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Vamos perceber o que dizem hoje os jornais russos e ucranianos em tempo de guerra. É a Guerra Traduzida na Rádio Observador. Trazemos os principais destaques da imprensa dos dois países hoje com a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.

Boa tarde, Luís.

Hoje começas pela imprensa ucraniana, porque Kiev recebe hoje os líderes militares franceses e britânicos para negociações sobre a manutenção de paz no eventual cessar-fogo.

Em causa o envio de tropas ocidentais para o terreno. A notícia é avançada pela emissora pública ucraniana Suspilne, que adianta que a reunião está a ser realizada ao nível da alta liderança militar. Estão agendados vários encontros ao longo do dia. Está também previsto ainda uma reunião com o próprio presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Não em Kiev, mas em Bruxelas, tem estado o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, reunido com o secretário de Estado, Marco Rubio, na sede da NATO. Andrii Sybiha diz que a bola está do lado da Rússia, no que toca às negociações de paz.

"Depois de reunirmos em Jedá, tivemos mais rapidez e mais oportunidades para acelerar os esforços pela paz. A Ucrânia apoia incondicionalmente a proposta dos Estados Unidos para entrar num cessar-fogo total. A Ucrânia não é um obstáculo à paz. A bola agora está do lado russo".

O diplomata ucraniano acrescenta que Kiev está totalmente comprometido com a paz e tomou medidas concretas e incondicionais para alcançá-la, enquanto a Rússia continua estagnada. Uma notícia do New Voice of Ukraine.

E os principais assessores do presidente dos Estados Unidos pedem que Donald Trump não volte a falar com Vladimir Putin até que a Rússia concorde com o cessar-fogo total na Ucrânia.

Um artigo do Kyiv Post, que cita uma informação avançada pela NBC News. Ninguém garante que Donald Trump vá seguir esse conselho, mas a equipa dele acredita que não, não é boa ideia. Até ao momento, não há conversas agendadas entre os dois líderes, ainda que o presidente norte-americano tenha manifestado vontade de falar com o homólogo russo ainda esta semana. Desde que Trump voltou à Casa Branca, falou com Putin ao telefone, oficialmente, duas vezes.

Volodymyr Zelensky acredita que um cessar-fogo total é possível nas próximas semanas, caso o Ocidente pressione a Rússia.

Numa visita a Chernihiv, no norte do país, onde esteve reunido com empresários, o presidente ucraniano lembra que está pronto para um cessar-fogo total de 30 dias, tal como tinha sido proposto pelos Estados Unidos. É algo que a Rússia recusou até agora, concordando apenas com o cessar-fogo parcial, em troca de voltar a ter acesso aos mercados internacionais. Zelensky reforça que Estados Unidos e Europa precisam de trabalhar em conjunto para pressionar Moscovo a concordar com uma trégua o mais rápido possível. O chefe de Estado crê que em semanas ou mesmo poucos meses, é possível alcançar esse objetivo.

Certo é que sem cessar-fogo continuam as hostilidades. Nas últimas 24 horas, os ataques russos provocaram pelo menos seis mortos e 46 feridos.

Informação avançada pelas autoridades regionais, foram lançados pela Rússia quase 80 drones a partir das cidades russas de Kursk, Bryansk, Millerovo, Primorsk e Akhtarsk contra a Ucrânia durante a noite. A defesa aérea da Ucrânia abateu mais de metade destes equipamentos nas regiões de Kharkiv, Kiev, Zaporizhzhia e Dnipropetrovsk. Um quarto dos drones desapareceu dos radares sem causar danos. Ainda assim, o centro da região de Kharkiv foi atingido. Morreram cinco pessoas, 32 ficaram feridas. Morreu também uma pessoa em Sumy, na comunidade de Velyka Pysarivka. A região de Kiev, capital ucraniana, também foi atingida. Além de dois feridos, houve ainda edifícios a ficarem danificados na sequência dos ataques. É uma notícia do Kyiv Independent.

Ainda na imprensa ucraniana, uma entrevista ao pai de Elon Musk, que diz que é impossível não admirar Vladimir Putin.

É fã do presidente russo, o pai de Elon Musk, que tem um nome parecido com o do filho, chama-se Errol Musk. O Kyiv Independent cita aqui uma entrevista que Errol deu à BBC Russia, em que diz que só com o tempo é que será possível entender quem realmente iniciou a guerra. Está aqui a dar a entender que pode ter sido a Ucrânia. Diz ainda o pai de Elon Musk que Putin é um líder muito forte. Errol admite que ouve os discursos de Putin, considera que o presidente russo tem um pensamento lógico e diz que respeita muito o líder do Kremlin. Quando questionado sobre a posição do filho, Elon Musk, em relação a Vladimir Putin, Errol garante que os dois partilham da mesma ideia, assim como toda a família.