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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje, com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite.
Boa noite, Beatriz.
Laura, vamos começar pela imprensa ucraniana, com Volodymyr Zelensky, que diz que a iniciativa da guerra já não está nas mãos de Putin.
Uma afirmação do presidente ucraniano, que acrescenta que apesar de perder 30 mil soldados por mês, o presidente russo não quer parar. Numa entrevista à Fox News, Zelensky lembra que todos os dias a Ucrânia pede para pôr um fim à guerra ou, pelo menos, para negociar um cessar-fogo temporário e dar oportunidades aos diplomatas, mas afirma que Vladimir Putin não quer e por isso Kiev tem de continuar a responder, a ser duro e forte. Zelensky esteve em Washington ontem para se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump e também para assistir às cerimónias fúnebres do senador pró-ucraniano Lindsey Graham. Estas declarações foram feitas numa entrevista depois desses encontros.
E depois do encontro na Casa Branca, Volodymyr Zelensky anunciou que Donald Trump aceitou conceder licenças para a coprodução de mísseis Patriot na Ucrânia.
Zelensky diz que depois da ótima reunião com o presidente norte-americano, esteve também reunido com representantes do sector da produção, empresas militares que considera muito importantes nos Estados Unidos. Na mesma entrevista à Fox News, o presidente ucraniano destacou as 500 empresas de tecnologia militar no país e diz que a cada três ou seis meses, esta indústria desenvolve novas tecnologias. Zelensky diz que é preciso ser mais rápido do que Putin, porque Putin tem mais pessoas. Contudo, de acordo com o Axios, mesmo que a Ucrânia obtenha as licenças, levaria de um a cinco anos para produzir grandes quantidades destes mísseis. Em resposta ao artigo deste jornal, o presidente ucraniano diz que os mísseis Patriot são precisos para ontem, afirmando que está a tentar conseguir 300 mísseis deste tipo até ao inverno. De acordo com o presidente ucraniano, Donald Trump prometeu que tentaria ajudar, mas deixou também claro que é difícil devido à necessidade dos equipamentos na guerra com o Irão.
Laura, a Ucrânia atacou refinarias de petróleo russas.
Numa publicação na rede social X, Volodymyr Zelensky afirma que a Ucrânia atacou uma refinaria de petróleo e também um centro logístico em Ryazan, no leste da Rússia. O presidente ucraniano explica que a distância da fronteira com a Ucrânia é de cerca de 360 km. Diz que é um local onde estão baseadas as lanchas rápidas da frota russa do Mar Negro, na Crimeia. Zelensky confirmou ainda ataques de longa distância contra uma refinaria de petróleo na região de Perm, bem como contra um terminal de exportação e uma empresa militar na região de Rostov. O presidente ucraniano agradeceu também aos combatentes pela precisão e a todos os que tornam os resultados de longo alcance possíveis. Zelensky acrescenta que a Rússia precisa sentir que cada dia da guerra terá um custo ainda maior para Moscovo.
E ainda, Laura, falamos da Rússia, que atacou a região de Dnipropetrovsk quase 50 vezes em um só dia.
Sim, de acordo com o chefe da administração militar regional, o ataque atingiu os distritos de Nikopol, Kryvyi Rih, Pavlohrad, utilizando uma combinação destrutiva de drones, artilharia e bombas aéreas. O balanço provisório do ataque aponta para, pelo menos, cinco civis feridos. No distrito de Nikopol, quatro pessoas foram atingidas. Uma mulher de 76 anos e um homem de 63 ficaram em estado grave. Os bombardeamentos causaram também danos significativos em infraestruturas civis, incluindo numa empresa, uma loja, um edifício de apartamentos e também várias casas particulares. Em Pavlohrad, um ataque contra uma unidade agrícola provocou também um incêndio de grandes dimensões.
São as principais notícias dos jornais ucranianos com a Laura Figueiredo. Voltamos já a seguir com a imprensa russa.