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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador. Falamos agora dos destaques da imprensa ucraniana, também com foco para esse plano de paz dos Estados Unidos. Ucrânia deu luz verde ao acordo de paz dos Estados Unidos para acabar com a guerra. Faltam apenas pequenos detalhes. É uma informação avançada pela CBS.

Detalhes esses que têm de ser discutidos entre as duas delegações. Não é claro ainda, como ouvimos, se a Rússia vai aceitar esse acordo de paz. Já se percebeu. Ontem a Ucrânia confirmou uma nova proposta que foi negociada na Suíça durante o fim de semana. Não é assim ainda líquido que este seja o plano final, o texto final para terminar com a guerra, até porque há sempre este sentimento de que a Ucrânia não quer aceitar condições discutidas com a Rússia e vice-versa, ou seja, a Rússia agora vai provavelmente querer dar aqui a volta para que sejam actualizados alguns dos pontos deste texto e para ver se é a Ucrânia o elo mais fraco. O Kyiv Independent escreve que o plano de paz de Trump alivia a pressão sobre Zelenskyy no meio de um grande escândalo de corrupção.

O embaixador dos Estados Unidos na NATO admite que há um fundo de verdade no facto de a Rússia ainda não ter feito concessões no âmbito da paz.

Matthew Whitaker faz essas declarações numa entrevista à Fox News. Frisa que ainda não há uma solução perfeita para acabar com uma guerra provocada há quatro anos pela Rússia e com muitas baixas. Remata com uma expressão normalmente utilizada por Donald Trump, diz que a matança deve parar. O embaixador considera ainda que nenhum dos lados vai ter o que quer. Sublinha que os russos têm uma forte posição no campo de batalha, estão a fazer avanços ainda lentos, mas consistentes, e por isso é preciso negociar com base também nesta realidade.

A Casa Branca também fala em progressos no acordo de paz, mas ressalva que há detalhes delicados a tratar.

Sim, é na mesma linha do que tínhamos falado também por parte da Rússia e da Ucrânia. Progressos e tremendo, diz Karoline Leavitt, a porta-voz da presidência. Reconheceu ainda assim que há esses detalhes delicados, mas não intransponíveis por alinhar. São situações que vão requerer mais conversas entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos.

E o primeiro-ministro britânico sugere que uma força multinacional possa ser enviada para a Ucrânia depois do cessar-fogo.

O Reino Unido pode colocar as botas no terreno. É uma ideia de Keir Starmer que já tinha sido colocada em cima da mesa, mas que terá sido afastada no acordo original de 28 pontos apresentado pelos Estados Unidos. Num comunicado emitido e depois de ter falado com o presidente da Ucrânia, Keir Starmer afirma que negociou com Volodymyr Zelenskyy a importância do trabalho de preparação para o envio dessa força que junte exércitos de vários países depois de terminarem as hostilidades. Em concreto, o Reino Unido mantém-se disponível para enviar militares, tal como França já tinha também demonstrado essa abertura.

Fica por aqui a Guerra Traduzida, edição de hoje com a Diana Rosa.