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Começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda. Paulo, não há alarme sobre as reservas de combustíveis em Portugal?
Não, nós podemos, em Portugal, ficar descansados sobre essas reservas de combustível. Como nós sabemos, tem havido muito receio e mesmo alguma escassez de combustível, a propósito, obviamente, dos problemas do conflito no Médio Oriente e dos problemas na circulação do Estreito de Ormuz. E as preocupações prendem-se, sobretudo, com o jet fuel, que é usado pelos aviões, o que tem provocado não só o encarecimento das viagens de avião, como também o cancelamento de alguns voos ou o receio de que muitos possam ser cancelados. A Galp garante agora que temos, em Portugal, reservas suficientes. Temos uma refinaria a trabalhar que permite tranquilizar os portugueses. Isto são palavras de João Diogo Marques da Silva, que é copresidente-executivo da Galp, ontem. E ele diz que mesmo naqueles produtos mais badalados, como é o caso do jet fuel, o país e a Galp garantem 80% do consumo produzidos e refinados em Portugal. Portanto, há aqui uma nota que é importante, de facto, nesta altura, sobretudo nesta altura em que muita gente começa a planear férias.
Sem dúvida.
Algumas férias implicam viagens de avião, e o receio estava a pairar. E, portanto, se a Galp, que é uma empresa importante neste setor, nomeadamente na refinação e depois na distribuição, o diz, é porque sabe do que fala.
É para confiar.
Podemos ficar tranquilos, sem dúvida.
Paulo, entretanto, o mês está a chegar ao fim. Importa saber que os juros dos certificados de aforro vão subir em junho.
Vão subir em junho, vão estar ali nos 2,214. Estão a acompanhar a subida das taxas Euribor. Os certificados de aforro têm a sua taxa indexada à Euribor a três meses. Este valor que vai vigorar agora no próximo mês, em junho, vai ser o valor mais alto desde abril do ano passado, portanto, já há aqui um valor máximo em mais de um ano. E é a terceira subida consecutiva em 2026. Mais uma vez, e porque isto está tudo ligado, a subida das Euribor prende-se também com impactos já em segunda e terceira mão, se quisermos, do conflito do Médio Oriente, porque obviamente que os combustíveis sobem, têm impacto na inflação, pode contaminar outros produtos ou já estará a contaminar outros produtos e serviços, e as taxas de juro acompanham isso, numa expectativa de subida da taxa de juro dos bancos centrais, nomeadamente os juros do BCE, precisamente para tentar conter a inflação. Têm subido os juros dos empréstimos e também têm subido, agora sobem também, juros de produtos de poupança que estão indexados à taxa Euribor. E este valor, os 2,214% que vão aplicar-se em junho, aplicam-se não só às poupanças que são feitas na atual série em vigor, que é a série F, mas também às séries anteriores. Isto é, quem comprou e está investido e tem dinheiro, poupança em séries de certificados de aforro anteriores, também vai ter uma revisão de taxa agora em junho e essa revisão vai ser em alta.
Portanto, só boas notícias.
Só boas notícias, se quisermos, sim, sem dúvida. Na economia nunca podemos dizer isso.
Olha, peço desculpa, eu sou uma otimista por natureza.
Não, obviamente.
O que é hoje, amanhã pode não ser bem assim.
Não, e é isso. E para os aforradores, para quem poupa, obviamente que é uma boa notícia, vai ter mais juro. Mas do outro lado, quem está a pagar este juro mais alto é o Estado, que somos todos nós.
É verdade.
Porque os certificados de aforro são empréstimos que nós fazemos ao Estado e o Estado vai pagar mais juro, neste caso, aos aforradores. Pronto, e todos nós vamos pagar impostos pra pagar esta taxa de juros.
Retiro o que disse, é só pra alguns.
Pronto, isso só pra quem investe, neste caso.