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E seguimos com a Guerra Traduzida, agora com os destaques da imprensa da Ucrânia e ainda com a jornalista Diana Rosa. Diana, aqui continuamos. Começamos com os ataques russos em Donetsk, Zaporíjia e Kharkiv, com a morte de cinco pessoas e sete ficaram feridas.
Foram várias as localidades atacadas nas últimas horas. Em Zaporíjia, as tropas de Moscou realizaram quase 400 ataques a 14 povoações, quatro mulheres ficaram feridas, um homem de 74 anos ficou em estado grave. Na região de Kharkiv, sete povoações foram atingidas, com destaque para o ataque à aldeia de Bily Kolodiaz, onde um homem de 37 anos ficou ferido. De acordo com o governador da região, os russos usaram diferentes tipos de armamento, incluindo 10 bombas aéreas guiadas e dois tipos de drones. Ficaram danificadas ou destruídas várias casas, também postos de combustível, armazéns agrícolas e centros comunitários. Já em Donetsk, cinco pessoas morreram, uma ficou ferida. A administração militar regional sublinha nas redes sociais que estes números não incluem as vítimas de Mariupol e Volnovakha, cidades que estão atualmente sob ocupação russa.
Também notícias da Ucrânia que conseguiu atrair 25 empresas estrangeiras de defesa pro país.
As empresas que incluem, Vasco, gigantes da indústria da defesa, já se encontram em diferentes fases de implementação da produção na Ucrânia. É o que adianta o ministro da Defesa do país, em entrevista ao Politico, citado pelo Kyiv Independent. De acordo com Denys Shmyhal, Kiev está a oferecer vários modelos de cooperação, incluindo o chamado modelo dinamarquês de Build in Ukraine, que prevê que a maioria da produção seja destinada a suprir as necessidades das Forças Armadas ucranianas. Para reduzir riscos e atrair investidores, o governo está a preparar a criação de uma nova iniciativa chamada Defend City, um regime especial para o desenvolvimento da indústria de defesa do país. O projeto prevê benefícios fiscais, procedimentos aduaneiros simplificados, também mecanismos de deslocação de fábricas para regiões mais seguras, assim como maior apoio financeiro estatal e integração nas cadeias globais de exportação.
E seguimos com a manchete do Kyiv Independent, que diz que a Comissão Europeia revelou o conteúdo do próximo pacote de sanções proposto contra a Rússia, com a banca e as empresas energéticas a serem os principais visados.
A notícia chega num momento em que Kiev pede aos parceiros internacionais que aumentem a pressão econômica sobre Moscou e pressionem o presidente russo em direção a negociações de paz significativas. O braço executivo da União Europeia propõe uma proibição total da importação de gás natural russo. O pacote inclui também um bloqueio na íntegra de transações com as gigantes energéticas russas, a Rosneft e a Gazprom Neft. Ainda, sanções a quase 120 navios da frota paralela e a comerciantes e refinarias de países terceiros, principalmente na China, que compra petróleo russo em violação às sanções ocidentais. Dizer que no caso de Portugal, temos até 2027, ou seja, pouco mais de um ano, para deixar de importar gás russo, caso este pacote seja de fato aprovado. Portugal terá de encontrar alternativas, tal como outros Estados membros. Falamos de países como Bélgica, Países Baixos, França, Espanha, Grécia, ainda Eslováquia e Hungria. Ursula von der Leyen diz que está na altura de fechar a torneira.
E a fechar esta semana de guerra traduzida, Diana, traz uma sondagem sobre Volodymyr Zelensky, com os índices de confiança do presidente ucraniano a fixarem-se nos 59%.
E a maioria dos ucranianos opõe-se a eleições durante a guerra. Lembramos que está a lei marcial em vigor. O estudo foi realizado pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, citado pelo jornal New Voice of Ukraine. 63% dos cidadãos acreditam que as eleições nacionais devem ser realizadas apenas e só depois de ser alcançado um acordo de paz e, claro, consequentemente, o fim da guerra. A pesquisa foi feita ainda este mês. Comparativamente a agosto, os números mantiveram-se praticamente inalterados. O maior índice de confiança deste ano em Zelensky foi registrado no início de maio, depois da assinatura do acordo sobre os combustíveis fósseis. Na altura, reunia 74% de apoiantes para entre o povo ucraniano. Em relação às iniciativas de guerra e paz, a posição de quem quer eleições só depois da guerra, que rejeita de forma esmagadora o plano de paz da Rússia, que iria equivaler a uma capitulação. A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 14 deste mês, através de entrevistas telefônicas, foram assistidas por computador a mais de mil pessoas em todas as regiões. Mas atenção, regiões controladas pelo governo da Ucrânia.
É com esse estudo à popularidade de Volodymyr Zelensky que fechamos esta semana de guerra traduzida. Estamos de regresso na segunda-feira.
Até para a semana.