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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos agora os destaques da imprensa ucraniana com a jornalista Laura Figueiredo. A Ucrânia atacou um centro de comunicações espaciais em Moscovo, a maior instalação de satélites da Rússia.

Ataque que foi divulgado pelo presidente da Ucrânia na rede social X, Volodymyr Zelenskyy, que adianta que a maior instalação de satélites do Kremlin servia para coordenar a atividade do contingente da ocupação russa na Ucrânia. O líder ucraniano salienta que este centro de comunicação espacial fica a 500 km da Ucrânia e adianta que recentemente as Forças de Defesa Ucranianas já atingiram quatro destes centros russos, não apenas na região de Moscovo, mas também na de Vladimir. Zelenskyy diz que passo a passo, a Ucrânia está a conseguir implementar o plano de sanções de longa distância, tornando mais difícil possível ao Estado agressor levar a cabo as operações de invasão contra a Ucrânia. Para além disso, Volodymyr Zelenskyy adianta também que estão a ser preparados outros ataques a instalações similares.

E temos agora uma notícia que dá conta de que Vladimir Putin pode estar a estudar a possibilidade de atacar a Ucrânia a partir de território bielorrusso.

O aviso chega do líder militar da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, comandante-chefe das Forças Armadas Ucranianas, explica que o líder russo enviou o Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia para avaliar diferentes opções para conduzir uma nova ofensiva, incluindo a partir do território bielorrusso, com o objetivo de capturar Kiev e outros territórios. São declarações do líder militar da Ucrânia numa entrevista citada pelo Pravda. No entanto, Oleksandr Syrskyi ressalva que não pensa que a liderança da Bielorrússia, país chefiado por Alexander Lukashenko, se atreva que o território seja usado pela Rússia. Além disso, a Ucrânia tem também informações que apontam para um outro cenário, o de que pode haver uma ofensiva desde o norte da Rússia, concretamente desde a província de Bryansk, que poderá ter como objetivo capturar a cidade de Chernihiv. O líder ucraniano diz que este é mesmo o cenário mais provável.

E Laura, Zelenskyy esteve hoje reunido com o conselheiro de segurança britânico.

Sim, o presidente ucraniano recebeu em Kiev este conselheiro de segurança nacional do primeiro-ministro do Reino Unido e foi para discutir o reforço do apoio militar e também a implementação de novas tecnologias no campo de batalha. De acordo com o Ukrinform, durante o encontro foram abordadas as necessidades urgentes da Ucrânia em sistemas de defesa aérea e mísseis de longo alcance. O governo britânico reafirmou o compromisso de longo prazo, que inclui o fornecimento anual de pelo menos 3 mil milhões de libras em ajuda militar até ao final desta década. Isto acontece numa altura em que o Ministério da Defesa da Ucrânia está também a trabalhar com a Coreia do Sul para organizar o encontro entre os dois presidentes, para tentar expandir a cooperação em tecnologias de defesa. No entanto, persiste em tensões com alguns aliados europeus, nomeadamente com a Polónia, que manifestou relutância em partilhar aviões de combate MiG-29, por alegada falta de reciprocidade na partilha de tecnologias de drones por parte de Kiev.

E terminamos esta ronda pelas notícias com a informação de que ataques russos provocam pelo menos 13 mortos e mais de uma centena de feridos em várias regiões da Ucrânia.

Segundo os dados avançados pelo Kyiv Independent, com base em relatórios das autoridades regionais, Moscovo lançou um total de 154 drones e mísseis durante a última noite. A Força Aérea Ucraniana conseguiu abater 138 alvos, mas os impactos e a queda dos destroços atingiram várias localidades. A região de Dnipropetrovsk, por exemplo, foi a mais fustigada. Seis pessoas morreram, 38 ficaram feridas depois de dezenas de bombardeamentos. Já em Kharkiv, os ataques em cerca de 30 povoações resultaram em quatro mortes, mais de duas dezenas de feridos, incluindo duas crianças. Já as províncias de Zaporizhzhia, Sumy e Kherson registaram também pesadas baixas civis e graves danos em infraestruturas residenciais e de energia.

Fica por aqui a edição desta terça-feira com a jornalista Laura Figueiredo. A "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.