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"Guerra Traduzida", estamos de volta com a jornalista Diana Rosa e com os destaques da imprensa ucraniana. A incursão em Kursk, na Rússia, continua a ser o tema predominante nos jornais dos dois países. A Ucrânia, Diana, diz que ocupou uma nova localidade na região e capturou mais soldados russos.
E é o próprio Volodymyr Zelenskyy que dá hoje essa garantia durante uma visita às áreas de fronteira na região de Sumy. Ainda assim, o chefe de Estado ucraniano não quis, por algum motivo, dizer o nome da terra que foi ocupada. Zelenskyy recebeu relatórios do comandante-chefe das Forças Armadas e do governador da região de Sumy sobre a situação na região. Os últimos dados divulgados pela Ucrânia davam conta do controle de mais de 1260 km² em território russo, que para termos uma ideia corresponde a 10 vezes o tamanho de Lisboa. O Instituto para o Estudo da Guerra diz que as forças ucranianas continuam a fazer avanços, ainda que mais contidos.
E a Rússia está a instalar abrigos antiaéreos em cimento, precisamente na região de Kursk.
Uma medida para fazer face aos ataques ucranianos nas zonas onde foi declarado estado de emergência e de onde já foram retiradas milhares de pessoas. A informação é avançada pelo governador da região, citada pelo Kyiv Independent, e através de vários meios de comunicação chegam fotografias e outros registos que comprovam isso mesmo. Sessenta destes abrigos, no nível do terreno, vão ser colocados em paragens de transportes na cidade de Kursk, onde vivem 440 mil pessoas. Outros 10 abrigos vão ser instalados em cada uma das cidades mais pequenas da região. São estruturas semelhantes às que também foram instaladas na Ucrânia. Por exemplo, em Kiev, trata-se de pequenos cubos em cimento que são introduzidos dentro do terreno.
E a Rússia quer impedir que jornalistas ocidentais façam reportagens na região de Kursk.
Os serviços secretos russos revelam que foram abertos processos criminais contra vários jornalistas, um norte-americano e dois ucranianos. Este norte-americano é correspondente da CNN, reportou as zonas controladas pela Ucrânia na região de Kursk, passou inclusivamente imagens de Sudja, ocupada pelo exército ucraniano. Diz o FSB que este jornalista cruzou a fronteira de forma ilegal e pode enfrentar cinco anos de prisão. Este repórter, juntamente com os outros dois jornalistas ucranianos, vão ser colocados na lista de procurados pelas autoridades russas. Patton Walsh, da CNN, é um jornalista britânico, já trabalhou para o Channel 4 News e para o jornal The Guardian, em Moscovo, mas esta não é a primeira vez que a Rússia move processos contra jornalistas estrangeiros. É uma notícia do Kyiv Post.
E falamos ainda do primeiro-ministro da Índia, que apelou hoje à paz antes de seguir para uma viagem para a Ucrânia.
Narendra Modi deslocou-se primeiro a Varsóvia, na Polónia, onde está antes de rumar a Kiev. O chefe do Executivo indiano realça que nenhum conflito pode ser resolvido no campo de batalha. Foi esta a mensagem deixada por Narendra Modi na capital polaca, em véspera da reunião que vai ter com Volodymyr Zelenskyy, em Kiev. E é a primeira vez que um primeiro-ministro indiano visita a Ucrânia. O governo de Nova Deli tem evitado condenações de forma explícita à invasão da Ucrânia, mas apela a que ambos os lados, Rússia e Ucrânia, resolvam as diferenças através do diálogo. Pede Narendra Modi que a diplomacia sirva rapidamente para a restauração da paz e da estabilidade. É preciso respeitar as regras, as fronteiras e a integridade territorial, sublinha o líder do Executivo indiano, que reafirma, em reunião com o homólogo Donald Tusk, a disponibilidade para se comprometer com o fim pacífico, justo e rápido desta guerra na Ucrânia.
Fica por aqui este episódio da "Guerra Traduzida". Nós estamos de volta já amanhã.