Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar.

É uma boa pergunta, essa.

Começamos o dia e a semana a falar de fasquias eleitorais. Isso já foi há tanto tempo.

Está muito bem dito.

Mas começamos, Paulo, o regresso à boa vida.

É verdade. Então voltamos à máxima de que há vida para além do orçamento.

É o que parece, mas desta vez defendida por outro presidente, o atual.

É, e essa frase foi cunhada por Jorge Sampaio. Estávamos então em 2003.

Há 20 anos.

Há 20 anos. Ontem, Marcelo Rebelo de Sousa recuperou-a para dizer que, por acaso, nos próximos anos, temos folga para essa vida. Para essa vida, supostamente, que existe para além do orçamento ou do déficit. Esperemos é que a história não se repita. No caso de Jorge Sampaio, essa vida acabou sete anos depois, com o pedido de resgate externo. Agora andamos entusiasmados com o excedente da cobrança de impostos, que é de facto volumoso. Esperemos é que a vida para além do orçamento seja, desta vez, uma vida diferente.

E este tema esteve também presente, Paulo, no discurso do líder do PCP.

Esteve sim, senhor, ontem no encerramento da Festa do Alentejo, aliás, já ouvimos isso há pouco das notícias, mas o PCP já se esqueceu que aprovou os orçamentos precisamente que nos levaram às contas certas.

É que o ciclo político mudou entretanto.

Mudou, a geringonça já lá vai. Pelos vistos, também aqui se observa aquela máxima: o que se passou na geringonça, fica na geringonça, basicamente, e não se fala mais nisso. Durante quatro anos, o PCP foi parte ativa da política orçamental, das cativações e do aumento da carga fiscal, que acabaram por dar ao país o primeiro excedente orçamental da democracia, em 2019, antes da pandemia. Agora, Paulo Raimundo diz que as contas certas deles desacertam as nossas vidas e o rumo do país. O que era ontem bom, agora passou a ser mau. Nada de novo. Na política, o bom e o mau são muito voláteis.

Paulo, ontem também foi dia da segunda rentrée do PSD.

E Luís Montenegro já fixou, de facto, a sua fasquia eleitoral para as europeias.

O líder da oposição foi claro sobre isso.

Foi, disse sem margem para dúvidas: "Nós estamos aqui para ganhar as próximas eleições europeias". É um objetivo natural para o PSD, que se deve apresentar a cada eleição sempre para a ganhar, como é evidente. Depois, falta é saber duas coisas. Primeiro, o que é que vai fazer o PSD para ganhar mesmo essas eleições, que passará, obviamente, pela qualidade da lista de candidatos, mas também pela qualidade da oposição que venha a fazer até lá. E depois, obviamente, que consequências deverão ser retiradas no caso de o PSD perder essa eleição, que deve ganhar, e numa altura em que o governo estará a meio do mandato. Portanto, vamos certamente ter esses esclarecimentos nos próximos meses.

Paulo Ferreira com as perguntas que marcam a atualidade na Rádio Observador e sempre em podcast.

A questão é difícil.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar.

É uma boa pergunta, essa.