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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, programa em que falamos do que diz a imprensa russa e a imprensa ucraniana em tempo de guerra. Eu sou o Vasco Malanado Correia, comigo hoje a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.
Olá, Vasco. Boa tarde.
Queres começar pelo que dizem os jornais russos?
Sim.
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros se vai encontrar com o secretário de Estado norte-americano à margem da Assembleia Geral da ONU.
Vão reunir-se em Nova York para discutir questões bilaterais e multilaterais. É pelo menos isso que adianta o representante permanente da Rússia na ONU. Vasily Nebenzya diz que ainda não pode revelar outros detalhes, até porque ainda não há uma agenda definida para essa reunião. É a primeira vez, Vasco, em quatro anos que os dois estão reunidos, diz o Izvestia.
A Rússia aponta para um aumento da mobilização de militares ucranianos no terreno.
É o que adianta a agência Ria Novosti. À medida que a situação na frente de batalha se agrava, as autoridades ucranianas discutem opções para reduzir a idade de mobilização para os 18 anos e restringir a prestação de serviços de reserva militar para os responsáveis de estruturas críticas. O objetivo é criar uma reserva de centenas de milhares de homens para o destacamento na frente de batalha. É o que dizem à imprensa cinco deputados do Parlamento ucraniano. De acordo com a publicação, Volodymyr Zelensky já se reuniu recentemente com deputados do partido Servo do Povo, o partido que dirige, para discutir as perspectivas de paz e também de guerra. Imediatamente depois dessa reunião, a porta-voz do partido disse à imprensa que Zelensky tinha falado na necessidade de tomar decisões difíceis caso a situação na linha da frente piorasse. Isto não diz respeito a uma entrega de território à Rússia, mas sim do reforço do contingente no terreno. Atualmente, a idade mínima de mobilização é de 25 anos. A Ucrânia quer reduzi-la de forma drástica.
A imprensa da Rússia diz que há deputados, Diana, deputados moldavos que estão a negociar subornos já a pensar nas próximas eleições do país.
Notícia da TASS, que diz que os parceiros europeus de Chisinau apoiaram o plano do partido de governo para manter o poder. Estão alegadamente a ser exploradas várias estratégias, diz a Rússia, caso esse partido alcance menos da metade dos assentos parlamentares nas eleições legislativas do próximo dia 28. Enquanto isso se processa, a Rússia diz que a União Europeia prioriza a opção de subornar deputados de partidos da oposição que sejam eleitos. Moscovo queixa-se de que o bloco europeu quer proibir forças pró-russas e combater a interferência do Kremlin em qualquer resultado. Não percebemos por que o Kremlin havia de interferir. A Rússia diz também que a Igreja Ortodoxa Moldava está a ser perseguida, assim como alguns órgãos de comunicação russos como o Kommersant-Pravda, que tanto aqui falamos. Também o Argumenti i Fakty, o Lenta, o site e o canal do Telegram da Agência Sputnik Moldova, canais que devo dizer, são controlados majoritariamente pelo Kremlin.
E o Ministério Russo da Defesa diz que as respectivas tropas estão a fazer progressos na região ocupada de Lugansk e aparentemente a ganhar terreno, Diana.
Principalmente depois de ter capturado a floresta de Serebryanskoye, as tropas russas continuam a avançar de forma gradual, expulsando e capturando os soldados ucranianos das áreas povoadas e das posições fortificadas. O governo russo diz que a libertação da floresta foi alcançada através da cooperação efetiva das unidades de fuzileiros e brigadas de assalto e de reconhecimento. Num vídeo publicado pelo ministério, o comandante da unidade de assalto relata que, durante o avanço do exército russo, o inimigo, e aqui referem-se à Ucrânia, ficou desorientado e abandonou equipamentos, armas, munições e bens materiais no terreno. Esta área está localizada a vários quilómetros da cidade de Kremennaya, em Luansk, abrigava uma poderosa fortificação das Forças Armadas Ucranianas. A libertação permite que as forças russas avancem na direção de Krasnolimansk, nesta região que a Rússia quer anexar.
Os destaques da imprensa russa. Já de seguida, a imprensa ucraniana.