Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Guerra traduzida na Rádio Observador. Nos próximos minutos vamos falar sobre as notícias que fazem destaque nos jornais russos e ucranianos com a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.
Boa tarde, Luís.
E hoje começamos pela imprensa ucraniana. A Coreia do Norte entra em ação novamente e vai reforçar o apoio militar à Rússia.
É o que revela o chefe dos serviços de informação ucranianos. A Coreia do Norte vai enviar 150 novos mísseis balísticos para a Rússia para atacar a Ucrânia. As armas vão ser utilizadas, sobretudo, nos combates contra as forças ucranianas na região de Kursk, aquela região russa na fronteira com a Ucrânia. Em declarações ao The War Zone, Kyrylo Budanov adianta que estes mísseis de curto alcance vão somar-se aos 148 já enviados anteriormente por Pyongyang. É também esperado o envio de peças de artilharia. Sobre a participação de militares norte-coreanos no conflito, Budanov afirma que dos 12 mil soldados que foram enviados para a Ucrânia, cerca de 4 mil foram mortos.
A Rússia terá executado seis militares ucranianos que tinham sido feitos prisioneiros de guerra e, Diana, prepara-se para mais.
É o que adianta o procurador-geral ucraniano, em comunicado, citado pelo Kyiv Independent. Estes militares foram capturados na região do Donetsk. Executar prisioneiros de guerra é uma violação grave das convenções de Genebra e um crime de guerra, é um crime internacional grave. Nesse sentido, já decorre uma investigação. A Ucrânia já entrou, Luis, em contacto com as Nações Unidas e com a Cruz Vermelha. Há relatos ainda de tortura, homicídio e abuso de prisioneiros ucranianos, especialmente nesta região do Donetsk, e que aumentaram nos últimos meses.
E Diana, o secretário-geral da NATO conversou com o novo secretário de Estado norte-americano e concordou que o pedido de Trump para que os aliados invistam mais na defesa da Europa é justo.
Mark Rutte falou com Marco Rubio durante o Fórum Económico Mundial de Davos, através do telefone. De acordo com o Kyiv Post, os dois discutiram a guerra na Ucrânia, mas também a necessidade de aumentar os gastos europeus com a defesa. Rutte afirma que essa medida devia ser acompanhada por uma produção de defesa transatlântica para fortalecer coletivamente a Aliança do Atlântico Norte. Rubio, que substitui Antony Blinken, afirma que não pode delinear um calendário para acabar com a guerra na Ucrânia, mas acredita que cada lado tem de fazer concessões. Isto é que pode não ser do agrado, nem de Kiev, nem de Moscovo. O secretário de Estado norte-americano acrescenta que os Estados Unidos vão desempenhar o respectivo papel para garantir a paz, mas as negociações para acabar com a guerra não vão ser realizadas em público. Já o secretário-geral da NATO admitiu que é justo, como dizias, Luís, que a Europa gaste mais em defesa. Afirma que o problema neste momento não é dos Estados Unidos, é sim, precisamente, da Europa.
E o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia saúda as declarações de Donald Trump sobre a hipótese de pressionar a Rússia a alcançar a paz.
Andrii Sybiha terá mostrado esse contentamento durante o Fórum Davos, citado pela Ukrinform. O diplomata acredita que é um sinal muito forte por parte dos Estados Unidos e concorda que é preciso, sim, aumentar a pressão sobre a Rússia para que Putin se sente à mesa de negociações. Pede inclusivamente, o ministro ucraniano, que os Estados Unidos se envolvam mais no futuro deste conflito. Acrescenta Andrii Sybiha que a Ucrânia e os parceiros precisam aumentar o preço que a Rússia vai pagar por novas agressões, enfraquecendo-a com a ajuda de uma política forte de sanções. O diplomata diz que Kiev está pronto para fazer o trabalho de casa e acolhe as pretensões de Trump para a guerra na Ucrânia. Acredita que o presidente norte-americano "vai sair vitorioso", estou a citar, deste processo.
E Zelenskyy diz que a adesão da Ucrânia à NATO é garantia de segurança que sai mais barata aos aliados.
Sim, o presidente ucraniano acredita que para deter a Rússia de forma eficaz e nomeadamente de futuras agressões, a Ucrânia precisa de um exército de um milhão de homens, o que exigiria toda a economia ucraniana para se sustentar. Portanto, acredita que mais tarde ou mais cedo o Ocidente vai reconhecer que a NATO é a garantia que a longo prazo comporta menos custos. Diz Zelenskyy que se a Ucrânia não estiver na NATO e a Rússia, que tem mais de um milhão e meio de soldados, continuar obcecada em ocupar Kiev, nem a Ucrânia, nem nenhum outro país consegue de fato manter a posição, a não ser que tenha uma força semelhante à de Moscovo. No caso da Ucrânia, o país teria de mobilizar todo o dinheiro do orçamento para a defesa ou então receber financiamento internacional. Zelenskyy alerta que sem garantias de segurança por parte do Ocidente, não assina qualquer acordo nem vai concordar com outro Memorando de Budapeste. É uma notícia do New Voice of Ukraine.
E Diana, as autoridades ucranianas levaram a cabo uma operação contra o tráfico de armas retiradas aos soldados russos.
Uma operação da Polícia Nacional que realizou mais de um milhar de rusgas na Ucrânia, no âmbito de uma investigação sobre tráfico ilegal de armas e munições, foi o que anunciaram hoje as autoridades de Kiev. O objetivo principal é cortar os canais de venda e armazenamento e apreender armas retiradas aos militares russos no campo de batalha, assim como as munições e os explosivos que resultam do tráfico ilegal, é o que declara a polícia através de um comunicado divulgado hoje. Desde o início da invasão russa da Ucrânia, tem-se verificado um aumento da circulação de armas no país, claro, é um país que está em guerra, incluindo o equipamento apreendido aos soldados russos que escapam ao controle regulamentar e leva a receios de um aumento do tráfico internacional de armas.
E foram estes os destaques da imprensa ucraniana. Vamos regressar já a seguir com o que dizem os jornais russos.