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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques dos jornais russos com a jornalista Laura Figueiredo. E começamos com uma vaga de ataques de drones ucranianos que atingiu novamente refinarias e centros de distribuição na Rússia.

Uma nova vaga de ataques noturnos com drones voltou a atingir os centros de distribuição da maior empresa de comércio eletrônico russa, a Wildberries, desta vez na região de Volgogrado. Além disso, várias refinarias foram também atacadas na região de Tartaristão e em Krasnodar. De acordo com a imprensa russa, que cita residentes locais, um dos principais ataques aconteceu no centro de distribuição da Wildberries, em Volgogrado, um complexo logístico de mais de 40 mil metros quadrados e que é responsável pelo abastecimento de toda a região envolvente. Ainda na mesma região de Volgogrado, os relatos indicam que uma refinaria também foi atingida. Esta infraestrutura é considerada uma das maiores unidades de processamento de petróleo da Federação Russa, sendo mesmo responsável pela produção de gasolina, combustível pra aviação, gasóleo e outros derivados.

E Laura, a CEO da Wildberries diz que os ataques ucranianos aos armazéns da empresa são atos de terrorismo.

Sim, a fundadora da Wildberries, a empresa de comércio online russa, afirmou esta sexta-feira que os ataques ucranianos aos armazéns da empresa são atos de terrorismo contra civis e que afetam milhões na Rússia e noutros países. Citada pela imprensa russa, Tatyana Kim diz que várias empresas em 10 países sofreram prejuízos significativos e também que a Wildberries está já a trabalhar com o governo russo para mitigar o impacto destes ataques. A CEO afirma que está atualmente a ser desenvolvido um plano abrangente pra garantir que todos recebem assistência e adianta também que os pormenores destas medidas vão ser anunciados nos próximos dias. A Ucrânia tem atacado, desde o início do mês, vários armazéns desta empresa, a Wildberries, devido ao apoio logístico da empresa ao esforço de guerra russo.

Seguimos com o aviso dos produtores de cereais russos, que alertam pra um iminente bloqueio às exportações no Mar Negro.

O Sindicato Russo dos Exportadores e Produtores de Cereais afirmou hoje que os ataques ucranianos à navegação do Mar Negro provavelmente vão conduzir a um bloqueio total da exportação de cereais na região. Isto vai provocar aumentos que podem afetar severamente os países sem desenvolvimento. A Rússia, o maior exportador mundial de trigo, e a Ucrânia, também uma importante exportadora agrícola, têm vindo a atacar mutuamente as instalações da exportação agrícola e os navios comerciais um do outro na região do Mar Negro nas últimas semanas.

Terminamos esta ronda pela imprensa russa com a informação de que Moscovo confiscou 120 propriedades de Testemunhas de Jeová.

Um tribunal de Moscovo decretou esta sexta-feira o confisco de 123 ativos imobiliários pertencentes às Testemunhas de Jeová, transferindo a posse de todo o patrimônio para o Estado russo. De acordo com a informação oficial avançada pela Justiça russa, os ativos visados na decisão judicial encontravam-se registados sob a alçada da delegação da Organização Religiosa na Suécia. O conjunto de bens confiscados abrange 63 edifícios residenciais e espaços comerciais, que perfazem uma área total construída superior a 11 mil metros quadrados e também 60 terrenos distribuídos por várias regiões da Federação Russa, totalizando 5,6 hectares.

Fica por aqui a edição de hoje com a jornalista Laura Figueiredo. O "Guerra Traduzida" está de regresso na segunda-feira.