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A questão é difícil.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar. É uma boa pergunta essa.

7h20. Ainda bem que me faz essa pergunta nas manhãs 360 do Observador. Hoje começo eu com uma pergunta, pode ser? Fazem-me a vontade?

Claro.

Qual é o comentador político, qual é ele, que acha que a Rádio Observador é gira? Eu tenho duas pistas, é mais ou menos da minha altura. E é conhecido também por já ter feito bodyboard.

Assim fica fácil.

Tal como eu.

Assim é muito fácil.

A que pela altura não chegava.

Eu acho que chegava porque ouvimos todos ontem. Marcos Mendes, no seu comentário habitual na SIC, fez uma referência à Rádio Observador.

Muito simpática.

Muito simpática.

Dizendo que é bem gira.

E que nós agradecemos.

Referia-se a vocês claramente. Com objetivo.

Vamos então, Judite França e Paulo Ferreira, por onde começamos hoje este Ainda Bem Que Me Faz Essa Pergunta?

Vamos começar pelo princípio. Primeira pergunta: se o Estado está tão preocupado com os mamarrachos que há por aí, estamos a falar de prédios feios, por que não olha para alguns dos seus prédios, aqueles que ocupa ele próprio?

Acho que estás a sugerir que alguns também deviam vir abaixo.

Obviamente. Se essa preocupação existe, e eu acho muito bem que ela deva existir, todos nós temos ideias para mandar algumas coisas abaixo, o Estado devia começar por dar o exemplo. Isto é, em vez de obrigar proprietários que compraram legitimamente os seus imóveis, ele desocupava, mudava serviços, usando a mesma lógica, retirava dali serviços e depois destruía os prédios que claramente desafiam o bom gosto do espaço e do sítio onde foram construídos.

Vamos então à segunda pergunta. Talvez haja aqui uma solução para o que estás a falar, para os moradores que querem continuar a morar nos apartamentos que compraram. E eu sei que estavas a falar no prédio Coutinho e, portanto, se o prédio Coutinho tivesse no rés-do-chão uma livraria antiga.

Livrarias antigas, talvez seja mais em Campo Tourique.

Eu tenho uma precisamente ao lado da minha casa.

É verdade. São em Campo Tourique. Eu sei que Viana do Castelo fica fora de caminho, mas a coordenadora do Bloco de Esquerda podia lá dar um saltinho para prestar o mesmo apoio que foi este fim de semana dar à dona Helena, que tem uma livraria antiga em Campo Tourique.

A dona Helena tentou junto da Câmara encontrar formas de proteção da loja, que não conseguiu. Nós agora estamos a acompanhar esse processo para ajudar a garantir que ele é feito da melhor forma e que chegamos a bom porto.

Com certeza que os moradores do prédio Coutinho gostariam de sentir um apoio assim, como teve dona Helena este fim de semana, de Catarina Martins. Mas não, em compensação, foi antes criado um grupo no Facebook para apelar à população de Viana do Castelo para fazer um cordão humano para pedir aos moradores que ainda restam no edifício Coutinho para sair. Vamos para a terceira pergunta. A renovação das listas de candidatos a deputados é importante, toda a gente reconhece isso, mas será que Rui Rio conhece bem as propostas da cabeça de lista que escolheu para Lisboa? Trata-se de Filipa Roseta, que no último congresso do PSD avançou com algumas ideias.

Não seria mais urgente reinventar o paradigma da Proteção Civil e instituir desde já o serviço obrigatório para todos os adultos na Proteção Civil, anual? Então vão procurar as mães do nosso partido, formem exércitos de mães e vão para o terreno.

Isto promete ser uma campanha bem animada, Paulo.

Vai ser.

Ora para a última pergunta: quem voltou a aparecer na política, eu vou responder, eu própria respondo, foi Sousa Lara.

Bem, estamos todos sentados. Estamos a falar do antigo subsecretário de Estado da Cultura de Cavaco Silva, quando Cavaco Silva estava no governo, que afastou José Saramago do Prêmio Literário Europeu. Era Santana Lopes, então o secretário de Estado da Cultura, e isso na altura foi o pretexto para Saramago sair do país e ir viver para Lanzarote, a ilha espanhola.

Na altura foi o pretexto que Saramago usou. Sousa Lara foi um homem muito polêmico naquela década de 90, naqueles anos. Lembro-me de algumas capas do Independente que eram muito pouco lisonjeiras para Sousa Lara e agora será a porta-voz do Chega.

Do Chega.

Do Chega.

Ok, chega pra lá. Dizias que ia ser uma campanha animada e vai ser mesmo.

Ainda bem que me faz essa pergunta. Amanhã, Judite França e Paulo Ferreira deixam no ar novas questões sobre temas sempre atuais.

A questão é difícil.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar. É uma boa pergunta essa.

Daqui a pouco as notícias nas manhãs