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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador com a jornalista Laura Figueiredo. Falamos agora dos destaques da imprensa russa. Donald Trump diz que está mais próximo do que nunca nas negociações de paz com a Ucrânia.
É o que adianta a Ria Novosti. O presidente dos Estados Unidos diz que depois de uma longa e muito boa conversa por chamada com os líderes europeus, estamos agora mais perto do que nunca de alcançar a paz. Numa conferência de imprensa na Casa Branca, depois de ter participado por videochamada na reunião dos líderes europeus em Berlim, Trump disse que as coisas estão aparentemente a correr bem. No entanto, nota que já é isso que tem vindo a dizer há muito tempo, acrescenta que é um processo difícil.
A União Europeia e os Estados Unidos chegaram a acordo sobre as garantias de segurança para a Ucrânia.
É o que adianta a Ria Novosti, que cita o chanceler alemão, Frederick Merz, afirma que a União Europeia e Washington concordaram em dar a Kiev garantias de segurança semelhantes ao artigo 5 da NATO. O chanceler alemão diz que o acordo é verdadeiramente abrangente e substancial, diferente de tudo o que já foi alcançado antes, e acrescenta que o lado norte-americano assumiu política e potencialmente juridicamente as obrigações correspondentes.
Apesar dos progressos anunciados pela Europa, o Kremlin diz que a União Europeia está a agir contra os Estados Unidos nas negociações de paz e acusa mesmo os países europeus de estarem a reviver práticas do nazismo.
É o que adianta o jornal TASS, que cita o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, considera que as capitais europeias estão a lutar contra os esforços norte-americanos para chegar a um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia. O ministro russo diz que a Europa está a usar a crise ucraniana para se afirmar e para atrapalhar os Estados Unidos na tentativa de alcançar uma solução justa. Sergei Lavrov afirma ainda que é triste ver, em primeiro lugar, Bruxelas, mas também capitais como Berlim, Londres e Paris, a reviver a filosofia e as práticas do nazismo.
O Banco Central da Rússia exige 229 mil milhões de dólares à Euroclear em Moscovo, na sequência da decisão da Comissão Europeia.
É o que avança o Moscow Times. O Banco da Rússia avançou com uma ação judicial em Moscovo, explica que vai processar a entidade depositária com sede na Bélgica por ações ilegais que tornam impossível ao banco dispor dos fundos e títulos. Às agências russas, o regulador esclarece que o montante reclamado no Tribunal de Arbitragem de Moscovo seria equivalente ao valor total dos ativos russos congelados, bem como aos rendimentos adicionais perdidos com os mesmos. De acordo com o site RBC, o Banco Central vai pedir que o processo decorra à porta fechada. A apresentação da ação marca o início de uma batalha judicial que se antevê prolongada, depois de a União Europeia ter aprovado, na sexta-feira, a utilização de poderes de emergência para prolongar o congelamento de até 210 mil milhões de euros, activos do Estado russo imobilizados no bloco.
É o ponto final na Guerra Traduzida. Este lado regressa amanhã com a Laura Figueiredo.