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Guerra Traduzida na Rádio Observador, trazendo todos os dias o destaque da imprensa russa e também da imprensa ucraniana. Diana, desde já muito boa noite. Começando pela Ucrânia. Ora, Ucrânia que assume que a Rússia está a usar todas as armas disponíveis em Pokrovsk, só que não está a conseguir avançar no terreno.

Pokrovsk é uma cidade na região do Donetsk, no leste do país, muito importante para alimentar as tropas ucranianas com bens essenciais e equipamentos militares. É uma notícia do Kyiv Post. O porta-voz dos paraquedistas das Forças Armadas da Ucrânia assegura que as tropas do país continuam na cidade, apesar da pressão da Rússia. Há confrontos diretos a acontecer, não só dentro da cidade, como nos flancos da zona de defesa, com a Rússia a utilizar artilharia, incluindo de longo alcance, mas também vários drones e bombas aéreas guiadas. Serhii Okhejev sublinha que as táticas da Rússia não mudaram, estão a tentar avançar para a periferia nordeste e ali tentar ganhar algum espaço. Os grupos de ataque da Ucrânia estão a tentar trabalhar ativamente ao localizar o inimigo dentro da cidade e eliminá-lo.

E Volodymyr Zelenskyy pediu a Donald Trump para influenciar Viktor Orbán a levantar o veto à adesão da Ucrânia à União Europeia.

Pede que o presidente norte-americano interceda, uma vez que apoia a Ucrânia como um futuro Estado membro do bloco europeu. O chefe de Estado ucraniano diz que nas conversas que tem tido com Trump, ele apoia o processo e entende a escolha do povo ucraniano, que a Ucrânia é parte da Europa, tanto a nível geográfico, como geopolítico e histórico. O presidente da Ucrânia garante que Trump vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance nesse mesmo sentido.

É um pedido que é feito após a Hungria ter reafirmado que não vai permitir que a Ucrânia se torne membro da União Europeia.

É o que assegura o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó comentou os novos relatórios da Comissão Europeia sobre o pacote de alargamento e os planos de Bruxelas para iniciar as negociações de adesão de Kiev antes do final deste ano. Ora, o governante húngaro puxa pelo referendo que o país realizou para dizer que o povo da Hungria deixou absolutamente claro que não quer a Ucrânia como membro da União Europeia. E como as questões relativas ao alargamento exigem unanimidade entre todos os Estados membros, a Ucrânia não fará desta forma parte do bloco comunitário. É o que diz o diplomata húngaro, que acusa ainda os líderes da União de tentar levar ao poder o partido de oposição na Hungria, uma vez que é um partido que está pronto para apoiar uma adesão acelerada da Ucrânia à União, empurrando desta forma a Europa para uma guerra. A Hungria diz que não vai permitir que isso aconteça.

Já Volodymyr Zelensky quer que a Ucrânia adira à União Europeia antes de 2030, mas Kaja Kallas avisa que não vai haver atalhos.

Pode parecer ficção científica, diz o presidente ucraniano, mas num certo tempo, defender a independência da Ucrânia relativamente à Rússia também parecia uma miragem há umas décadas. De acordo com o Kyiv Independent, Zelensky admite que quer ser o presidente que coloca a Ucrânia na União, mas admite também que não é a principal prioridade que tem. O mais importante é que a Ucrânia siga esse caminho independentemente de quem a lidere. Ainda assim, o chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, avisa que, apesar da invasão total da Rússia à Ucrânia e as mudanças geopolíticas terem tornado o alargamento algo muito desejado, isso não significa que vão ser queimadas etapas. Kaja Kallas garante que o processo de adesão vai continuar a ser justo, duro e baseado no mérito. Dá um parecer positivo à possibilidade de alargamento da Albânia, de Montenegro, também da Moldávia e da Ucrânia, ao passo que dá um parecer misto à Sérvia, Macedónia do Norte, Kosovo e Bósnia-Herzegóvina. O único país que recebeu um parecer negativo foi a Geórgia.

E no campo de batalha, a Ucrânia confirma que levou a cabo um ataque com drones contra uma refinaria de petróleo russa. Foram ouvidas explosões em vários locais.

Aconteceu em Nizhny Novgorod, a leste de Moscovo. A refinaria de petróleo Lukoil foi atingida numa operação com 50 drones, é o que adianta o The Voice of Ukraine. Imagens de vídeo que circulam online mostram chamas nas instalações. Esta é uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, fornece combustível para a região de Moscovo, é responsável por cerca de um terço do consumo de gasolina no país. A capacidade anual de processamento de petróleo desta refinaria é de aproximadamente 17 milhões de toneladas. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido 85 drones ucranianos em diversas regiões da Rússia esta manhã.

Voltamos já a seguir, Diana, com a segunda parte, agora com o destaque da imprensa da Rússia.