Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Seguimos na Rádio Observador com a imprensa ucraniana e com a jornalista Diana Rosa. Para começar, nos destaques da imprensa da Ucrânia, a adesão do país à União Europeia está em risco por causa dessas alterações à lei anticorrupção. Esta é a manchete do Kyiv Independent.

A decisão repentina de Zelensky de retirar a independência do gabinete nacional anticorrupção surpreendeu a União Europeia, é o que diz também neste artigo. Mesmo que as autoridades ucranianas tentem reverter esta medida controversa e que enfrentou uma dura reação do bloco europeu e do público em geral, o dano à potencial adesão de Kiev à União já foi feito, dizem os especialistas ouvidos por este jornal. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e outros líderes europeus conversaram com Zelensky para sublinhar a importância da infraestrutura anticorrupção. É uma condição essencial para o início das negociações de adesão. Depois de uma chamada telefónica em que falou com o presidente ucraniano, von der Leyen reiterou que a Ucrânia deve preservar a independência dos órgãos de combate à corrupção, que é o pilar do Estado de direito. Já Helena Davlikanova, do Centro de Análise de Política Europeia, diz ao Kyiv Independent que os aliados europeus viram a rapidez com que uma década de reformas anticorrupção pode ser desfeita em apenas algumas horas. A confiança foi prejudicada. A União Europeia já colocou parte do apoio a Kiev em suspenso, como ontem aqui dissemos, Miguel, e portanto, a possibilidade de aceitar a Ucrânia no bloco europeu está neste momento mais longe e muito dependente dos próximos passos do governo ucraniano.

Falemos então do Fundo Monetário Internacional, que reduziu a previsão de crescimento da Rússia. Diz que a economia impulsionada pela guerra vai desacelerar.

Prevê-se que seja uma desaceleração drástica, adianta o FMI, voltando a Rússia à estagnação econômica depois de dois anos de crescimento. Em parte, este movimento deve-se ao aperto das políticas do país em prol da defesa e também aos preços mais baixos, os preços do petróleo. O FMI desce assim as projeções para 0,9%, quatro vezes menos do que o crescimento de 4,3% registrado no ano passado. É uma tendência que deve, de resto, manter-se em 2026. Em contraste, espera-se que a economia global cresça 3% este ano, mais uma décima em 2026. O ministro russo da Economia admite que a Rússia está à beira de uma transição para a recessão. Vladimir Putin não quer dar o flanco, descarta essas preocupações, diz que a economia russa vai permanecer forte, apesar das sanções e da guerra.

Na Polónia, foram detidos 32 alegados espiões que trabalhavam para a Rússia.

São oriundos de cinco países diferentes, estavam ao serviço do FSB. O anúncio foi feito pelo próprio primeiro-ministro Donald Tusk. Estes espiões terão praticado atos de sabotagem e espancamentos por encomenda, assim como vários incêndios. Falamos de um grupo de cidadãos russos, bielorrussos, ucranianos, além de um polaco e um colombiano. O chefe do governo polaco diz que, apesar da operação bem-sucedida, chegou a hora de emitir um verdadeiro sinal de emergência a todos os serviços especiais da Europa. Até agora, apenas um dos detidos nesta operação foi condenado. Recordo, Miguel, que o papel da Polónia como um importante centro logístico para a ajuda ocidental a Kiev acabou por tornar o país num alvo provável de atos russos de sabotagem.

Falemos da China, que admite que vai realizar exercícios militares com a Rússia em agosto.

Estão incluídos exercícios marítimos e aéreos perto de Vladivostok, na Rússia, ali junto ao mar do Japão. Vai ainda haver patrulhas conjuntas no Pacífico. Além dos laços econômicos e políticos, Moscovo e Pequim aprofundaram a cooperação militar nos últimos anos, à medida que ambos os países procuram contrabalançar o que veem como uma ordem mundial liderada pelos Estados Unidos. Os exercícios chamados Joint Sea 2025 fazem parte de planos regulares de cooperação bilateral e, diz o ministro chinês da Defesa, não são direcionados contra terceiros. Este treino militar vai ser realizado antes da visita de Putin à China, no final de agosto, onde pode também marcar presença Donald Trump. É uma notícia do Kyiv Post.

E é ponto final nesta guerra traduzida.