Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora mais um episódio da Guerra Traduzida na Rádio Observador, para acompanhar a guerra no Médio Oriente. Olhamos para a imprensa internacional, hoje com o jornalista Miguel Gato. Eu sou o Rui Casanova. E Miguel, começamos com um ponto de situação das negociações entre Estados Unidos e o Irão. Donald Trump afirma que as negociações com o Irão estão a avançar muito bem e considera que nas próximas horas pode haver novidades.
Nomeadamente no que diz respeito à abertura do estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos diz mesmo que esse é um cenário que vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Em entrevista na Fox News ontem à noite, Trump acusa ainda os responsáveis iranianos de mentirem quando dizem que não estão a falar com os Estados Unidos.
Estamos a ter conversas maravilhosas, apesar de eles não o admitirem. É desconcertante quando temos conversações e alguém do Irão vem dizer que não estamos a falar. É mentira, mas o estreito de Ormuz vai abrir em breve ou então vamos voltar a atacá-los com muita força.
O presidente dos Estados Unidos a dizer que, a bem ou a mal, o estreito de Ormuz vai abrir em breve e a deixar mais uma ameaça ao Irão, a de que vai atacar fortemente o país caso não haja um acordo para reabrir o estreito de Ormuz. Entretanto, nas últimas horas, o comando central norte-americano afirma que a passagem sul pelo estreito continua aberta à navegação comercial. Teerão tem mantido a tese de que a navegação em Ormuz está neste momento totalmente fechada a embarcações inimigas. Segundo o jornal Axios, os Estados Unidos e o Irão estarão perto de um acordo provisório para a reabertura do estreito de Ormuz, com a concordância de Omã, isto de acordo com duas fontes regionais e uma fonte da administração norte-americana, e o anúncio deverá ser feito ainda durante o dia de hoje.
No entanto, Miguel, a emissora estatal iraniana avança hoje que qualquer acordo do Irão com Omã não vai reabrir imediatamente o trânsito no estreito de Ormuz.
Afirma também que as negociações sobre os futuros acordos de navegação estão a ser conduzidas exclusivamente entre Teerão e Mascate, sem envolver os Estados Unidos, e que nunca seria imediata essa reabertura do estreito de Ormuz. A perspectiva do Irão é claramente menos positiva do que aquela que tem sido adotada pelos Estados Unidos nos últimos dias. Por exemplo, hoje um deputado do Irão disse à emissora estatal do país que as declarações de Donald Trump sobre o estreito de Ormuz têm sido constantemente falsas, assim como também as declarações sobre a possibilidade de ser anunciado um acordo. As autoridades iranianas têm acusado repetidamente Washington de tentar influenciar as negociações e também atrasar um acordo por meio de ameaças militares.
Ainda a situação em Ormuz, os houthis dizem que oito petroleiros sauditas já foram alvejados desde o bloqueio da navegação no estreito.
Este bloqueio que começou no dia 22 de julho. Os houthis do Iémen dizem que foram oito petroleiros sauditas atingidos desde essa data. Em comunicado, o grupo xiita diz que o mais recente ataque faz parte daquilo que consideram ser uma implementação da decisão das Forças Armadas do Iémen de impor um bloqueio marítimo ao país vizinho, isto em defesa do Irão.
Vamos agora a uma notícia em destaque hoje na agência Reuters. Os Estados Unidos usaram quase todo o estoque de mísseis balísticos na guerra contra o Irão.
E a situação está a fazer aumentar a preocupação sobre a prontidão militar dos Estados Unidos para futuros conflitos, como é explicado aqui pela jornalista norte-americana da agência Reuters, Erin Banco.
O que os nossos dados sugerem é que os Estados Unidos estão a esgotar esses mísseis de longo alcance, que são extremamente necessários, e o que isso significa é que os Estados Unidos podem ter que optar por métodos alternativos na guerra no Irão, o que pode levar mais vidas americanas a estarem próximas da linha da frente na fronteira. Provavelmente assim, veríamos mais aviões bombardeiros no ar. Isto deixa a administração Trump com uma grande pergunta, que é como é que vamos continuar a lutar contra o Irão de uma forma efetiva e que não arrisque também tantas vidas. Uma coisa é certa, eles estão a olhar e a tentar acelerar a produção destes mísseis de longo alcance, mas estão à procura de dinheiro para os financiar.
Os detalhes desta peça exclusiva da agência Reuters sobre os Estados Unidos que estão a ficar sem estoque de mísseis balísticos por causa da guerra com o Irão. Hoje a CNN também adianta que o Pentágono usou mais de 80% do estoque de mísseis de defesa aérea de interceção na guerra com o Irão. Também já foram utilizados 50% dos estoques dos mísseis de defesa aérea Patriot. No Pentágono aumenta a preocupação devido ao facto de os estoques destes mísseis estarem agora num nível perigosamente baixo.
Vamos ainda às mais recentes notícias relativas à Faixa de Gaza. Há registro de disparos e bombardeamentos israelitas no enclave nas últimas horas, Miguel.
Sim, de acordo com a agência de notícias palestiniana Wafa, Israel abriu fogo em diversas áreas de Gaza, por exemplo, a noroeste do campo de refugiados de Nuseirat, no centro do enclave. Foram também relatados bombardeamentos. Ações israelitas semelhantes foram relatadas também no campo de refugiados de Bureij, também no centro de Gaza, e ainda no bairro de Tufah e em Khan Yunis. Não há, até o momento, registro de vítimas.
Ponto final no episódio de hoje da Guerra Traduzida, edição especial sobre os conflitos no Médio Oriente. A edição de hoje contou com o jornalista Miguel Gato.