Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seja bem-vindo à edição extra do "Aprender a Comer", onde respondemos à sua pergunta. E hoje, Mariana, bem-vinda.
Olá, Nelson.
Voltamos a olhar para este aniversário da Rádio Observador. Fez sete anos no dia 27 de junho. O "Aprender a Comer" também fez sete anos, como já aqui assinalamos. Ao longo deste tempo, recebemos milhares de perguntas dos nossos ouvintes. Obrigado a quem participa e envia as suas para marianachaves@observador.pt. Mas em jeito de celebração, hoje vamos fazer aqui um top sete das perguntas que mais interesse despertaram. Estás preparada para um quiz rápido?
Vamos a isso, Nelson.
Vamos lá. Começamos com um clássico absoluto, que é: posso comer fruta no fim da refeição? Sim ou não, Mariana?
Sim. Resposta rápida. E acho importante dizermos isto com clareza, porque muitas pessoas depois ficam a dizer: "Não, pode fermentar magicamente no estômago". Não, isso não acontece. O que nós comemos primeiro do prato principal não vai fermentar a fruta a seguir. Fazemos uma boa digestão e a fruta é um alimento saudável, não haja dúvida disso. É fonte de fibra, de vitaminas, antioxidantes, de água. Aqui o timing na refeição é superimportante, até já falámos disto em alguns programas. Se tivermos que escolher um timing na refeição, sim, no fim da refeição será o ideal. E o problema, normalmente, tem a ver com o total da refeição. Se nós fizermos um prato que é com quantidades exageradas, às vezes vamos ter que abdicar de alguma coisa. Mas o saudável não é comermos quantidades exageradas. Comer uma quantidade normal da nossa sopa, o nosso prato, e a seguir ter uma porção de fruta, sim, isso faz todo sentido e é saudável.
Vamos à pergunta número dois, também gerou muito interesse esta. Fruta ao pequeno-almoço e ao jantar, sim ou não?
Sim. Como falávamos, no final da refeição é que faz sentido, por uma questão da refeição ter fibra e depois a seguir é que vem o alimento que dá um bocadinho mais de hidrato de carbono na forma de frutose. E até muitas vezes, porque as pessoas precisam do sabor doce várias vezes ao dia. O facto de ser à refeição faz sentido. Muitas pessoas optam por levar a fruta apenas para comer nas refeições intermédias, e às vezes até comem apenas a fruta, e há muitas pessoas que ficam com mais apetite quando comem a fruta.
A mim acontece-me, sim. Não me satisfaz para muitas horas. Não me sacia para muitas horas.
Exatamente, e às vezes até pode mesmo aumentar a fome. Faz sentido pensarmos na fruta como um complemento. Às vezes até há pessoas que gostam de juntar a uma salada, comem melhor a salada se juntarem a fruta. Um complemento à refeição. E até há pessoas que dizem: "No fim da refeição, do jantar, eu queria ir buscar alguma coisa doce". Se fosse buscar uma cereja ou se fosse buscar um morango, era muito melhor do que ir procurar uma bolacha, ou um refrigerante, ou uma sobremesa, ou um chocolate. A fruta ao almoço e ao jantar, claro que sim, e ao pequeno-almoço uma parte das pessoas também, mas claro que não é fruta à vontade. Isso também temos que ter noção.
Noção das porções também. Já que estamos numa de fruta, vamos à pergunta número três: as cerejas engordam ou fazem maravilhas ao corpo? Diz-me que é a segunda.
É a segunda.
É a segunda, não é?
É a segunda. Esse programa foi muito engraçado. Estamos na época das cerejas. As cerejas têm imensos-
Este ano estão ótimas
Estão ótimas e estão grandes.
São grandes.
Claro que temos que falar de porções. Porque esta história do engordam, todos os alimentos têm calorias associadas, faz sentido, mas tem muito mais do que isso. E falávamos disso, quando celebrámos os anos do "Aprender a Comer" na semana passada, que é quais são as coisas boas que nos trazem. E no programa que falámos das cerejas, falámos exatamente disso, os antioxidantes responsáveis por aquela cor mais escura, que é quase preto, e por toda a fibra. Há realmente benefícios em consumir as cerejas. Se engordam? Nós temos que saber é a porção de fruta que devemos comer na refeição e comer de forma consciente. Porção de fruta em cerejas, antigamente nós dizíamos que era cerca de 12 cerejas, agora elas estão tão grandes, eu diria que é mais 10 do que 12. E nós podemos sempre comer meia porção de fruta, aqui neste momento seria as seis ou as cinco cerejas, em vez das 10, 12. Mas também é importante perceber o comportamento. Que já falámos muitas vezes aqui no "Aprender a Comer", e eu vejo muitas pessoas com estas frutas que são unidades, como cerejas, uvas ou mirtilos, pessoas a comerem como se fossem pipocas. E na verdade, é para nós comermos de forma consciente, não levamos enquanto lemos, ou enquanto estudamos, ou enquanto vemos televisão. Nós comemos à mesa e comemos as cerejas à mesa, seja que refeição for.
Muito bem. Vamos a uma pergunta que também suscitou muita curiosidade dos nossos ouvintes: quanta água podemos beber em jejum? Há quem acorde, beba logo um litro, como se fosse uma lavagem interior.
É verdade. Há muitas pessoas que metem na cabeça que é quando acordamos que temos que beber a maior parte da água. E não é verdade. A água deve ser bebida ao longo do dia. Até porque muitas pessoas quando o fazem de manhã, podem ficar enjoadas, perdem o apetite a seguir para comer a refeição do pequeno-almoço, o que faz sentido, e no programa que falámos sobre isso, falámos de um ponto de bom senso, que será um a dois copos, portanto, 200 a 400 mililitros, que está ótimo. Assim conseguimos, obviamente, fazer uma boa ingestão de água, que é importante, deveria ser a primeira coisa do dia. Esta pergunta desta ouvinte, que eu me lembro, era se podíamos beber água em jejum e que quantidade. E claro, esse é um hábito, uma rotina saudável. Só não vale a pena gastar logo ali o litro da manhã, até porque sabemos que deve ser bebido ao longo do dia.
Muito bem, vamos à pergunta número cinco. Estamos lançados, está a ser rápido este quiz. Vamos falar do lanche do escritório, se quiseres. É igual comer uma tosta ou uma bolacha de água e sal?
Olha, esse programa eu acho que teve muitas pessoas a ouvir, porque é essencial, é uma questão de literacia. Os outros é uma questão de informação, claro que sim, mas este de literacia mesmo crítica, porque estamos a falar de dois produtos alimentares que têm listas de ingredientes diferentes. Falamos de uma tosta que tem farinhas integrais ou não, água e sal, e falamos de Na verdade, nos ingredientes vai estar só sal, desculpem. É farinhas e sal. E no outro vai estar, muitas vezes, primeiro farinhas refinadas nas bolachas. Na bolacha de água e sal, muitas vezes tem adicionado gordura e açúcar e por isso damos o nome de bolacha. Isto não tem nada a ver.
Há uma ideia de que é mais ou menos saudável, mas é errada essa ideia. Uma bolacha de água e sal.
Vamos ver assim: é sempre mais saudável comer cereais integrais, portanto, será sempre mais saudável optar por uma coisa que é feita com farinha integral, de preferência, quase na totalidade, e que temos tostas de centeio integral, de trigo integral. Mas como é que as pessoas vão verificar isso? Vão verificar, por exemplo, na fibra em 100 gramas. Olhar para as 12 gramas de fibra em 100, que é muito importante. E depois acompanhar bem, não estar só a comer tostas ou bolachas, porque muitas vezes isso é porta para o petisco sem fim.
É bom para barrar qualquer coisa que seja mais saudável.
Exatamente.
Um abacate, uma fruta.
Um peixe fresco.
Ou até um ovo.
Sim.
Um atum, por exemplo.
Exato. Ou até mesmo partir para dentro de um iogurte, que também é uma solução melhor do que biscoitos recheados.
Tem crocância e tens ali um alimento mais saudável. Vamos à pergunta número seis: kefir é melhor do que iogurte natural? O kefir virou estrela dos fermentados e já falamos dele aqui também algumas vezes no "Aprender a Comer".
Exatamente. O kefir é realmente um alimento muito interessante e com muita diversidade de bactérias no seu interior e, portanto, eu acho que é sempre, e nesse programa que fizemos, uma mais-valia. Não é igual a iogurte, mas também não tem que ser substituto, até porque há várias pessoas que não podem consumir kefir. Falámos nesse programa. Por exemplo, as grávidas não o devem. E também nem toda a gente se consegue adaptar ao sabor do kefir, também é importante. Mas sim, o kefir tem uma maior diversidade dessas bactérias e, portanto, acaba por ser um alimento muito saudável para quem consegue consumir com regularidade, porque isso também é importante. Os efeitos benéficos dos alimentos também só os conseguimos se for com regularidade o seu consumo, apesar de que a diversidade é muito importante, mas aqui a diversidade será na fruta que juntamos ao kefir, vamos dizer assim, porque kefir é um alimento realmente muito saudável.
Acho que vamos conseguir fazer as sete perguntas que suscitaram aqui mais interesse aos nossos ouvintes. Posso beber café depois da refeição?
Esta é aquela do "sim, mas".
Ok.
Então, por quê? Porque depende do contexto. Portanto, uma pessoa saudável, sim. Agora vou começar a dizer os "ses". Se tem anemia, se tem refluxo, se tem ansiedade, se tem problemas de sono, tudo isto realmente são condições que muitas vezes nos impedem ou de consumir o café ou de consumir no final da refeição o café. Mas o café é um alimento saudável, atenção, mas muitas vezes tem que ter este enquadramento em termos de saúde. De saúde, várias coisas. Estamos falando aqui de rotina, de saúde digestiva, de sono, etc. Oiçam esse programa, que eu acho que faz sentido, para saberem até os benefícios do café, que antigamente era visto como um alimento que deveríamos evitar e hoje em dia sabemos que traz bastantes benefícios e tem realmente uma dose boa a ser consumida.
Muito bem, Mariana. Sete perguntas respondidas em contrarrelógio. Espetacular.
Passei na prova.
E obrigado por estes sete anos de dicas práticas que deixas sempre aqui no "Aprender a Comer", com bom senso e sem fundamentalismo.
Muito obrigada, eu. Acho que estamos prontos para mais sete a responder a estas dúvidas. E queria que as pessoas percebessem que é muito importante entendermos melhor sobre os alimentos, sobre o nosso corpo e também fazer escolhas mais conscientes.
E para a semana estamos de regresso. Os nossos ouvintes já sabem, podem continuar a enviar as vossas perguntas para marianachaves@observador.pt.