Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Eu ouvi a pergunta, mas ela não é a pergunta.

A pergunta parte de um princípio errado.

Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos. Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.

Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.

Bruno, três semanas depois, os prejuízos da depressão Cristina só agora começam a ser verdadeiramente conhecidos.

Sim, em pormenor, já havia uma ideia. Aliás, logo desde as primeiras horas começaram a surgir números. Castro Almeida, o ministro, falou logo de início nos montantes que poderiam estar em causa. E são prejuízos muito avultados e que terão necessariamente impacto numa economia como a portuguesa. Ontem, Castro Almeida voltou a falar destes prejuízos e disse que já foram recebidos pedidos de apoio de 4 mil empresas num valor total de quase mil milhões de euros. O valor em si impressiona, mas também impressiona o número de empresas afetadas. Quando estamos a falar de 4 mil empresas afetadas pelo mau tempo.

Muitas de pequena dimensão também.

Sim, muitas pequenas empresas que terão mais dificuldades em responder e recuperar desta tragédia. O ministro também adiantou que já começaram a ser entregues os apoios para reparação dos estragos em habitações particulares e se as empresas, as mais pequenas, sobretudo, têm dificuldades, muitos cidadãos têm dificuldades ainda maiores. Os custos finais desta tragédia do mau tempo ainda vão demorar a ser conhecidos em toda a sua extensão.

E Paulo, sempre há mais vida para além do orçamento.

É, confirma-se que sim, e é bom que se aproveite essa vida que existe quando há bons motivos para isso. É o que acontece agora, o Estado vai ter que suportar então estes milhares de milhões de custos para ajudar famílias e as empresas afetadas pelas tempestades e no fundo, para reconstruir tudo aquilo que há, estradas, edifícios, equipamentos públicos, redes elétricas, de comunicações, ferrovia, por aí fora. Isto vai ter um impacto orçamental e relevante, seguramente, e é para isso que se deve deixar aumentar o déficit, sem que isso seja um drama ou um problema. Ainda bem que nos últimos anos o Estado começou a ter excedentes com regularidade e baixou bastante a dívida pública, o nível de dívida pública, porque agora tem margem de manobra para poder acomodar o choque económico e social que as tempestades provocaram.

Bruno, então agora temos um Sport TV Gate.

É, e que ainda por cima a Sport TV não tem os direitos de transmissão da liga inglesa. O que é que eles querem ver na Assembleia da República? Não percebo. Bem, o primeiro-ministro ordenou a redução do número de ligações, assinaturas aos canais Sport TV, nas instalações oficiais em São Bento e no Parlamento, passando de oito para apenas duas. Isto depois de muitas críticas, de uma polêmica sobre os custos.

Assim obriga ao convívio.

É, temos que tentar nos juntar todos. Ou então ir ao café, como fazem muitos portugueses. O governo explicou que este serviço da Sport TV com oito acessos existia já desde 2017, portanto, empurrando a responsabilidade para o governo anterior, e que tinha sido renovado em dezembro de 2025. O contrato previa oito pontos de acesso, o contrato inicial, sete em São Bento e um no Parlamento. E com esta redução, agora anunciada, o custo mensal passa de €585 para €146.

É poupança.

É uma poupança, lá está o Estado a dar o exemplo. Antes não estava a dar muito exemplo. Bem, esta negociação mais recente reduziu o custo total, com uma tal poupança de €30 mil ao longo de 36 meses em contratos de serviço de televisão. E bem, há aqui lado positivo: tudo, menos pirataria. Seria pior se houvesse pirataria em São Bento. Pronto.

Nos IPs de São Bento. Entrar por lá a polícia. A que é que acederam?

Estiveram a ver os jogos. Olha, Paulo, a paciência tem limites.

Tem limites. E vocês às vezes testam os nossos limites de paciência com muita frequência. Mas olha, neste caso é a paciência política de José Luís Carneiro, que parece estar a chegar ao fim, e o mesmo confessou ontem isso mesmo. Por que este fim da paciência? Porque o líder do PS está farto de escrever cartas a Luís Montenegro e nenhuma até agora teve uma resposta direta ou condigna, quanto muito há respostas verbais através da comunicação social. Foram cinco cartas a propor convergências ao primeiro-ministro para a saúde, para a habitação, para a defesa, para a justiça e, mais recentemente, no fundo, para o Estado lidar com os efeitos da crise provocada pelas tempestades. Caíram todas, como se costuma dizer, em saco roto.

Eu ouvi a pergunta, mas ela não é a pergunta.

A pergunta parte de um princípio errado.

Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos. Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.

Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.