Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

De volta com a Guerra Traduzida e com a jornalista Diana Rosa, agora para falar da imprensa russa, que também naturalmente, Diana, faz grande destaque as eleições norte-americanas. O Kremlin sublinha que os Estados Unidos não são um país amigo.

E atiram para janeiro, quando Donald Trump tomar posse, a verdadeira posição dos Estados Unidos sobre a Rússia. Para já, Putin não tem planos para saudar Trump pela vitória. No entanto, em nome do Kremlin, o porta-voz Dmitry Peskov lembra que a Rússia deve estar de pé atrás e sublinha que o Kremlin está a analisar atentamente as afirmações dos responsáveis norte-americanos sobre Moscovo. Peskov acredita que as relações entre os dois países são historicamente más, sendo praticamente impossível que piorem.

E apesar de Putin não querer falar para já, a porta-voz do Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros espera que Donald Trump represente uma cura para os Estados Unidos, embora se demarque também das declarações do republicano sobre a Rússia.

E vamos ouvir Maria Zakharova.

A mesma teoria que se tornou o slogan das campanhas de Trump, "Make America Great Again", ou seja, devolver a grandeza à América, soou desta vez de forma diferente, mais honesta, diria eu. Ele acabou por dizer: "Let's make America healthy again", ou seja, curar a América. É claro que a teoria sobre a necessidade de acabar com os conflitos desencadeados por políticos americanos totalmente irresponsáveis, foi novamente manifestada hoje. É claro que essa tese deve ser seguida de ações concretas. Todos vão orientar-se por elas. Ao ouvir como os dois candidatos à Casa Branca se acusam mutuamente de mentir, posso garantir-vos que os outros Estados não têm nada a ver com isso. Portanto, devem aceitar o seu próprio sistema, devem tratar e curar a sua própria democracia, como disse Donald Trump.

A porta-voz do Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros foi mais comedida do que o ex-presidente russo Dmitry Medvedev. Celebrou mesmo a vitória de Trump. O ex-chefe de Estado e atual vice-presidente do Conselho de Segurança Russo considera que a eleição é benéfica para a Rússia, porque com Trump, os Estados Unidos vão deixar de financiar aliados tolos, estou aqui a citar, uma categoria onde inclui a Ucrânia. Medvedev considera também que o recém-eleito presidente vai ser pressionado a continuar com uma política hostil à Rússia.

E quem também ficou contente com a vitória de Trump foi Viktor Orbán.

Não surpreende. O primeiro-ministro húngaro sempre manifestou abertamente a preferência que tinha por Donald Trump e não perdeu tempo a saudar o republicano.

Vejo uma vitória brilhante, talvez o maior regresso da história da política ocidental. Foi uma luta enorme. Ele foi ameaçado de prisão, viu a riqueza confiscada, quiseram matá-lo. Todo o mundo mediático virou-se contra ele na América e mesmo assim ele ganhou. Isto dá coragem aos que acreditam na força de vontade, na luta, na perseverança. Para o mundo, significa a esperança de paz. No início deste ano, esperávamos que quando chegássemos ao final, as forças a favor da paz estivessem em maioria e que derrotássemos as forças a favor da guerra. E se isso acontecer, podemos dar uma reviravolta na economia e as relações entre a Hungria e os Estados Unidos podem regressar aos tempos dourados. Temos vários planos que podemos concretizar nos próximos anos com Donald Trump.

Um mundo melhor com Donald Trump. É nisso em que acredita Viktor Orbán, com declarações em destaque na Agência TASS.

E Diana, a imprensa russa fala também da reação da China, que espera uma coexistência pacífica com os Estados Unidos.

Pacífica e mutuamente benéfica é o que diz a porta-voz do Ministério Chinês dos Negócios Estrangeiros, sem grandes alaridos sobre a vitória de Trump. Mao Ning espera uma relação estável com a administração norte-americana, com base em benefícios mútuos e respeito. Acrescenta que aceita qualquer que tenha sido a escolha do povo norte-americano, mas para já as felicitações formais ficam por dar.

E Diana, noutros temas em destaque também na imprensa russa, Moscovo está por detrás dos pacotes incendiários enviados para vários países da Europa. É pelo menos uma denúncia das autoridades lituanas que é citada pelo Moscow Times.

As acusações surgem um dia depois do Wall Street Journal avançar que a Rússia estava a orquestrar uma campanha secreta de sabotagem que envolvia o envio de pacotes com dispositivos incendiários em aviões de carga e de passageiros. A Lituânia alerta os aliados que essa operação faz parte das operações militares da Rússia, passe aqui a redundância. É um plano que precisa de ser neutralizado na origem, ou seja, nos serviços secretos russos. Este tema começou a ser discutido quando, no mês passado, o jornal polaco Gazeta Wyborcza tinha adiantado que vários pacotes incendiaram centros de distribuição no Reino Unido, na Alemanha e também na Polónia. Na sequência dos incidentes, quatro pessoas foram detidas. As autoridades inglesas e alemãs abriram, de resto, uma investigação e o Kremlin rejeita qualquer envolvimento.

E fica por aqui esta edição da Guerra Traduzida.