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Segunda parte da "Guerra Traduzida", agora com um olhar para a imprensa russa. O Conselho de Segurança da Rússia teve hoje a habitual reunião semanal. Putin revelou quanto custaria a compra da Gronelândia.

Sim, puxou mesmo por uma máquina de calcular. O presidente lembrou que a venda de terras não é exatamente uma novidade. A própria Rússia vendeu o Alasca aos Estados Unidos. A área do Alasca é de aproximadamente 1700 mil km². Ora, os Estados Unidos compraram o território por cerca de US$ 7 milhões. Em valores atuais, isso equivaleria a cerca de US$ 150 milhões. Putin procedeu então aos cálculos com precisão matemática. Ora, se a Gronelândia é ligeiramente maior, significa que o valor pode ser estimado entre os US$ 200 e os US$ 250 milhões. Putin acrescenta que, mesmo para a própria Dinamarca, vender terras aos Estados Unidos não é novidade. Lembra que em 1917 os americanos compraram as Ilhas Virgens aos dinamarqueses. Diz, aliás, Vladimir Putin, que a Dinamarca sempre tratou a Gronelândia como uma colônia e de forma bastante severa, senão cruel, estou a citar, acrescenta que os Estados Unidos e a Europa vão acabar por resolver este assunto da Gronelândia, que está dado na ordem do dia.

Moscovo promete responder à Alemanha depois de ter sido expulsa a mulher de um diplomata. Estava alegadamente envolvida em espionagem.

Havia uma agente infiltrada dentro da embaixada. Foi obrigada a sair do país em 72 horas. A embaixada da Rússia classificou as alegações como uma provocação ridícula e precipitada e acrescentou que fica claro que as ações hostis de Berlim não vão ficar sem resposta. A notícia deste caso veio à tona na quarta-feira, quando a polícia de Berlim prendeu a suposta espiã. Supostamente, usou os contatos que tinha com funcionários atuais e funcionários antigos do Ministério da Defesa alemão para recolher informações sobre a ajuda militar à Ucrânia, assim como locais onde se testam os drones e locais de indústria de armas. Também é acusada, esta mulher, de ajudar outro russo a usar uma identidade falsa para participar em eventos políticos em Berlim e construir contatos úteis ao Kremlin.

O Izvestia tem um artigo que destaca que Zelensky, mais uma vez, não usou a gravata numa reunião com Donald Trump.

A indumentária de Zelensky, sempre aqui na imprensa norte-americana e russa. As imagens que foram divulgadas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, mostram que o líder ucraniano vestia um fato preto, mas sem gravata. Zelensky discursou na tribuna do fórum com precisamente a mesma roupa. Já Trump usava um fato clássico com uma gravata vermelha escura. O chefe da Casa Branca elogiou o encontro com o homólogo ucraniano, classificou-o como positivo. Como já aqui falamos, disse Donald Trump que as negociações para a resolução do conflito na Ucrânia continuam. Diz este artigo do Izvestia que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, compareceu a uma reunião com Zelensky a usar uma gravata com cores iguais às da bandeira russa. Portanto, o Izvestia aqui a fazer um retrato das várias indumentárias dos líderes que comparecem nestas negociações.

Era então um editorial de moda.

Exatamente, a Vogue russa.

Ponto final. A "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.