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Começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda e Paulo, já se sabe qual vai ser o aumento das portagens em 2026.
Já se sabe, porque a lei diz que o cálculo é feito a partir dos dados da inflação de outubro e o INE confirmou-os ontem. De facto, a inflação em outubro ficou em 2,3%, uma descida de uma décima só em relação a setembro.
Então vai baixar. Era bom.
Exato.
Paulo, mas diz devagarinho o aumento. Está chuva, trovoada, está mal tempo na estrada, as pessoas estão a conduzir, as pessoas estão paradas na estrada a pagar portagem.
É considerado um valor de 2,32% de aumento das portagens em 2026. Por quê? Pega-se num cálculo que é feito aqui de acordo com a lei, isto é, não é o valor direto da inflação, se quisermos, a inflação sem habitação, sem os preços da habitação, e esse ficou em 2,22. E depois tem que somar uma décima, porque o governo em 2023, para travar um aumento muito forte das portagens, porque a inflação estava muito elevada, decidiu conter esse aumento, mas depois dizer que nos anos seguintes havia ali uma décima de compensação. Então essa décima é agora colocada e fica em 2,32%. Se nós formos ver troço por troço, isto vai dar uns cêntimos. Mas depois já começa a fazer mossa quando é todos os dias, claro. Mas pronto, para quem gasta € 100 por mês, por exemplo, em portagens, passará a gastar € 102,30. Ao nível da inflação. Lá está, para negócios e empresas que ainda por cima não pagam classe um, mas pagam classes acima, em que a portagem já pesa, isso começa a fazer mossa. Mas cá está, 2,32%. Sendo que, aliás, as portagens é um dos temas quentes da discussão deste Orçamento de Estado, porque há partidos, nomeadamente o CHEGA, que querem acabar ou pelo menos reduzir uma série de portagens, além daquelas que já foram abolidas há um ano, as portagens, sobretudo de autoestradas no interior.
Que o CHEGA e o PS acordaram.
Acordaram, exatamente. Portanto, está tudo em aberto.
Paulo, e que história é esta dos novos domínios de internet?
Vocês gostavam de ter assim um domínio vosso?
O João já tem o dominio.pt da guerra.
.João. Há o .pt, os preços vêm todos.
.Org, .com, .edu.
.Org, .edu para instituições ligadas à educação, .org para entidades não governamentais internacionais.
E agora .Ferreira.
.Com para empresas.
.Ferreira.
.Ferreira.
.Carvalho.
.Carvalho, .Simões.
Eu não faço questão.
Não é tanto por aí, mas vai de facto a entidade internacional que gere os domínios de internet, isto tem uma ordem, obviamente. Vai lançar no próximo ano domínios como .marca, .cidade, .setor, .língua.
Língua?
Língua, por exemplo. No fundo, qual é a ideia? A ideia é garantir a autenticidade dos sites de alguma maneira. Há cada vez mais fraude, nós sabemos, há cada vez mais sites que se querem fazer passar por aquilo que não são, por aí fora. E este tipo de extensões ajuda-nos, de facto, a perceber que estamos perante uma entidade ou uma página em que se pode confiar. E, portanto, um dia desses lá chegaremos aos nossos domínios próprios, pessoais.