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Segunda parte da "Guerra Traduzida", com a jornalista Diana Rosa, falando agora de destaques da imprensa ucraniana. Ucrânia e Japão estão a discutir a produção conjunta de armas, apoio energético e também uma estratégia de pressão sobre a Rússia.
O presidente ucraniano falou hoje com a primeira-ministra japonesa e diz que foi uma conversa muito boa. Zelenskyy informou Takaichi sobre a intenção da Ucrânia de desenvolver um sistema controlado de exportação de armas e construir parcerias sólidas para a produção de armamento moderno, capaz de proteger países aliados contra ameaças. Sublinhou ainda a necessidade de reforçar as defesas aéreas da Ucrânia para proteger vidas civis e infraestruturas energéticas, que continuam a ser um alvo principal da Rússia. A primeira-ministra japonesa disponibilizou-se a fornecer o equipamento necessário para ajudar as cidades e as comunidades ucranianas neste inverno. Disponibilizou-se também para expandir a cooperação para a reconstrução e recuperação do país. Zelenskyy e Takaichi abordaram ainda a situação diplomática e as oportunidades para exercer pressão eficaz sobre a Rússia, a fim de obrigar o país a adotar uma diplomacia genuína e pôr fim à guerra.
Diana, a cidade de Pokrovsk tem estado na mira da Rússia. No entanto, a Ucrânia nega estar a ceder.
"Não há cerco nenhum", é o que diz Kiev. Nega assim as alegações de Moscou de que os soldados estavam rodeados pelas tropas russas nesta cidade do leste da Ucrânia, numa batalha que se tornou no centro do conflito. O Estado-Maior ucraniano garante que a defesa da ligação de Pokrovsk-Myrnohrad continua. Esta declaração surge depois das alegações da Rússia de que as tropas do Kremlin estão a reforçar o cerco na área da província de Donetsk.
E esta noite, Diana, a Ucrânia tem estado a atacar a Rússia. Desta feita, é a cidade de Oryol.
Uma cidade que fica a pouco mais de 300 km da fronteira com a Ucrânia. Tem estado sob ataque ucraniano nas últimas horas. De acordo com o Kyiv Independent, os residentes disseram ter ouvido várias explosões a cerca de 1 km da central térmica da cidade. O governador da região de Oryol também afirma que há drones ucranianos a atacar a região e que as unidades de defesa aérea russas estão a destruí-los. Os destroços dos drones interceptados já danificaram, no entanto, várias casas.
Não é o único ataque levado a cabo pela Ucrânia, também no Mar Negro. Um porto russo suspendeu exportações de combustível depois de ter sido atingido.
Falamos do porto de Tuapse. A infraestrutura ficou danificada. Antes do ataque, esperava-se que o porto aumentasse as exportações de combustível este mês. No entanto, os dados de navegação analisados pela imprensa internacional mostraram que hoje os navios-tanque ficaram ancorados em alto-mar. A refinaria, com capacidade de processamento de 240 mil barris de petróleo por dia, abastece principalmente mercados como China, Malásia, Cingapura e Turquia. No dia do ataque, o porta-voz da Marinha Ucraniana previu consequências a longo prazo para a indústria naval da Rússia, observando que o ataque não apenas iria danificar infraestruturas tecnológicas essenciais, mas também afetaria empresas de abastecimento. A Rússia tem acusado repetidamente a Ucrânia de intensificar os ataques a instalações de energia. Kiev rebate, afirma que a infraestrutura de combustíveis apoia diretamente as Forças Armadas russas e continua a ser um alvo legítimo. A Rosneft e a Autoridade Portuária Federal da Rússia não quiseram responder a pedidos de reação sobre este ataque.
Ponto final da "Guerra Traduzida" com a jornalista Diana Rosa. Amanhã estará de regresso. Então até amanhã.