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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana em tempo de guerra com o jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, boa noite.
Boa noite.
Vamos começar com os jornais ucranianos. Hoje, em destaque, estão várias alterações nos altos comandos de Kiev, a começar pelo novo chefe do gabinete da presidência.
Volodymyr Zelensky nomeou Kyrylo Budanov para o cargo de chefe do gabinete presidencial. Budanov é um oficial de inteligência militar ucraniano, tenente-general e um dos representantes mais proeminentes do bloco de poder na equipe do presidente. É assim que é descrito pelo portal TSN. Budanov já desde 2021 chefiava a Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia e, de acordo com a imprensa do país, transformou a direção numa das estruturas mais ativas e influentes do setor de segurança. Nasceu em Kiev, é formado no Instituto de Forças Terrestres de Odessa, serviu em unidades especiais de inteligência militar.
É uma novidade, mas não é a única, Vasco. Já há também um novo chefe do Serviço de Segurança do Estado Ucraniano.
Que vai substituir a Kyrylo Budanov, chama-se Oleg Ivachenko, até aqui chefiava o Serviço Estatal de Inteligência Externa. A informação foi já confirmada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Diz que a partir de hoje Ivachenko passa a desempenhar funções para limitar o potencial militar da Rússia. Ora, quisemos saber quem é exatamente Ivachenko, mas segundo escreve o TSN, há pouquíssima informação, e estou a citar, sobre este representante em fontes abertas e parte significativa dessas informações permanece classificada.
Ainda hoje, a Ucrânia foi palco de novos ataques russos, mais precisamente na região de Kharkiv.
O Kremlin lançou ataques com mísseis contra o centro da cidade. De acordo com o Pravda, o inimigo atingiu uma área residencial com alta densidade populacional. O jornal escreve que o ataque foi tão repentino que as sirenes de alerta aéreas não tiveram tempo de soar. O impacto ocorreu no centro de Kharkiv, perto de um parque e de uma rua movimentada. O Pravda esteve em reportagem neste local, fala num ambiente pesado, com ar saturado pela poeira e pelo fumo, onde se sente também um forte cheiro a queimado. É reportagem do Pravda em Kharkiv. De acordo com dados oficiais, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas. Entre as vítimas está um bebê de seis meses.
Continuamos a folhear o Pravda. Vasco, encontramos o número 2027. É o ano previsto pela maioria dos ucranianos para o fim da guerra.
É o que diz uma sondagem do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, diz que 29% dos ucranianos esperam que a guerra na Ucrânia termine em 2027. Um em cada três entrevistados, ou seja, 33%, respondeu "não sei". No geral, apenas cerca de um quarto dos ucranianos espera que a guerra termine num futuro relativamente próximo. Apesar disso, a maioria, 62%, continua a afirmar que está preparada para suportar a guerra pelo tempo que for necessário.
Voltamos já a seguir pra saber o que conta a imprensa russa.