Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Partimos então para a análise da imprensa da Ucrânia. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, em colaboração com a Tânia Olinyk. E Rui, começamos com uma garantia do chefe das secretas da Ucrânia: o grupo Wagner não vai tornar a combater no país.

Kyrylo Budanov, chefe das secretas da Ucrânia, deu uma entrevista ao jornal "Pravda". Falou sobre o grupo Wagner, que como dissemos há pouco, entrou em rebelião militar este fim de semana contra a liderança de Vladimir Putin. Agora o líder das secretas ucranianas afirma que o mito da firmeza do regime russo foi destruído na sequência desta rebelião militar. Afirma Kyrylo Budanov que foram infligidas muitas perdas às forças militares e especiais da Federação Russa e deixa esta garantia: o grupo Wagner não vai voltar a combater na Ucrânia, não vai mais participar nas hostilidades do território ucraniano. É o que diz o chefe das secretas da Ucrânia, em entrevista ao jornal "Pravda". Vamos ver se assim é, porque ainda há atualmente muitas dúvidas em torno do futuro deste grupo Wagner. Demos conta disso mesmo ontem aqui na "Guerra Traduzida" e certamente vamos continuar a falar deste grupo de mercenários russos ao longo dos próximos episódios de "Guerra Traduzida".

E Rui, como dissemos há pouco, a imprensa ucraniana também destaca a alegada detenção de um conhecido general russo.

E dizemos alegada porque, como dizíamos há pouco, as informações desta detenção começaram a surgir ontem à noite, avançadas por fontes do Ministério da Defesa da Rússia, citadas por agências internacionais e sobretudo jornais norte-americanos, mas a filha deste general já veio desmentir, diz que o pai está a trabalhar e que não foi detido. Certo é que esta informação está em destaque na imprensa ucraniana de hoje, dá como certa a detenção deste general. Falamos, como dizíamos no episódio anterior de "Guerra Traduzida", de Sergei Surlovikin. De acordo com o que avançou o New York Times, este general russo terá tido conhecimento prévio da rebelião militar do grupo Wagner e por isso, dá a entender que escolheu Yevgeni Prigozhin, o líder deste grupo de mercenários, em detrimento de Vladimir Putin, rebelou-se também ele próprio contra Vladimir Putin. Aqui a imprensa ucraniana cita também o jornal Moscow Times, que cita precisamente duas fontes próximas do Ministério da Defesa da Rússia, que diz isso mesmo, que Sergei Surlovikin escolheu um dos lados e esse lado foi Yevgeni Prigozhin e não Vladimir Putin.

Seguimos com o alerta do chefe da diplomacia europeia. Um Putin mais fraco é um perigo maior.

É o que diz Josep Borrell, em declarações aos jornalistas nas últimas horas, antes de uma reunião dos líderes dos 27 que decorreu em Bruxelas. Josep Borrell começa por dizer que, sem dúvida, a rebelião do grupo Wagner enfraqueceu o poder de Vladimir Putin e da Federação Russa, mas deixa esse alerta, Josep Borrell, o chefe da diplomacia europeia. Putin é imprevisível e um Putin mais fraco é um perigo maior, portanto, é preciso entender muito bem as consequências que podem daqui sair. Afirma Josep Borrell que Putin perdeu o monopólio do uso da força e claro, diz Josep Borrell, uma Rússia e um Putin instáveis são um risco maior para o Ocidente e também para a Ucrânia.

E agora uma notícia que nos ajuda a perceber a real dimensão da guerra na Ucrânia. A maioria dos ucranianos têm parentes ou amigos que foram feridos ou morreram na guerra.

E quando dizemos a maioria, falamos de uma percentagem de 78%. São dados de um estudo, um inquérito feito pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, feito entre 26 de maio e 5 de junho de 2023, portanto, dados muito recentes e que estão em destaque no jornal "Pravda". A conclusão é essa mesma: 78% dos cidadãos ucranianos têm parentes próximos ou amigos que ficaram feridos ou morreram na sequência desta guerra. Entre as pessoas inquiridas, há uma média de sete, ou seja, em média, esses cidadãos inquiridos têm sete parentes ou amigos próximos que foram feridos ou mortos. Miguel, como dizias, são números, são dados que demonstram bem a realidade e a dimensão desta guerra. Sete pessoas, sete parentes ou amigos próximos, feridos ou mortos, é de fato um número elevado.

Um número trazido aqui à antena do Observador pelo Rui Casanova, autor de mais uma edição de "Guerra Traduzida".