Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe. Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos. Eu às vezes tenho mais que fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus. Estava aqui a pensar, Bruno.
Então, Carla.
Apresentador de livros é uma profissão de futuro?
Depende do apresentador.
Pensei que ia dizer depende do livro.
Não, depende do apresentador. Lamento, mas os livros aqui não interessam muito. Por exemplo, é uma atividade a que Pedro Passos Coelho tem dedicado muito tempo ultimamente. Às vezes, ou quase sempre, o livro é o menos importante, se é que chegamos a saber de que livro se trata. Geralmente é mais um pretexto para Passos Coelho dizer o que pensa sobre a governação e o país. Na quarta-feira, no dia da greve geral, lá esteve o antigo primeiro-ministro a apresentar mais um livro na Feira do Livro e uma vez mais a comentar a atualidade, desta vez para dizer coisas como: "A política e a economia existem porque existem pessoas. A economia existe para resolver problemas, como a política, por mais incrível que às vezes possa parecer." Acho que ninguém ficou desta vez com as orelhas a arder, embora Passos Coelho tenha falado dos desafios que a revolução tecnológica coloca e a necessidade de resolver o eterno problema da produtividade do país. Já agora, o livro que apresentou chama-se "O que fazer e não fazer para ter sucesso", do empresário Ricardo Costa. O livro também interessa.
Então e economista é uma profissão com saída?
Para os lados do Largo do Rato é capaz de ter saída nos próximos tempos. O PS apresentou a intenção, repare-se, é o anúncio de uma intenção, de encetar contactos com 20 economistas durante o mês de junho para validar uma metodologia de trabalho que, com a constituição de uma equipa dedicada, reúna com parceiros sociais e aborde os diferentes setores da economia portuguesa para, e diz o PS, prosseguirmos com um conjunto de linhas de ação. Isto foi o comunicado do PS. É um anúncio magnífico. Isto é o mesmo que aparecer aqui um jovem chamado José Luís a apresentar o seu filho, o Zézinho. Só que o Zézinho ainda não nasceu. Na verdade, a mulher do José Luís ainda não está grávida. Mais, o José Luís ainda não namora. E não é só isso. O José Luís tem 12 anos. Seja como for, economistas de todo o país, estejam atentos ao telemóvel, porque podem ser contemplados com a paternidade do Zézinho do PS.
É olhar para o telemóvel. Os ânimos andam exaltados, Bruno.
Só de alguns. Não de todos, não é geral, como a greve. As manifestações no dia da greve geral decorreram de forma geralmente pacífica. Não foi a paz social, mas foi uma paz quase geral. Até que perto da escadaria de acesso à Assembleia da República, um grupo de cidadãos mais empenhados entrou numa troca de argumentos com a polícia. Os argumentos eram quase todos de vidro e antes de serem argumentos, tinham cerveja lá dentro. A polícia respondeu com outros argumentos, que fazem parte do repertório retórico da polícia, entre os quais se destaca o cassetete, que costuma ser bastante persuasivo. Finalmente, tivemos as já tradicionais queimas de caixotes do lixo, ainda muito longe do profissionalismo dos pirômanos franceses, mas revelando já algum domínio da técnica do fogo. Resultado: seis pessoas detidas, que estarão hoje presentes a tribunal, apesar de uma ter sido libertada logo na quarta-feira, e assim vai a revolução. Não é geral. É muito pouco parcial em Portugal.
Bruno, a família de José Sócrates é a mais generosa do mundo.
Maria João, se fosse feito um ranking, eu acredito que certamente a família de José Sócrates ocuparia o primeiro lugar.
Estaria muito bem posicionada.
Muito bem posicionada. E não é só a família, também há o amigo Carlos Santos Silva, também o amigo mais generoso da história da humanidade. E quem ainda duvida da liberalidade que cresce espontaneamente à volta de José Sócrates, tem agora mais um caso, que em condições normais serviria para tirar todas as dúvidas. Já se sabia que Carlos Santos Silva tinha comprado uma casa na Malveira a Pedro Pinto de Sousa, primo de José Sócrates, por 775 mil euros. Agora a SIC revelou que desse valor, 516.600 euros foram generosamente canalizados de Pedro para o irmão José Paulo e serviram para pagar a Paulo Pinto de Albuquerque o parecer emitido por este, professor da Universidade Católica, para a defesa de Sócrates apresentar no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, no âmbito daquela ação movida pelo antigo primeiro-ministro contra o Estado português. Ora digam lá que a generosidade não é uma coisa tão bonita.
Se é, é.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe. Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos. Eu às vezes tenho mais que fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus.