Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Avançamos para a revista de imprensa da Ucrânia e mais um episódio de "Guerra Traduzida", dia 498 da invasão. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, desta feita em estreita colaboração com a Tânia Olinyk. Começamos com as repercussões de um ataque russo a Lviv. É um tema em destaque na imprensa ucraniana desta quinta-feira, Rui.

Todos os jornais e canais ucranianos falam deste ataque. Um ataque que fez, pelo menos até agora, cinco mortos e 37 feridos. São números atualizados à hora em que estamos a falar, porque os números têm subido de hora a hora. O ataque aconteceu esta madrugada, por volta das duas da manhã, hora local. Um míssil atingiu um prédio residencial em Lviv, cidade que fica no oeste da Ucrânia. De acordo com o jornal ucraniano Pravda, a esta hora as autoridades de emergência ainda estão no local à procura de vítimas ou de corpos de vítimas. Continuam os trabalhos de busca e salvamento no local. Ouvimos aqui em fundo esses mesmos trabalhos. Um vídeo retirado das redes sociais logo nos primeiros minutos que se seguiram a este ataque, de noite. Como disse há pouco, aconteceu por volta das duas da madrugada. Neste vídeo que ouvimos aqui em fundo, vemos cerca de três elementos das equipes de emergência com uma maca, com uma vítima deste ataque em cima da maca, a levá-lo para uma ambulância. De resto, há também investigadores e especialistas em bombas no local, no seguimento deste ataque.

Entretanto, Volodymyr Zelensky já reagiu a este ataque.

Foi através das redes sociais. O presidente da Ucrânia publicou um vídeo com as consequências deste ataque. É possível ver vários edifícios danificados completamente em escombros. Passo a citar, Zelensky escreve nas redes sociais: "Lviv, consequências de um ataque noturno de terroristas russos. Infelizmente, há feridos e mortos. As minhas condolências às famílias". Termina a mensagem Zelensky com um aviso à Rússia: "Definitivamente que vai haver uma resposta ao inimigo". É a reação de Zelensky a mais um ataque russo noturno desta feita a Lviv.

E a imprensa ucraniana, Rui, tem mais pormenores sobre estas quatro vítimas.

Entretanto, subiu para cinco o número de vítimas. O jornal Pravda só ainda tem dados de quatro das vítimas. É curioso o fato de a imprensa ucraniana reunir muitos dados pessoais das vítimas e divulgá-los. Falamos, por exemplo, de Anastásia, tinha 32 anos, Miroslava, de 60 anos, era mãe de Anastásia, Mikhail, 35 anos e Irina, 63 anos. São quatro destas vítimas. Entretanto, o número de mortos subiu para cinco. O jornal ucraniano Pravda adianta que Lviv, esta cidade ucraniana, anunciou dois dias de luto na sequência deste bombardeamento russo.

Mudamos tema, Rui, para falarmos sobre o paradeiro do líder do grupo Wagner, Aleksandr Lukashenko. O presidente bielorrusso afirma que não está na Bielorrússia, ao contrário do que foi dito nos últimos dias.

Exatamente. Ou seja, quando a rebelião militar do grupo Wagner foi suspensa, o próprio presidente bielorrusso disse que ia dar guarida, entre aspas, a Yevgeny Prigozhin na Bielorrússia, na sequência dessa rebelião militar. Mas agora o presidente da Bielorrússia vem afirmar que Yevgeny Prigozhin, o líder deste grupo de mercenários russos, já não está na Bielorrússia. Indica mesmo que está na Rússia ou em São Petersburgo ou em Moscou. Esta informação ainda não foi confirmada oficialmente. Yevgeny Prigozhin, na hora que estamos a falar, também ainda não se pronunciou. Certo é que Aleksandr Lukashenko, o presidente da Bielorrússia, citado aqui pelos órgãos estatais da Bielorrússia, neste caso a Agência Belta, diz que já não está na Bielorrússia. São declarações, é uma notícia que tem eco na imprensa ucraniana de hoje.

E Zelensky acredita que a contraofensiva está a diminuir de intensidade e há um culpado: o Ocidente, porque as armas fornecidas pelos ocidentais estão a chegar muito lentamente.

Não é a primeira vez que Zelensky se queixa dessa questão, o fato de, diz Zelensky, o Ocidente estar a entregar armas à Ucrânia de forma muito lenta. Afirma Zelensky que gostava que a contraofensiva estivesse a acelerar, mas isso não é possível, diz, porque o Ocidente está a demorar muito tempo a entregar armas. São declarações de Zelensky em entrevista à CNN e que é aqui reproduzida pelo canal ucraniano TSN. Afirma Zelensky que agradece, nomeadamente aos Estados Unidos e a todos os líderes europeus, mas diz que queria avançar ainda mais com a contraofensiva e isso não é possível. Por quê? Pergunta Zelensky de forma retórica. Simplesmente porque o Ocidente está a demorar muito tempo a entregar as armas. Portanto, aqui um aviso de Zelensky aos líderes europeus e, nomeadamente aqui também aos Estados Unidos. Declarações em destaque na imprensa ucraniana de hoje.

E é com este aviso em forma de preocupação que terminamos mais um episódio de "Guerra Traduzida", apresentado pelo Rui Casanova. Estamos de regresso amanhã.