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Estamos de volta à Guerra Traduzida com a jornalista Diana Rosa, agora com as notícias da imprensa russa. Diana, vamos começar com as acusações do ministro russo dos Negócios Estrangeiros, que diz que o Reino Unido apoia a Ucrânia a levar a cabo ataques terroristas.

Que é a designação que a Rússia dá ao facto de Kiev atacar as bases aéreas de onde são lançados os mísseis para atingir território ucraniano. Em declarações no Fórum do Futuro, que decorre em Moscovo, Sergei Lavrov diz que Londres apoia a 100% o terrorismo da Ucrânia, diz até que o risco de ameaças terroristas tem aumentado e por isso a Rússia promete tudo fazer para acabar com esse suposto risco e proteger os cidadãos. O diplomata insiste que este é o método que a Ucrânia tem usado desde o início da guerra. Lavrov considera que Kiev teria sido impotente não fosse pelo Reino Unido, que, diz Lavrov, está por trás dos ataques. O ministro russo sublinha que os nazis ucranianos, estou a citar: "Já causaram demasiados estragos na região de Kursk", por exemplo, uma das regiões ocupadas pelas tropas de Kiev no ano passado, dizendo que os Estados Unidos também devem estar a dar respaldo à Ucrânia para proferir ataques contra a Rússia.

As acusações russas não são dirigidas apenas ao Reino Unido e aos Estados Unidos da América, mas também à NATO, aliança que a Rússia classifica como um instrumento de agressão e de confronto.

O porta-voz do Kremlin diz, e passo a citar, que "a NATO, depois de ter tirado a máscara, demonstra de todas as formas possíveis a sua natureza de instrumento de agressão". Durante a conferência de imprensa telefónica de Dmitry Peskov, uma conferência de imprensa que ele faz diariamente e numa altura em que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, apela aos países-membros da organização para que aumentem em 400% as capacidades de defesa aérea e antimíssil. Esta é a resposta do Kremlin. Peskov diz que o que está em causa é que os contribuintes europeus estão a gastar o dinheiro que têm na luta contra uma ameaça que dizem vir da Rússia, uma ameaça que considera ilusória.

Já Vladimir Putin quer que a Rússia volte a ser uma das principais potências marítimas do mundo e aprovou agora uma nova estratégia naval destinada, Diana, a intensificar os esforços de desenvolvimento da armada do país.

É uma notícia em destaque, por exemplo, no Izvestia. De acordo com Nikolai Patrushev, antigo oficial do KGB e conselheiro de Vladimir Putin, a posição da Rússia como uma das grandes potências marítimas do mundo está gradualmente a recuperar. Isto porque, apesar da Marinha russa ser a terceira mais poderosa do mundo, depois da China e dos Estados Unidos, a guerra na Ucrânia tem levado a fortes perdas na Marinha de Moscovo. A Rússia, para termos uma ideia, tem atualmente 79 submarinos, incluindo 14 com capacidades nucleares. Tem ainda 222 navios de guerra. O Kremlin diz que enfrenta provocações de forma regular nas fronteiras marítimas, incluindo nos mares Báltico e Negro, fronteiras que se estendem por mais de 38 mil quilómetros. São mais extensas do que as fronteiras terrestres. Patrushev diz que em todos os trechos a Rússia enfrenta ameaças. Garante que estão a ser registadas novas provocações no Mar Báltico e na bacia do Mar Negro e Azov. Há grupos armados ucranianos que tentam penetrar as fronteiras marítimas da Rússia quase diariamente.

Quem está no Fórum do Futuro em Moscovo, onde falou o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, de que falavas há pouco, Diana, é o pai de Elon Musk, que faz comentários sobre a contenda entre o filho, Elon Musk, e também Donald Trump.

Primeiro, assinalar aqui o facto de Errol Musk, assim se chama o pai de Elon, ser convidado a participar em fóruns na Rússia, onde estão membros do Kremlin. O pai de Elon diz que o filho opera com base em princípios rígidos de economia e gastos razoáveis de recursos públicos. Só que na política nem tudo corre bem. Errol Musk garante que o filho segue os princípios que tem, que sempre teve, que era cortar o orçamento a tal ponto que os Estados Unidos economizem dinheiro em vez de desperdiçá-lo. E essa era a tarefa que tinha em mãos. Mas quando viu os números, ficou claro que a economia norte-americana não ia reagir bem. Para o pai de Elon, a política tem o princípio de dar e receber e nem sempre é possível alcançar a perfeição, porque é preciso lidar com pessoas e problemas diferentes. Portanto, é importante explicar, diz o pai de Elon Musk, aos novatos que nem tudo corre bem na política. São declarações de Errol Musk em entrevista ao jornal russo Izvestia. Ele que desvaloriza a guerra entre Trump e Musk, diz que em política é normal.

E é com este tema que fechamos a Guerra Traduzida. Estamos de regresso na quarta-feira.