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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, o programa em que falamos sobre as principais notícias que saem diariamente na imprensa russa e ucraniana. E conosco está a jornalista Diana Rosa. Diana, boa tarde.

Boa tarde.

Hoje começas pelo que dizem os jornais ucranianos e também pelo ataque desta madrugada a Kiev. A Rússia lançou pelo menos 20 drones contra a capital ucraniana.

É o quarto ataque aéreo à região desde o início do mês. Durante as primeiras horas do dia, soaram os alertas de forma ininterrupta. Foram ainda ouvidas explosões em vários pontos da cidade. Não houve registro de vítimas, mas não ficou por aqui, Luís, a ofensiva russa, porque ainda nas últimas horas foram interceptados mísseis hipersônicos que se dirigiam para Kiev. Um dos aeródromos da capital foi atingido, notícia dos últimos minutos. Ainda há destroços de mísseis que caíram em Kiev. Os detritos foram encontrados nos bairros de Solomianskyi, Shevchenkivskyi e Holosiivskyi, no centro da capital ucraniana. Apesar de não haver registro de vítimas, os destroços dos mísseis causaram ainda danos em três carros, também no telhado de um edifício residencial e no telhado de um supermercado.

E a Coreia do Norte ameaça a NATO com consequências trágicas na sequência das críticas da aliança, que acusa Pyongyang de ajudar a Rússia no esforço de guerra.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular Democrática da Coreia nega estas acusações. Acusações que não são só dirigidas à Coreia do Norte, como também ao Irão. Num comunicado citado pelo Kyiv Independent, o diplomata diz que a NATO fez uma série de declarações extremamente despropositadas, segundo as quais condena as relações de cooperação entre os Estados soberanos, onde se inclui a Coreia do Norte. O ministro norte-coreano deixa uma ameaça que passo a citar: "Caso a NATO continue a tentar infringir a dignidade, soberania, segurança e os interesses da Coreia do Norte, seguindo de forma cega os Estados Unidos, vai ser responsabilizada com consequências trágicas".

E seguimos com uma notícia da Agência Ukrinform, Diana. Os soldados russos executaram militares ucranianos desarmados no Donetsk.

Uma acusação deixada pelo comissário dos Direitos Humanos do Parlamento Ucraniano, Dmytro Lubinets, diz que militares russos cometeram outro crime de guerra ao matar soldados que não constituíam uma ameaça. O comissário alerta que surgiram recentemente vídeos nas redes sociais que mostram os supostos tiroteios e assassinatos pelo exército russo de soldados que já se tinham rendido. O responsável sublinhou que estes atos são inaceitáveis e uma violação dos direitos humanos e revelou que já encaminhou o caso para as Nações Unidas.

E Diana, foi atacado um depósito de petróleo na Crimeia. O ataque provocou um incêndio em larga escala.

Foi levado a cabo pela Ucrânia, é isso mesmo que adiantam as Forças Armadas do país. Lembrando que, apesar da Crimeia pertencer a território ucraniano, está sob ocupação russa desde 2014. Este depósito que foi atacado era o maior da península, servia principalmente para abastecer o exército russo. Os habitantes locais relatam ter ouvido várias explosões antes do incêndio deflagrar. As autoridades confirmam este fogo e acrescentam que não houve vítimas mortais na sequência do ataque. Os serviços de emergência ainda estão no local. Há também dois campos de aviação que foram atacados durante esta madrugada. Na notícia que faz manchete no Kyiv Post, podemos ver imagens de duas colunas de fumo muito negro a alastrar pelos céus ucranianos, um fumo que se consegue ver a dezenas de quilômetros de distância.

E o presidente da Estônia pede ao Ocidente que suspenda as restrições ao uso de armas pela Ucrânia para atacar a Rússia em profundidade.

Alar Karis sublinha a necessidade de combater as ambições imperialistas da Rússia. Numa entrevista ao Politico, citada pelo Voice of Ukraine, o chefe de Estado diz que a Rússia não se importa com o custo, quer seja financeiro ou de vidas humanas, quando se trata de atingir os objetivos. E acredita que Moscovo deve ser levado a entender que nenhum país pode impor a sua vontade aos territórios vizinhos por meio da guerra. O presidente da Estônia diz que este conflito é um caso claro de agressão por parte da Rússia e, por isso, critica o Ocidente por impor restrições que só refletem medo, fraqueza e indecisão. Tudo isso alimenta o agressor, é o que afirma Alar Karis.

E foram estes os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com a jornalista Diana Rosa e com o que dizem os jornais russos.