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Começa agora mais uma edição da Guerra Traduzida, edição especial para acompanhar o conflito no Irão. A edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Teresa, começamos com uma notícia exclusiva do Wall Street Journal. Donald Trump e Benjamin Netanyahu falaram ao telefone esta terça-feira à noite.
O jornal norte-americano caracterizou o telefonema como tenso. O tema central foi a guerra no Irão. Os dois presidentes discordaram um do outro durante cerca de uma hora. Segundo o Wall Street Journal, Netanyahu criticou duramente a possibilidade de um acordo diplomático para travar o conflito por desconfiar do Irão. Considera improvável que o regime limite, de facto, o programa militar. Já Donald Trump defendeu a continuação das negociações com Teerão. Já o jornal norte-americano Axios afirma que o presidente norte-americano disse ao primeiro-ministro israelita que os mediadores estão a trabalhar numa carta de intenções, que tanto os Estados Unidos quanto o Irão deverão assinar para encerrar formalmente a guerra e iniciar um período de 30 dias de negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano e a abertura do Estreito de Ormuz.
Entretanto, o próprio Donald Trump avisou que as negociações com o Irão estão por um fio.
Em declarações aos jornalistas, o presidente norte-americano admitiu que poderá autorizar novos ataques, caso o Irão não mostre maior abertura nas negociações.
A CNN avança, entretanto, que o Irão já retomou parte da produção de drones.
Apesar do cessar-fogo de seis semanas que foi anunciado, Teerão recomeçou logo parte da produção de drones, um sinal de que está a recuperar algumas capacidades militares degradadas no início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. A CNN cita quatro fontes no total, que conhecem bem as forças norte-americanas. Estas fontes consideram que, desta forma, o Irão continua a representar uma ameaça significativa para os aliados regionais dos Estados Unidos, caso Donald Trump retome os ataques. A reconstrução das capacidades militares iranianas inclui a substituição de locais de lançamento dos mísseis e de lançadores e também a produção de sistemas de armas-chave destruídos durante o conflito atual.
Passamos agora à imprensa do Médio Oriente. A agência noticiosa iraniana IRNA adianta que o chefe do exército do Paquistão vai se deslocar a Teerão.
Numa nova tentativa de mediação, o objetivo é minimizar as divergências para que se chegue a um acordo oficial. A IRNA diz que o texto está a ser discutido em Teerão, na generalidade, mas estão também a ser discutidos alguns detalhes e garantias. A visita de Azim Munir surge no dia a seguir à visita do ministro do Interior paquistanês, que também viajou pela segunda vez numa semana para a capital iraniana.
E continuamos a destacar a Agência IRNA, porque adianta que já regressaram a Teerão os 20 marinheiros iranianos que iam a bordo de um navio que foi apreendido pelos Estados Unidos.
A Agência adianta ainda que a libertação foi conseguida depois de conversas entre o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano e os seus homólogos do Paquistão e de Singapura. Os 20 marinheiros vieram, entretanto, de Islamabad para Teerão.
No Líbano, a Al Jazeera adianta que uma família inteira morreu num ataque israelita.
O número de mortes no ataque israelita no sul do Líbano subiu para 14. A informação foi avançada pelo Ministério da Saúde libanês, que adianta que houve ainda mais três feridos. Entre as vítimas mortais encontrava-se uma família de oito adultos e três crianças. Este bombardeamento aconteceu esta terça-feira na região de Tiro.
E há relatos de mais ataques aéreos no sul do Líbano.
A notícia também é avançada pela Al Jazeera. Além deste ataque que está a acontecer neste momento, foram relatados ataques durante a noite passada em várias cidades da mesma região.
E fica por aqui mais uma Guerra Traduzida, edição especial Irão. A de hoje contou com a edição da jornalista Teresa Freire.