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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa, hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite.

Boa noite, Vicente.

Vamos começar pela imprensa ucraniana. Volodymyr Zelensky e Donald Trump estiveram hoje reunidos na Casa Branca.

Em cima da mesa esteve a produção de mísseis Patriot e os esforços diplomáticos para alcançar a paz. No final do encontro, o presidente ucraniano agradeceu a Donald Trump o esforço que fazem em conjunto para proteger as vidas dos ucranianos e promover a paz. Numa publicação na rede social X, Zelensky agradeceu aos Estados Unidos o apoio prestado à Ucrânia e começou por apresentar a Donald Trump as condolências pela morte do senador Lindsey Graham, que descreveu como um verdadeiro amigo da Ucrânia. Segundo o chefe de Estado ucraniano, a reunião incidiu sobre a possibilidade de licenciar a produção de mísseis Patriot e outras iniciativas destinadas a reforçar a capacidade de defesa do país. Zelensky acrescentou que os dois líderes discutiram também a necessidade de dar um novo impulso ao processo diplomático, revelando ainda que as respectivas equipes vão coordenar os próximos contactos.

E depois do encontro com Donald Trump, o chefe de Estado ucraniano esteve reunido com a empresa de defesa Lockheed Martin.

A informação é avançada pelo jornal ucraniano Pravda, que adianta que o presidente da Ucrânia esteve hoje reunido com a direção desta empresa para debater o reforço da cooperação militar e também a transferência de tecnologia. A empresa norte-americana é responsável pelo fabrico de equipamento crucial para o esforço de guerra ucraniano, incluindo sistemas de mísseis, os CAAS F-16 e também as munições para as baterias antiaéreas. Através da rede social X, o chefe de Estado ucraniano destacou que as conversas focaram no desenvolvimento da produção conjunta e também no intercâmbio tecnológico. Zelensky sublinha a disponibilidade de Kiev em partilhar a experiência acumulada na linha da frente para acelerar soluções específicas que permitam fabricar licenças de interceptores Patriot e outros sistemas avançados.

E a Ucrânia esteve também hoje em contacto com o Irão. Kiev pede a Teerão, Laura, para evitar escalada e para acabar com o apoio à Rússia.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros ucraniano e iraniano falaram hoje por telefone. O anúncio foi feito depois pelo lado ucraniano. O ministro Andrii Sybiha relata que a conversa entre os dois foi uma conversa franca. Numa publicação na rede social X, o ministro ucraniano reitera que todas as ações militares da Ucrânia têm como único objetivo defender o país da agressão russa e diz também que nunca visam navios civis ou pessoas. O chefe da diplomacia ucraniana referia-se às declarações do Irão sobre a morte de um cidadão iraniano e o ataque a um navio num incidente recente, sublinhando que Moscovo é a causa de todos estes acontecimentos e que a Rússia é a única responsável por todas as provocações e vítimas. O ministro da Ucrânia afirmou ainda ter insistido na necessidade de evitar medidas que agravem o conflito e de pôr fim ao apoio iraniano à invasão russa.

E também em destaque na imprensa ucraniana, as Forças da Defesa da Ucrânia que atacaram um complexo petrolífero estratégico a 1300 km da fronteira.

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou o sucesso de uma operação estratégica contra a fábrica Prioritet, na província russa de Udmurtia. De acordo com o Ukrayinska Pravda e também com o New Voice of Ukraine, a instalação integra a rede estatal de reservas da Rússia, funcionando como um depósito de combustível sob guarda militar permanente. O ataque com drones de longo alcance provocou explosões violentas e incêndios que visam comprometer as forças russas. Em simultâneo, a agência Ukrinform relata ataques bem-sucedidos contra depósitos de logística na zona de Izky, na Crimeia ocupada, e também em centros de drones em Krasnopovka.

As principais notícias dos jornais ucranianos com a Laura Figueiredo. Voltamos já a seguir com a imprensa russa.