Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Guerra traduzida na Rádio Observador são os destaques da imprensa russa e ucraniana com a jornalista Diana Rosa, hoje que passam 1054 dias desde que começou a invasão. E neste episódio, Diana, boa tarde.
Boa tarde, Luís.
Vamos começar por falar dos jornais da Rússia, que apesar da disponibilidade demonstrada por Vladimir Putin em falar com Donald Trump, o Kremlin garante que ainda não há preparativos substanciais.
É pelo menos isso que adianta o porta-voz numa conferência de imprensa. Dmitry Peskov afirma que as negociações entre Moscovo e a nova administração norte-americana são muito necessárias e aconselháveis, e assegura que sim, há vontade política para que se concretizem. No entanto, afirma que novos desenvolvimentos para estas negociações devem acontecer apenas depois da tomada de posse de Trump, marcada para daqui a uma semana, na próxima segunda-feira. Para Dmitry Peskov é prematuro falar sobre o local, por exemplo, onde o encontro pode vir a ser realizado. Certo é que nos últimos dias a Suíça e a Sérvia disponibilizaram-se para acolher uma reunião entre Trump e Putin.
E Diana, da Rússia chega outra garantia: Moscovo não vai atacar países da NATO.
É o que assegura o diretor do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. Apesar de as relações entre as duas partes estarem no ponto mais baixo, é algo que não deve acontecer. Numa entrevista ao jornal "Izvestia", o diplomata acusa a NATO de abandonar os mecanismos de diálogo com o Kremlin e continuar a militarização desenfreada da Europa Oriental e do Mar Negro. Na mesma entrevista, o responsável russo afirma que a União Europeia tem muito medo que a nova administração norte-americana, liderada por Trump, possa reduzir o apoio à Ucrânia e o que possa resultar como consequência disso. Maleschnikov defende ainda que as sanções europeias à Rússia, aplicadas desde o início da invasão, assim como o apoio financeiro a Kiev, causaram perdas de muitas centenas de milhares de milhões de euros à União Europeia. Estou aqui a citar as declarações do responsável russo.
E Diana, a agência de notícias RIA, controlada pelo Estado russo, diz que Vladimir Zelensky foi posto no lugar pelos Estados Unidos. Isto depois da entrevista que deu ao norte-americano Lex Fridman.
Este artigo não poupa nada o presidente ucraniano. Pode ler-se que Zelensky devia ficar atrás das grades até que um plano para a pena de morte seja desenvolvido. São declarações citadas de um ex-conselheiro do Pentágono num vídeo no YouTube. Neste registo, Douglas MacGregor, que prestou serviço durante o primeiro mandato de Donald Trump, diz que o lugar do chefe de Estado ucraniano é atrás das grades por ser um criminoso, no pior sentido da palavra, e estou aqui também a citar. MacGregor afirma que o próprio Zelensky, juntamente com as forças ucranianas, fizeram mais para destruir o Estado da Ucrânia do que qualquer outra pessoa no planeta. Acusa ainda o presidente ucraniano de estar a arrastar adolescentes e idosos para o campo de batalha, o que considera ser ridículo. Esta foi a reação deste ex-conselheiro do Pentágono depois dessa entrevista, Luís, de que falavas, de Zelensky a Lex Fridman. E de facto, dá jeito à imprensa russa controlada pelo Estado, citar este coronel na reserva. Só para contextualizar, Luís, ele posicionou-se sempre pró-Rússia, foi nomeado por Donald Trump no primeiro mandato para uma data de cargos que acabaram por ser recusados, um deles pelo Senado, quando foi escolhido para ser embaixador na Alemanha, e tem andado pela Fox News a manifestar-se contra a Ucrânia, assim como contra os imigrantes e os refugiados.
E a Rússia acusa a Ucrânia de atacar o gasoduto TurkStream, uma rota essencial para o fornecimento de gás russo para a Europa via Turquia.
Acusações feitas hoje pelo Ministério da Defesa russo, em comunicado citado pelo "Moscow Times". O governo de Moscovo diz que foi feito um ataque com recurso a nove drones, em particular a uma estação de compressão de gás que fica no sul da Rússia. O ministério afirma que todos os drones foram interceptados. No entanto, os destroços causaram alguns danos, embora ligeiros, no edifício e em equipamentos de um posto de medição de gás na vila de Gaikonzor, perto da costa sul do Mar Negro. As autoridades adiantam que, apesar do incidente, a instalação continua a operar normalmente, sem interrupções no fornecimento de gás. Este gasoduto, TurkStream, estende-se por 930 km sobre o Mar Negro, transporta gás russo para a Turquia e depois pelos Balcãs. Atualmente, é o único gasoduto ativo que transporta gás russo para a Europa.
E foram estes os destaques da imprensa russa. Vamos regressar já a seguir.