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"Guerra Traduzida", na Rádio Observador, é o programa em que trazemos os destaques da imprensa russa e ucraniana. Já temos conosco a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.

Boa tarde, Luís.

E vamos começar com uma decisão da Rússia. O país cancelou a marcha anual da Segunda Guerra Mundial por questões de segurança.

E é já o segundo ano consecutivo em que isto acontece. Durante mais de uma década, os russos de todo o país desfilaram pelas cidades a 9 de maio. Nessas marchas, seguraram retratos de parentes que morreram na guerra, no que a Rússia chama de Grande Guerra Patriótica. Putin, por exemplo, costuma levar um retrato do pai na mão, mas este ano, diz a organizadora do Rússia Unida, que perante as ameaças existentes à segurança pública, a sede central do Regimento Imortal decidiu não realizar a marcha em formato presencial. É o que cita o "Moscow Times". A decisão surge depois de um aumento nos ataques de drones e mísseis ucranianos, principalmente em regiões na fronteira entre os dois países e depois do ataque terrorista à sala de espetáculos em Moscovo, em que morreram mais de 40 pessoas.

E o primeiro-ministro húngaro, Diana, acredita que a guerra na Ucrânia vai terminar até o fim de 2025.

Caso os defensores da paz e não da guerra vençam as eleições de junho para o Parlamento Europeu, assim como as eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro. Desta forma, Viktor Orbán acredita que as decisões militares na Europa poderão ser abrandadas, interrompidas ou mesmo canceladas. O governante húngaro vai mais longe no que diz respeito aos Estados Unidos e diz mesmo que Joe Biden é um belicista e Donald Trump é a favor da paz. Por isso, torce para que seja Trump a vencer a corrida às presidenciais norte-americanas. É uma notícia da "TASS".

E Diana, 120 pessoas morreram na região fronteiriça de Belgorod, na Rússia, desde o início do conflito.

São os dados apurados pelo governador da região, citado pelo "Moscow Times". Belgorod tem sido repetidamente alvo de ataques ucranianos, isso é assumido pelo país. Destas 120 vítimas, 11 são crianças. Há ainda registo de mais de 650 feridos. De acordo com o "Moscow Times", estes dados já foram verificados de forma independente. Há aqui algumas discrepâncias, mas o número de crianças entre as vítimas mortais é verdadeiro.

E a Rússia destruiu dois drones e atingiu mais de 170 instalações do exército ucraniano nas últimas horas.

Estão a fazer avanços no terreno as tropas de Moscovo, como já tínhamos dado conta também aqui na semana passada. A notícia é avançada pelo porta-voz do grupo de Batalha Ocidental, a Agência "TASS", que diz que as unidades de artilharia espoletaram vários incêndios nos alvos atingidos. Há ainda novos esquadrões de morteiros que foram destruídos por unidades de artilharia. Foram também eliminados dois postos de controle de drones ucranianos.

E Diana, depois das presidenciais russas, Vladimir Putin toma posse no dia 7 de maio.

Inicia assim oficialmente o quinto mandato à frente dos destinos da Rússia. São mais seis anos. A informação está na Agência "TASS", confirmada pelo presidente da Comissão do Conselho da Federação Russa sobre a Legislação Constitucional e Construção do Estado. É um nome longo. A Duma, a Câmara Baixa do Parlamento Russo, retoma os trabalhos um dia antes.

E como é que vai ser essa cerimónia da tomada de posse?

Luís, há alguns detalhes, por questões de segurança, obviamente, não são muitos, mas vamos então àqueles que podemos revelar. Ao meio-dia, o presidente chega ao grande palácio do Kremlin, numa limusine, como de resto tem sido já habitual. A bandeira do Estado da Rússia, o estandarte do presidente, a Constituição da Rússia e o distintivo do presidente são levados para o Salão de Santo André, que é uma grande sala que está localizada no piso superior do palácio. Enquanto Putin se dirige para esse salão, milhares de convidados ficam de cada lado do corredor à espera para o cumprimentar. Por fim, o presidente faz o juramento de lealdade ao povo da Rússia e o presidente do Tribunal Constitucional, por sua vez, que vai estar vestido com uma túnica longa e com chapéu, anuncia a posse. Há depois um almoço de Estado. De acordo com a lei, o governo renuncia automaticamente depois desta cerimónia. Putin tem então duas semanas para apresentar um candidato a primeiro-ministro à Duma. São detalhes que são hoje revelados pelo "Komsomolskaya Pravda".

E fica por aqui este episódio de Guerra Traduzida, versão russa, com a Diana Rosa. Voltamos já a seguir, com o que dizem os jornais ucranianos.