Trump, uma de Xi Jinping e outra de Vladimir Putin, as três lado a lado.
E o jornal Kyiv Independent, Rui, dá destaque às vítimas dos mais recentes ataques da Rússia à Ucrânia.
Pelo menos 15 civis morreram e 26 ficaram feridos nos mais recentes ataques da Rússia à Ucrânia, ataques que aconteceram nas últimas 24 horas. São dados atualizados pelas autoridades da Ucrânia, aqui citadas pelo Kyiv Independent. A Força Aérea da Ucrânia adianta que as forças russas lançaram nas últimas horas 112 drones durante a noite e as defesas aéreas ucranianas interceptaram 84. A região de Donetsk foi a mais atingida. O Kyiv Independent escreve que estes ataques acontecem numa altura em que os esforços de paz continuam sem obter resultados. Afirma ainda o Kyiv Independent que Moscovo continua a rejeitar os apelos para um cessar-fogo incondicional e que, ao mesmo tempo, intensifica o uso de drones e mísseis contra a Ucrânia. Mais uma vez aqui, interessante analisar a forma como os dois lados do conflito noticiam o que se está a passar no terreno. Aqui a imprensa ucraniana a dar conta do intensificar dos combates por parte da Rússia numa altura em que os esforços de paz continuam sem resultados.
Já a Agência Ukrinform dá destaque aos ataques da Ucrânia a uma infraestrutura petrolífera na Rússia.
Sim, em agosto, as tropas ucranianas atacaram a infraestrutura petrolífera da Rússia por 17 vezes, 17 ataques. Este número é avançado por uma fonte do exército da Ucrânia à Agência Ukrinform. A Agência Ukrinform relembra que as refinarias servem para alimentar o exército russo com combustível e explica que os ataques da Ucrânia a este tipo de infraestruturas é importante para reduzir o potencial ofensivo do inimigo, ou seja, da Rússia, e assim complicar a logística de abastecimento das tropas russas. É o que escreve a Agência Ukrinform.
É o ponto final em mais uma edição da "Guerra Traduzida". Voltamos amanhã com mais destaques da imprensa, quer russa, quer ucraniana, sobre o conflito que continua em curso no leste da Europa.