Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Estamos de volta com a "Guerra Traduzida" e com a jornalista Diana Rosa, agora para falar da imprensa ucraniana e, claro, está também com grande destaque para as eleições nos Estados Unidos. Diana, em manchete, no Kyiv Independent, está a notícia de que a Ucrânia está a preparar-se para o melhor e para o pior, consoante o resultado destas presidenciais.

"Enquanto os norte-americanos depositam o voto nas urnas, Kyiv está a observar com alguma atenção o que acontece do outro lado do oceano". Estou a citar o que diz no artigo do Kyiv Independent, que diz que o destino deste conflito pode ser determinado pelas eleições dos Estados Unidos. As posições pré-eleitorais dos dois candidatos sobre continuar a apoiar a Ucrânia com armamento são tão contrastantes, diz o artigo, que alguns especialistas estimam que quem quer que saia vitorioso vai influenciar a permanência do apoio a Kyiv, ou então a escassez de armamento a ponto de capitular. É claro que a Ucrânia tem uma preferência assumida pela vitória de Kamala Harris. Por outro lado, tem receio do que Donald Trump possa fazer se regressar à Casa Branca. No texto, pode ler-se ainda que à medida que a Rússia continua a ganhar terreno no campo de batalha, as autoridades ucranianas estão a ficar mais desanimadas com o curso futuro da guerra, com receio de que o resultado das eleições possa deixá-las mais isoladas na luta contra Moscovo. Este, Luís, é o tema que faz manchete nos principais jornais ucranianos. O Kyiv Post, por exemplo, tem inclusivamente um live blog aberto, o que não é assim tão comum e que revela, de facto, a importância que o assunto tem para os ucranianos.

Claro. Noutros temas, o vice-primeiro-ministro polaco acusa Zelensky de querer que Varsóvia entre em guerra com Moscovo.

Vai mais longe, Luís. Acusa mesmo o presidente ucraniano de ingratidão pela ajuda que tem sido prestada por Varsóvia. Em entrevista à rádio privada Zet, citada aqui pelo Kyiv Independent, o governante diz que algumas críticas de Zelensky à Polónia são indignas e que, tendo em conta todo o apoio do país desde o início da invasão russa, o mínimo seria um obrigado por parte de Zelensky. Estas declarações surgem depois do presidente ucraniano dizer que a Polónia deve abater mísseis russos que sejam lançados em direção à Ucrânia, o que, no entender do vice-primeiro-ministro polaco, significa que Zelensky quer que a Polónia entre numa guerra direta com a Rússia. Zelensky afirmou também que a Ucrânia, e diz aliás, que a Ucrânia tem feito esse pedido constantemente à Polónia, por exemplo, sobre a proteção de uma instalação de armazenamento de gás que fica na região de Lviv, na Ucrânia, ali junto à fronteira. O governante polaco diz que o país não dispõe do número adequado de sistemas de defesa aérea para proteger essa infraestrutura.

Diana, a Coreia do Norte disparou hoje uma salva de mísseis balísticos de curto alcance, o segundo lançamento de Pyongyang, poucas horas antes de abrir essas urnas para as eleições norte-americanas.

A denúncia é feita pela Coreia do Sul, faz destaque no Kyiv Post. Isto acontece depois de, na semana passada, a Coreia do Norte, país com armas nucleares, ter testado o que diz ser o mais avançado e poderoso míssil balístico intercontinental. Acontece também numa altura em que o país é acusado de enviar milhares de militares para ajudar a Rússia a combater contra a Ucrânia. Os mísseis lançados esta manhã atingiram aproximadamente 400 km de distância, foram monitorizados em tempo real pelos militares de Seul, que partilharam essa mesma informação com Tóquio e Washington. A Coreia do Sul reforçou, de resto, a vigilância e o estado de alerta. Como dizia, o lançamento destes mísseis foi também confirmado pelo Japão, que diz que os repetidos lançamentos de mísseis balísticos ameaçam a paz e a segurança de Tóquio.

E dos mísseis passamos para os drones. A Rússia está a ensinar os militares norte-coreanos a usar esses equipamentos.

O treino está a ser dado na região de Kursk, precisamente onde a Rússia é acusada de ter militares da Coreia do Norte a lutar contra a invasão ucraniana nesta região, na fronteira entre os dois países. Mas o plano é enviar também instrutores russos diretamente para a Coreia do Norte para treinarem os militares, que depois podem sair do país. A denúncia é feita pelo Centro de Combate à Desinformação e pelo Conselho de Defesa Nacional da Ucrânia, a agência Ukrinform, que acrescenta que os russos estão a treinar soldados e oficiais da Coreia do Norte em técnicas de guerra modernas para serem utilizadas em combate. Os norte-coreanos estão a usar uniformes militares da Rússia nas unidades em Kursk.

E fica por aqui mais esta edição da "Guerra Traduzida". Estamos de regresso amanhã.