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Estamos de volta à Guerra Traduzida, hoje com o jornalista João Gama. Vamos olhar agora para a imprensa russa, onde o destaque é também a troca de prisioneiros com a Ucrânia.

25 prisioneiros para um lado, 25 prisioneiros para o outro. O Ministério Russo da Defesa informa que os militares russos libertados estão na Bielorrússia a receber assistência psicológica, assistência médica e também para ter uma oportunidade de contactar os familiares. No futuro, vão ser transportados pra Rússia, onde depois serão submetidos a tratamento e reabilitação em instituições médicas do próprio Ministério da Defesa. O ministério diz que esta troca ocorreu através da mediação dos Emirados Árabes Unidos e é a primeira troca em 2025. No final de dezembro, ainda antes do Ano Novo, ocorreu uma das maiores trocas de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia, na altura a envolver 150 prisioneiros russos e 189 ucranianos. É uma notícia que está em destaque no Interfax.

E a Rússia também confirma o ataque desta madrugada a infraestruturas energéticas na Ucrânia.

O Ministério Russo da Defesa confirma que as forças de Moscovo atacaram infraestruturas energéticas na ofensiva que foi realizada na última madrugada e também na manhã de quarta-feira. Numa nota citada pela TASS, o ministério afirma que o ataque foi realizado com armas de alta precisão e drones, tendo como alvo instalações de infraestruturas de gás e energia que apoiam o complexo militar industrial da Ucrânia. Acrescenta o Ministério Russo da Defesa que todos os alvos foram atingidos. Este ataque atingiu também aeródromos militares, concentrações de mão de obra e equipamentos das Forças Armadas da Ucrânia em 137 regiões do país. É o que diz o Kremlin.

Vamos mudar tema nesta Guerra Traduzida, até porque a Transnístria vai receber gás russo como ajuda humanitária.

O líder da Transnístria anunciou que a Rússia vai fornecer gás ao território separatista pró-russo da Moldávia, como uma forma de ajuda humanitária. Isto na sequência da interrupção do fornecimento de gás pelo território ucraniano desde o início do ano, desde o dia 1 de janeiro. Em conferência de imprensa, este líder da Transnístria, que está aqui a ser citado pela Ria Novosti, diz que o gás vai ser distribuído pela população e pela indústria da Transnístria e será utilizado para depois produzir energia. Já na terça-feira houve uma reunião com os responsáveis do Ministério Russo da Defesa para discutir precisamente a questão do fornecimento de gás. De recordar que no primeiro dia de 2025, a Ucrânia interrompeu o transporte de gás russo da empresa Gazprom, através do seu território.

É sempre importante recordar, João Gama. Ainda no setor da energia, as infraestruturas turcas foram atingidas e Moscovo já tem um suspeito.

Kiev. A confirmação chega primeiro de Ancara. O ministro turco de Energia confirma tentativas de atacar uma das instalações do Turkish Stream. São ataques relatados pela imprensa turca, mas que fazem eco na imprensa russa. Até porque apesar do ataque não ter causado interrupções no fornecimento do gás e o gasoduto continuar a fornecer gás precisamente no mesmo volume, o Interfax recorda que o Ministério Russo da Defesa informou no sábado que a Ucrânia já tinha tentado atacar a estação russa em Krasnodar, que fornece gás precisamente através do gasoduto turco.

E o Kremlin critica ainda Kiev por estar a tentar planear a exumação de restos mortais de heróis de guerra do tempo da União Soviética.

Planos que diz Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, que revelam a verdadeira natureza do regime ucraniano, enquanto o Ocidente olha pro lado e escolhe ignorar o que está a acontecer. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, acusa desta forma Kiev de glorificar nazistas e os seus colaboradores de todas as maneiras possíveis, enquanto ignora os heróis de guerra da antiga União Soviética. Lamenta que a Europa feche os olhos àquilo que está a acontecer. É uma reação oficial do Moscovo, que surge depois da imprensa ucraniana relatar que a cidade de Lviv autorizou alterar a localização do mural A Colina da Glória e que os restos mortais dos soldados soviéticos precisariam de ser exumados e enterrados num novo local.

Fica por aqui este episódio da Guerra Traduzida. Está de regresso já amanhã e fica, como sempre, disponível em podcast.