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Seguimos com a Guerra Traduzida. Vamos agora, nos próximos minutos, falar da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. E vamos começar com Donald Trump. O presidente norte-americano está a ficar irritado com a Rússia e com a Ucrânia, por causa dos ataques aéreos em curso entre os dois países. Isto é o que adiantam fontes próximas de Donald Trump.

O artigo está no Kyiv Independent, cita o britânico Telegraph. Depois de ter falado por telefone com os dois presidentes, russo e ucraniano, os dois países concordaram em interromper os ataques à infraestrutura energética, mas agora acusam-se mutuamente de violar esse acordo, como dizíamos aqui. Fontes próximas de Trump dizem que ele continua comprometido em fazer de intermediário de um cessar-fogo, mas está a ficar impaciente. Não nos esqueçamos de que Trump tinha prometido o fim da guerra em 24 horas, depois passou para umas semanas e agora está a ver que não é assim tão fácil. Aqueles que estão na Casa Branca e que são mais próximos do presidente norte-americano, pedem calma e paciência com o processo, diz este artigo. Só que a Rússia continua a atacar com força. Só nas últimas 24 horas morreram quatro ucranianos e 13 ficaram feridos. Kiev também terá lançado ataques com drones que atingiram uma estação de petróleo em Krasnodar, na Rússia, e isto foi na semana passada. Cinco dias depois, na data de hoje, o incêndio que resultou desse ataque ainda está a ser combatido. Ora, posto isto, Donald Trump está a ficar com os nervos em franja, é o que adiantam pessoas que são próximas à imprensa internacional.

Falavas de ataques, Diana, e uma empresa ferroviária ucraniana diz que foi alvo de um ataque informático massivo.

Um ataque dirigido aos sistemas digitais, o que deixou o website e os serviços de venda de bilhetes online completamente inoperacionais. No entanto, em comunicado, a empresa diz que o inimigo, a Rússia, falhou no fundamental. O tráfego ferroviário está estável, flui sem problemas nem atrasos. A empresa explica que está a trabalhar com o serviço secreto ucraniano para resolver todos os problemas causados pelo ataque. Ainda assim, o site da empresa continua embaixo, as vendas de bilhetes estão a ser feitas apenas nas bilheteiras, ou seja, fisicamente, e dentro dos próprios comboios, sendo que esta empresa já sofreu vários ataques informáticos no passado. O ataque de hoje foi considerado substancial e em vários níveis.

Também Kiev, a capital ucraniana, foi alvo de ataques russos pela terceira noite consecutiva.

Notícia do Kyiv Independent, que cita a Sky News. A capital ucraniana, assim como a região circundante e a metade oriental da Ucrânia, estiveram sob alerta de ataque aéreo durante várias horas, de acordo com os mapas da Força Aérea Ucraniana. Uma pessoa ficou ferida e várias casas na região de Kiev foram danificadas durante o último ataque, é o que adianta o governador da região. O Kyiv Independent escreve que as últimas noites foram mortíferas na capital da Ucrânia, com as primeiras vítimas mortais em mais de dois meses, incluindo uma criança de 10 anos.

Passamos aqui para um artigo do Kyiv Post, que diz que o exército ucraniano entrou pela Rússia esta noite e matou um general russo de alta patente.

A operação terá decorrido em Belgorod, região russa próxima da fronteira com a Ucrânia. Unidades de tanques e infantaria blindada invadiram a região e têm feito contra-ataques ao exército russo nas últimas horas. O ataque foi liderado inicialmente por unidades de infantaria leve, que avançaram a pé por florestas e campos agrícolas na vila de Demidovka, a cerca de cinco quilómetros de profundidade em território russo. Conseguiu conter a resposta das tropas que foram de imediato enviadas pelo Kremlin para aquele setor. A incursão ocorreu uma semana depois das Forças Armadas da Ucrânia terem abandonado uma parte de Kursk, para termos uma ideia, uma parte mais ou menos do tamanho do Luxemburgo, naquela que foi uma clara derrota para Kiev, diz a própria imprensa ucraniana. Neste fim de semana, as forças de Kiev capturaram entre 20 e 50 quilómetros quadrados nesta nova incursão. Os relatos que chegam de ambos os lados confirmam o sucesso ucraniano, mas diferem na escala. No entanto, mesmo de acordo com a Rússia, a localidade de Demidovka está, sim, sob controle da Ucrânia. As forças russas retiraram-se desta zona, permitindo assim a ocupação de Kiev. Os militares ucranianos estão agora a limpar minas e a remover barreiras no momento em que decorrem batalhas nesta região.

É ponto final nesta Guerra Traduzida.