Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida, todos os dias aqui na Rádio Observador. Vamos agora analisar as notícias de hoje sobre a invasão na imprensa ucraniana. É um trabalho do Rui Casanova, com a colaboração da Tânia Olinek. Rui, começamos este episódio em Bakhmut.

Com destaque para um relatório do Instituto Norte-Americano para o Estudo da Guerra, que afirma que pela primeira vez desde dezembro do ano passado, a Ucrânia não relatou nenhum combate em Bakhmut. É uma novidade em destaque porque, como temos dito ao longo das últimas semanas e aqui como sempre na Guerra Traduzida, Bakhmut é um dos pontos mais críticos neste momento da guerra. Esta cidade do leste da Ucrânia tem sido palco de violentos confrontos entre as tropas russas e as tropas ucranianas que lutam pelo controle desta cidade. Os analistas do Instituto para o Estudo da Guerra dos Estados Unidos explicam que o motivo para não ter havido nenhum combate em Bakhmut nas últimas 24 horas e pela primeira vez desde o final do ano passado, pode ser um avanço do grupo Wagner nas profundezas desta cidade. Estes analistas norte-americanos lembram que recentemente as autoridades ucranianas disseram que o ritmo dos confrontos nesta zona de Bakhmut estava a diminuir. É uma notícia em destaque no jornal "Pravda", que é frequente citar os relatórios dos Estados Unidos sobre este tipo de movimentações no terreno.

E como prometido no episódio anterior, voltamos a falar da entrevista do líder do grupo Wagner.

Sim, uma entrevista a um analista político pró-Kremlin. Yevgeny Prigozhin destaca também a situação sobre Bakhmut. Diz que o grupo Wagner perdeu 20 mil soldados até agora na batalha por esta cidade do leste da Ucrânia. Mas é curioso porque a imprensa ucraniana pega em outras declarações e dá destaque a outro ângulo desta entrevista. Destaca que Yevgeny Prigozhin diz que a Ucrânia tem, neste momento, um dos exércitos mais fortes do mundo. É sempre interessante ver como é que a imprensa ucraniana e a imprensa russa citam as declarações dos líderes de cada um dos países ou de líderes de movimentos que lutam no terreno.

É sempre uma questão de perspectiva.

Claro. E como destacamos, a imprensa estatal russa puxa sempre a brasa à sua sardinha e claro, a imprensa estatal ucraniana faz o mesmo. Yevgeny Prigozhin diz que a guerra fez da Ucrânia uma nação conhecida em todo o mundo e que os planos da Rússia para desmilitarizar Kiev falharam, porque o Ocidente continua a fornecer armas à Ucrânia. Diz Prigozhin que se a Ucrânia tinha 500 tanques no início da guerra, agora tem 5 mil, se tinham 20 mil pessoas no exército que sabiam lutar, agora tem 400 mil e deixa um aviso para o futuro, sugere que a guerra pode acabar com um motim do lado dos soldados russos. Declarações de Yevgeny Prigozhin nesta entrevista que está em destaque no jornal "Pravda". É uma entrevista que também contamos aqui na Rádio Observador e no site do Observador.

Passamos para outros pontos nesta guerra traduzida. Os Estados Unidos acusam a Rússia de criar obstáculos ao funcionamento do acordo de cereais.

Um acordo que foi prolongado recentemente. Foi uma notícia em destaque há uns dias aqui na Guerra Traduzida. Falamos do acordo entre Rússia e Ucrânia que permite a exportação de milhões de toneladas de cereais que estavam retidos nos portos ucranianos, cereais que têm saído através do Mar Negro e que visam evitar uma crise alimentar global. Têm seguido desde o último verão, quando este acordo surgiu, principalmente para países mais pobres, como por exemplo no Norte e África. O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma agora que a Rússia está a criar obstáculos ao trabalho deste acordo. Matthew Miller, aqui citado pela imprensa ucraniana, afirma que os contínuos obstáculos a este acordo e as ameaças por parte da Rússia de pôr fim a este acordo, ameaçam aumentar os preços da alimentação e reduzir a disponibilidade de alimentos para populações mais vulneráveis. Fica aqui o aviso dos Estados Unidos em destaque novamente na imprensa ucraniana.

E entretanto, Rui, dezenas de pessoas em Kharkiv, na Ucrânia, continuam sem sair dos abrigos antiaéreos. Têm medo de sair até mesmo para tratar de ferimentos.

Ferimentos causados pela guerra e pelos bombardeamentos que são constantes. É uma reportagem do canal ucraniano TSN, que tem muitas reportagens deste gênero. O canal TSN conta que cerca de uma dúzia de pessoas continuam a viver neste tipo de abrigos na cidade de Kharkiv, uma das cidades que mais foi atingida logo desde o início da guerra pelos ataques russos. Hoje em dia a situação está mais calma, mas cerca de uma dúzia de pessoas continuam a viver nesses abrigos. O canal TSN conta que são principalmente reformados, pessoas mais idosas que estavam em aldeias, em pequenas vilas que foram muito atacadas e que, por isso, se refugiaram nestes abrigos. Apesar da situação estar mais calma agora, continuam a viver ali. O canal ucraniano TSN conta que saem apenas quando é necessário. Como dizias, até têm medo de sair para tratar ferimentos causados por estes bombardeamentos. O canal ucraniano TSN mostra imagens de camas improvisadas nestes abrigos escuros, sujos. E falamos de pessoas idosas. Todos os dias há voluntários por parte das autoridades ucranianas que vão aos abrigos dar refeições e medicamentos a estas pessoas. Tentam convencê-los a mudarem-se para condições melhores, habitações melhores, mas eles recusam porque têm medo. O canal ucraniano TSN falou também com uma psicóloga sobre os efeitos de viver nestes abrigos. A psicóloga explica que é normal as pessoas terem medo e refugiarem-se, mas avisa também que este tipo de abrigos vai causar problemas de adaptação social no futuro destas pessoas.

Rui, vamos terminar este episódio da Guerra Traduzida com inteligência artificial. O que une a guerra, o exército ucraniano e as personagens de Harry Potter?

Aqui uma notícia da seção de lifestyle do jornal "Pravda" conta que com a ajuda da inteligência artificial, o Ministério da Defesa da Ucrânia gerou um vídeo em que as personagens do universo de Harry Potter se juntam, entre aspas, claro, ao exército ucraniano. Falamos de montagens, uma animação com recurso à inteligência artificial. O Ministério da Defesa criou um vídeo onde é possível ver as personagens de Harry Potter vestidas com a farda ucraniana. Ou seja, o Ministério da Defesa da Ucrânia a tentar mostrar que até as personagens de Harry Potter apoiam o exército ucraniano. É uma notícia da seção de lifestyle do jornal "Pravda", que tem muito este tipo de notícias mais curiosas, mais fora da caixa, entre aspas, da guerra na Ucrânia.

E terminamos com esta curiosidade o episódio de hoje da Guerra Traduzida. O Rui Casanova está de volta amanhã.