Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, programa em que falamos do que diz a imprensa russa e a imprensa ucraniana em tempo de guerra. Eu sou o Vasco Maldonado Correia, comigo a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.

Olá, Vasco. Boa tarde.

Diana, vais começar pelo que dizem os jornais ucranianos e com a notícia de que Ucrânia e Polónia vão criar uma task force para lidar com veículos não tripulados.

Drones, em particular, Vasco, vai servir como plataforma para desenvolvimento de iniciativas conjuntas entre os dois países. O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Defesa da Ucrânia, ao lado do homólogo polaco. Denys Shmyhal garante que vão ser integradas as mais recentes tecnologias de proteção e lançados novos projetos, com vista a fortalecer precisamente a segurança do povo ucraniano e da infraestrutura crítica. O chefe da Defesa polaca também confirmou que os ministérios da Defesa da Ucrânia e da Polónia estão a planear um acordo de cooperação focado na melhoria das capacidades de operação de drones. A criação da task force acontece poucos dias depois de mais de 20 drones russos terem entrado em espaço aéreo polaco numa incursão sem precedentes de meios russos em território da NATO.

A Ucrânia confirma que levou a cabo um ataque a uma refinaria russa, que foi obrigada a suspender produção.

É mais um ataque da Ucrânia à capacidade de produção de petróleo de Moscovo. As forças de operações especiais da Ucrânia confirmam que visaram, na última noite, a refinaria de Volgogrado, no sudoeste da Rússia. De acordo com as informações preliminares, o trabalho da refinaria foi interrompido, ao que adiantam as forças ucranianas numa publicação no Facebook. Este ataque foi levado a cabo com recurso a drones. A refinaria de Volgogrado, Vasco, é utilizada para garantir as necessidades das forças armadas inimigas, como diz a Ucrânia. Destacam as forças especiais ucranianas o volume anual de processamento daquela refinaria é de mais de 15 milhões de toneladas de petróleo, o que representa quase 6% da capacidade de processamento total da Rússia. Nos últimos meses têm sido frequentes os ataques das forças ucranianas às refinarias russas. Esta, em particular, tinha sido atacada pela última vez ainda no mês passado.

Ucrânia quer apoio diplomático de África e Brasil para pressionar a Rússia a parar a guerra.

É o que diz o chefe da diplomacia ucraniana, que apela a uma reação forte e medidas mais decisivas por parte da comunidade internacional contra Moscovo. Foi em declarações aos jornalistas de países precisamente de língua portuguesa, convidados pelas autoridades ucranianas e europeias para visitar Kiev. No entanto, Andrii Sybiha enumerou algumas linhas vermelhas que nunca a Ucrânia vai aceitar, nomeadamente qualquer fórmula, qualquer iniciativa à custa da integridade territorial e da soberania ucraniana, assim como restrições à política externa ou interna, assim como ao exército e ao fornecimento de armas ou munições pelos aliados. O diplomata sublinha que nenhum país terceiro tem o direito de bloquear a escolha da Ucrânia de ser membro de qualquer aliança ou união, como é o caso da NATO ou da União Europeia. É por isso que insta todos os países a abordarem e pressionarem a Rússia a aceitar esta proposta de forma incondicional no que diz respeito ao cessar-fogo.

E Diana, 18 oficiais russos foram mortos num ataque de sabotagem no sul da Ucrânia.

Mais propriamente, Vasco, na parte ocupada da região de Zaporizhzhia no final de agosto. De acordo com um comunicado citado pelo Kyiv Post, pessoas desconhecidas atearam fogo em mato seco perto do posto de comando do exército. O fogo terá espalhado rapidamente para os edifícios e os abrigos no local. Devido ao fumo intenso e ao facto de o posto de comando estar cheio de monóxido de carbono, o pessoal do quartel-general acabou por não conseguir escapar. As forças ucranianas e os grupos partidários pró-Ucrânia têm repetidamente atacado os soldados russos e a infraestrutura militar em territórios ocupados ou até mesmo dentro da Rússia. No início desta semana, o Serviço Militar de Informações da Ucrânia disse que realizou explosões em Vladivostok, na Rússia, como uma operação de vingança contra as tropas acusadas de crimes de guerra.

Voltamos já a seguir com o que dizem os jornais russos.