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Bem-vindo ao "Brainstorming", o magazine de criatividade da Rádio Observador, onde esta semana assinalamos o fim do Mundial, que nos deixou uma certeza impactante: quis ser o maior de sempre e em vários momentos pareceu também o mais inchado de sempre. É que o torneio cresceu em número de equipas, em jogos, em ambição e trouxe também aquela sensação de excesso que só os grandes eventos sabem produzir e os Estados Unidos também. Houve mais espetáculo, houve mais ruído, mais urgência em manter tudo sempre a acontecer. E também houve pausas de hidratação, com mais ar de interlúdio de negócio para pôr o espetáculo a render do que propriamente para hidratar os jogadores. Houve também árbitros com equipamento eletrónico tão carregado que pareciam sair de um laboratório de ficção científica antes de entrarem num relvado. E houve ainda o lado inevitável do Mundial: o drama, o entusiasmo coletivo e a sensação de que cada jogo quer sempre ser maior do que si próprio. Quanto a Portugal, entrou no torneio com ambição e saiu com a despedida emocional de Cristiano Ronaldo numa última dança que fechou uma era sem o troféu que lhe faltava. Quanto à equipa que nos ganhou, Espanha confirmou o favoritismo, venceu a Argentina e fechou o Mundial com a medida, a qualidade e a frieza que tantas vezes faltaram ao próprio torneio. É nesse contexto de grande espetáculo, mas também de grande ruído, que recebemos hoje o Tiago Castro e a Marina Antunes para falar de projetos que nascem da palavra, da experiência e da partilha. Reduzimos então o ruído para conhecer "Agora noutro lugar", que nos é trazido pela Marine. E o Tiago está ao lado dela em "Amar entre poemas", um projeto onde a emoção ganha voz e a voz ganha alcance nas redes sociais. Antes da conversa, e também depois, temos as notícias da semana. Por aqui há um Algarve com identidade própria, uma rede que não dá férias à inteligência artificial e uma campanha que usa o fogo sem filtros para lembrar que a prevenção continua a ser uma urgência, mesmo quando o verão parece querer convencer-nos do contrário.
Ser do Algarve é ser robusto.
E começamos pela Delta Cafés, que continua a sua rota regional e depois de Lisboa, Porto e Oeste, lança agora a campanha "Há muito Algarve em Delta". A criatividade é da BBDO Portugal Group, a estratégia de meios da Initiative Media e a produção é da Playground, numa campanha que dá protagonismo a pessoas reais, tradições e gestos do quotidiano algarvio. No vídeo, a marca procura então mostrar a robustez, o calor humano e a genuinidade da região através de histórias e protagonistas locais. Com presença em exterior digital e cinema, sobretudo no Algarve, aqui a região não é vendida como cenário de verão, é apresentada como maneira de estar, de receber e também de começar o dia. E assim se percebe que entre praia e café, o que fica é mesmo a identidade, a proximidade e a memória. Para que a mesma inovação aconteça. Com o meu agente nunca tenho estresse. E agora temos a NOS, que estreia uma campanha de verão com o mote "Uma rede que não dá férias à inteligência artificial". A campanha é protagonizada por José Condessa. A marca aposta então numa narrativa em que um agente de inteligência artificial aparece como uma figura humana, acompanhando o protagonista em momentos típicos de férias e mostrando como a conectividade continua a ser essencial, mesmo quando o ritmo abranda. O filme foi desenvolvido pelo escritório com direção criativa de Nuno Jerónimo, produção da Crypton e realização de Augusto Fraga. O planeamento de meios ficou a cargo da Arena Media e a campanha mostra funcionalidades como a marcação de restaurantes, sugestão de receitas, navegação e gestão de compromissos. No digital, a NOS ainda lança o conceito "quem conta um conto, acrescenta um prompt", com criadores a desenvolverem uma narrativa colaborativa em formato cadáveresquiso. Está familiarizado com isso? É muito divertido. Além dos conteúdos educativos com Martim Silva AI. É, de resto, uma campanha que comunica um ponto muito contemporâneo. A inteligência artificial pode até ir de férias na linguagem da marca, mas a rede tem de continuar ligada para a experiência funcionar. No fundo, esta é uma campanha que liga bem com o tema desta semana do "Brainstorming": o final do Mundial. Tudo parece mais fluido e instantâneo, mas por trás da aparente leveza, continua a haver uma infraestrutura que sustenta o espetáculo. E essa, às vezes, é bem pesada. Mais uma edição do "Brainstorming". Nesta temos o prazer de conversar com Tiago Castro e Marina Antunes. Sejam muitíssimo bem-vindos aqui a este nosso espaço. Marine, começo por ti. A peça "Agora noutro lugar" parte de experiências muito pessoais. Gostava de saber como é que se consegue transformar Algo tão pessoal, tão interno, tão orgânico em matéria artística é um desafio muito grande.
É um desafio muito grande. Antes de mais, obrigada pelo convite. Sim, é um desafio muito grande. Eu já falo sobre este tema, eu tenho um projeto que se chama Cancro com Humor há muitos anos, mas só agora é que eu ganhei coragem para ir para este mar. É a minha primeira peça enquanto dramaturga e onde eu pude experienciar também expressar-me de uma outra forma, porque de facto é um processo difícil, aquilo que vem de dentro e que é verdadeiro e que é autêntico, também se paga.
E depois é um tema muito sensível.
É um tema muito sensível e eu agarrei na premissa talvez a mais difícil da nossa vida, que é este confronto com a morte. Esta peça fala de um homem que vai até ao cemitério pedir o divórcio à mulher morta, porque é mais fácil odiar a ex-mulher do que amar a mulher eternamente. E na vida, a verdade é que o maior medo que nós temos, eu e o Tiago, é perdermo-nos um ao outro e então agarrar nessa nossa dor maior e transformá-la em arte. E foi um processo muito difícil e muito violento para ambos, mas também extraordinário. O facto de estar a escrever para o Tiago, eu senti-me Deus, pensei: "Bem, posso lhe fazer tudo, posso lhe cortar o cabelo." Mas só lhe tirei a barba, fui muito amiga dele.
Houve medo, Tiago?
Claro que sim, sem dúvida.
Mas desta parte da criatividade da Marina ou de como é que seria abordar o tema na realidade e vestir a pele de-
Não, agora fora de brincadeiras. Claro que há aqui uma responsabilidade gigante, especialmente também depois de eu conhecer todo o percurso da Marine e todas as pessoas que passaram pela vida dela e toda esta história, todo este historial que gira à volta do trabalho dela. Já há muitas pessoas que nós conhecemos que partiram, muitas pessoas que perderam os seus cônjuges e histórias que nos são próximas. Portanto, há aqui uma responsabilidade gigante de dar corpo e alma a esta personagem, porque é mais do que uma história de ficção, representa mesmo histórias reais.
Sentes que estão a dar voz também, de alguma forma, a essas pessoas?
Tenho a certeza que sim, porque ambos conhecemos essas histórias e felizmente tivemos, digo felizmente, porque o resultado foi muito bom, tivemos estas pessoas a assistirem, ou algumas delas, a assistirem a este espetáculo e algumas que repetiram e foram assistir mais do que uma, duas vezes. Houve quem fosse ver três vezes.
Seis vezes, amor. É a minha mãe.
Estou a falar destas pessoas em específico, que eu senti que acabou também por resultar numa espécie de catarse. Pessoas que ainda não tinham chorado o que choraram ao assistir a este espetáculo.
E não dá medo lidar de perto com este drama que nos toca, se calhar que já nos tocou a todos de uma forma mais ou menos próxima, ou, por outro lado, dá-nos um conforto para encararmos uma realidade que não é fácil?
Eu acho que quem toca na morte aprende a viver melhor. E na verdade, não há outra forma de fazer isto do que confrontar. Naturalmente que eu passei por isto e que me assusta, e ainda hoje me perguntavam: "Não tens medo?" Naturalmente que eu mudei com esta experiência. Só que a verdade é que fugir só aumenta todas essas dúvidas. Isto também é um trabalho muito egoísta, no sentido em que eu também uso para me ajudar a mim mesma, acaba por ser terapêutico. Eu posso dizer que eu escrevi coisas e disse coisas que eu nunca tinha dito, que eu nunca tinha experimentado dizer e transmitir isto para uma personagem. Usei um bocadinho a personagem também para ir a lugares que eu ainda não tinha ido e não tinha tido coragem. O luto tem que ser vivido e tem que ser confrontado. A única certeza que temos é que, de facto, e desculpem ser eu a dizer-vos isto, vamos todos morrer. Eu não queria ser a dar esta notícia no Observador, mas é melhor quando nós nos aproximamos. Sabes que eu antes de estar doente, a morte era um tabu na minha casa. E depois de eu ter estado doente, deixou de ser, porque efetivamente não faz sentido não falarmos sobre ela. E falar da morte é saber viver melhor também. Pelo menos temos mais consciência do que andamos aqui a fazer.
E é fundamental. Estamos num espaço que habitualmente é visitado sobretudo por marcas, por diretores de marketing, por criativos, mas aqui a criatividade também é uma peça muito importante da criação artística. Criação artística que, neste caso do "Agora noutro lugar", surgiu primariamente da Marine, mas depois em conjunto, corrijam-me se estiver errado, criaram o projeto "A mar entre poemas".
Sim.
Foi depois deste "Agora noutro lugar". A Marine escreve, o Tiago declama. O que acontece quando interpretas textos escritos por alguém que conheces tão bem?
Acho que faz todo sentido. Acaba por ser um pedido meu. Eu como ator, e isto acaba por acontecer passados nove anos de nós já termos esta relação, já poderia ter acontecido há mais tempo.
Aconteceu na altura certa?
Sem dúvida, nós temos uma escritora e um ator em casa. Por que não se juntarem, ainda por cima quando existe admiração mútua? E a forma como ela escreve, eu revejo-me 100% e acho que se transcreve também na forma como eu acabo por interpretar, porque ambas acho que transmitem algo muito genuíno, ou é pelo menos eu da minha parte tento transmitir essa genuinidade, essa autenticidade e apetece-me muito que a declamação não passe por algo que seja muito requintado. Eu gosto mesmo que tenha este lado muito natural.
Mas pegando exatamente nisso, como é que acontece, Marine, o processo de criação dos poemas? O Tiago estava a dizer que não é nada assim muito elaborado. Partes de histórias que ouviste, de coisas do dia a dia, como é que acontece este processo criativo? Ou é uma coisa que fazem também em conjunto?
Não. Eu escrevo poesia desde sempre. Eu lembro que fiz a minha primeira exposição com os meus poemas, tinha 10 anos e o Tiago tinha alguns erros ortográficos.
Portanto, não escrevem a quatro mãos.
Não.
Mas deixa-me só dizer, desculpa, que a parte não muito requintada tem a ver com a parte da declamação.
Ah, ok.
Da parte da declamação, que normalmente o ator a declamar poesia, existe aqui uma espécie de um floreado, que muitas vezes é considerado.
Aquela declamação um pouco épica, quase.
E eu tento contrariar, não na forma como a Marina escreve.
Não, mas é verdade que eu escrevo desde sempre e eu sempre me identifiquei. Eu escrevo como falo e como sou. Eu gosto muito que a poesia seja para todos, que seja natural. Eu escrevo um poema e aquilo que eu espero, escrevo por mim, para me expressar, é a minha forma maior de expressão desde sempre, desde criança. Coisas que eu não sabia explicar aos outros, depois eu sabia explicar ali a escrever. Mas eu acho que a poesia é tão bonita, e isso acontece no "A Maré entre Poemas", temos muita gente que diz: "Eu não leio poesia e adoro ouvir os teus poemas." É uma poesia simples, que fala do normal e do natural, que é orgânica também, como eu sou. Para mim, simplicidade, e quando eu digo que tenho uma escrita simples, é um elogio, não é prepotente nem é assombroso.
E quando dizes que escreves para ti também de uma forma algo egoísta, pensas que os poemas vão ser ditos por um homem? Ou isso não tem qualquer influência?
É interessante, porque há um poema que é sobre a mulher livre, e disse ao Tiago: "Olha, eu estou a escrever aqui este poema, que é mesmo o que eu defendo, o que eu acredito", mas a verdade é que nós temos uma voz parecida. O Tiago é um homem feminista e, portanto, defensor das mulheres.
Eu quando te perguntava isto, não estava de forma alguma a dizer que seria um impedimento.
Não, mas é interessante.
Temos vários cantores, por exemplo, gosto muito do Caetano Veloso, que canta no feminino e não tem problema nenhum.
Exatamente, mas é interessante porque eu escrevo a minha voz e depois sei que ele encontra a dele. E é interessante, porque às vezes ele diz assim: "Olha, eu esta frase não vou dizer desta maneira, porque não a sinto assim". Ou seja, o poema vai escrito para o Tiago, mas ele altera aquela palavra que ele não diria daquela maneira.
E isso não melindra o teu espírito artístico?
Às vezes discutimos sobre. Eu digo assim: "Ok, defende o teu ponto". Ele diz: "Epá, esta frase eu não entendo", eu estou ali a defendê-la, e depois cabe ou não cabe. Às vezes desisto e digo: "Diz como tu quiseres dizer".
E bate com a porta.
Às vezes digo: "Não, é assim, acredita no que eu te estou a dizer, confia no meu trabalho". E depois, como nós trabalhamos juntos e estamos juntos 24 horas, aprendemos também quando respeitar o espaço, quando pesa. Eu também opino sobre o trabalho dele e às vezes ele concorda ou não e diz: "Olha, essa parte da interpretação fica para mim" e está tudo certo.
Este "A Maré entre Poemas" vive nas redes sociais, conta com milhões de visualizações, muitas reações também por ser algo tão humano. Tiago, as reações das pessoas surpreendem-vos ainda?
Claro que sim. Ficamos muito surpreendidos e gratos por ver este tipo de reações à poesia e que as pessoas sintam que, de certa forma, é interessante, porque no início as pessoas, quando não liam o copy, o texto do vídeo, achavam que era um desabafo meu. E não percebiam que era algo escrito que eu estava a interpretar. Com o tempo, foram percebendo e habituando-se, mas havia esta autenticidade que as pessoas acabavam por acreditar que era verdade. Então havia uma reação muito espontânea de: "Eu também sinto isto, eu também me sinto assim. Cuidado, olha, não te deixes ir tão abaixo". E eu: "Mas isto é um poema, eu estou a interpretar". Tive que muitas vezes acabar por explicar.
Então qual é que é o segredo para tanta gente se reconhecer nestas histórias, nestes poemas?
Eu acho que, para já, e parece que é uma troca de galhardoentes, mas o Tiago é muito especial, é um ator muito especial, é um ator muito honesto, muito verdadeiro. E eu acredito que as pessoas sintam essa verdade e essa autenticidade. Eu acho que tem a ver com esta identificação aos temas.
Portanto, desculpa interromper-te, mas isso quer dizer que a verdade vence sempre, mesmo nas redes sociais?
Essa pergunta é rasteira.
Não tem.
Sabes que quando o Tiago me pediu para escrever um poema para ele declamar, eu disse: "Amor, ninguém quer saber da poesia para nada. Ninguém quer saber da poesia." Eu acreditei e arrependo-me de ter dito isto, mas eu pensei mesmo nisto: "Ninguém quer saber da poesia." E pensei: "Estás errada, Marina. As coisas quando são autênticas, chegam às pessoas. Não chegam a todo lado, nem a todo momento, mas chegam às pessoas." Eu acredito muito que as pessoas conseguem perceber que vem desse lugar de queremos apenas partilhar isto, que é arte, que é algo que nós gostamos muito. Eu sou apaixonada pela escrita, o Tiago é apaixonado pela interpretação. E a arte pode ter uma mensagem, pode chegar às pessoas e pode transformar, nem que seja durante um minuto, o dia de alguém. E agora estamos muito contentes, porque a ideia agora é passar este projeto para ao vivo.
Para o palco.
Para o palco. Estamos a trabalhar nisso.
Transformá-lo num espetáculo.
Num espetáculo ao vivo.
Vocês querem fazer e eu quero ver. Imagino que haja muita gente também.
Estás mais do que convidado.
Estás mais do que convidado.
Vou aceitar. E estes convites, eu faço questão de pagar bilhete. É sério, faço questão, porque acho que é assim que nós também valorizamos aquilo de que gostamos. Já tive imensos amigos, e volto a lembrar aqui na rádio, devem imaginar que temos Artistas que vêm cá apresentar os trabalhos, eu faço mesmo questão de pagar bilhete. Eu quando vou à inauguração de um projeto de um amigo meu, de um bar, o que quer que seja, eu não vou lá para beber de borla, eu vou lá para apoiar. E acho que é também assim que as coisas devem ser feitas. Agradeço ter um lugar marcado, mas quero sempre pagar bilhete.
Obrigada. Olha, deixa-me só dizer-te uma coisa. Desculpa, nós já namorávamos e o Tiago quis comprar o meu livro. Eu disse: "Por amor de Deus, eu dou-te o livro." E ele disse: "Não, por favor, tens que me vender, eu quero muito." E eu percebi feito a maior timidez da vida.
Mas ainda não tínhamos conta em conjunto.
Pronto, hoje em dia, se calhar, já seria diferente. Bem, falámos aqui destes projetos. Começámos pelo "Agora Noutro Lugar", passámos também por este "Amar entre Poemas", que entretanto há de ter uma nova vida ou uma vida paralela em palco. Gostava de voltar um bocadinho atrás, porque falaste, Marina, acerca do projeto "Cancro com Humor". Há algo de bem-disposto em tudo aquilo que vejo que vocês fazem. Acreditam que o humor continua mesmo a ser uma ferramenta fundamental para falar destes e de todos os temas? Não só o humor, mas também a verdade que já aqui chegámos.
É completamente. Esta frase não é minha, é do Tiago Castro: "O humor é o maior ato de amor." Quando nós conseguimos, de facto, tirar um sorriso a alguém, eu acho que é das coisas mais bonitas e mais poderosas. O humor é uma ferramenta de desmistificação, o humor é a melhor ferramenta de comunicação. E eu tenho este projeto e ser leve não significa ser leviano. Nós podemos e devemos falar de coisas difíceis também com esta leveza. E não é sobre fazer piadas acerca do cancro, mas é permitir que o humor entre mesmo num diagnóstico de cancro. Isso eu acho que é um direito, e é esse direito que eu luto.
Quem quiser tomar mais contacto com estes projetos, o "Agora Noutro Lugar", também o "Cancro com Humor", como é que o pode fazer hoje em dia?
Muito obrigada pela sua pergunta. Siga-nos, por favor, nas redes sociais, Marina Antunes e Tiago Castro, e também temos a nossa página "Amar entre Poemas". Eu lancei agora o meu quinto livro, "Cancro com Humor". Tudo o que nós fazemos partilhamos nas nossas plataformas, Instagram, Facebook, TikTok, e é por lá, por isso sigam-nos.
Portanto, Tiago Castro, Marina Antunes, perfis a seguir e depois os projetos "Agora Noutro Lugar", também o "Amar entre Poemas" e "Cancro com Humor" e tudo mais que virá pela frente. Estamos já a terminar o "Brainstorming", mas fechamos sempre as nossas conversas da mesma forma e por isso mesmo faço-vos um desafio. Se pudessem escolher uma música que fizesse fit, match, o que quer que seja, que se enquadrasse diretamente e que dissesse muito aos vossos projetos, que música é que seria essa? Tiago, acho que a Marina está a apontar para ti.
Sim, eu vou aproveitar que a Marina me está a apontar o dedo para dar a minha sugestão.
De uma forma positiva, acho eu.
Sim, mas é uma música que transcreve também muito aquilo que nós tentamos fazer, que é trazer uma mensagem de amor em dias de dificuldade, de tensão, de estresse, que é o "Under Pressure". É a música que mais me emociona. Sempre que eu ouço, ouço ali um grito de esperança e de que é possível, mesmo quando estamos lá em baixo e a sermos sobrecarregados por todo este peso que a sociedade hoje nos traz. Com tudo aquilo que é inerente às tecnologias, à comunicação, ao trabalho, nós conseguirmos trazer uma mensagem de amor, nunca nos esqueçamos disso.
E portanto, as dificuldades surgem não para nos fazer desistir, mas para nos fazer seguir em frente ainda mais fortes.
Exatamente.
Tiago Castro, Marina Antunes, muito obrigado por terem vindo ao "Brainstorming". Muito sucesso para todos os vossos projetos, para os que já têm e para os que hão de vir. Até breve. Muito sucesso.
Obrigada.
Obrigado.
Quase a chegarmos ao fim do "Brainstorming" desta semana, olhamos para a Fnac, Darty e também para a WWF Portugal, que lançaram uma campanha chamada "Fogo Exposto". A campanha é assinada pela Nossa e o objetivo é sensibilizar para os incêndios florestais e alertar para a realidade do fogo posto. A campanha está presente entre 15 e 23 de julho nas lojas físicas e online da Fnac e da Darty, para além disso, nas redes sociais e ainda em rádio. Para além do mais, conta com o apoio de influenciadores e recolha de donativos até 30 de setembro. O elo mais forte deste conceito é o choque visual. Em vez das imagens habituais do produto e consumo, os ecrãs das lojas da Fnac e da Darty passam a mostrar vídeos e fotografias dos maiores incêndios do verão passado, acompanhados por informação concreta sobre hectares ardidos e dimensões, para além da área afetada. Num verão em que tudo parece em combustão permanente, do clima às emoções do mundial, esta campanha lembra-nos que há fogos que não são de artifício e estes exigem bem mais do que a nossa atenção passageira. E assim, já no final deste "Brainstorming", recordamos que hoje falámos de um Algarve com identidade própria, de uma rede que não dá férias à inteligência artificial, dá-lhe, sim, uma figura humana, e de outra campanha que usa o fogo sem filtros para lembrar que a prevenção continua a ser uma urgência, mesmo quando o verão parece querer convencer-nos do contrário. Com o Tiago Castro e a Marina Antunes percebemos que há projetos que nascem da experiência mais íntima, ganham força na partilha e acabam por encontrar eco muito para lá de quem os criou. No fundo, é isso que torna certas criações verdadeiramente relevantes, quando conseguem transformar o pessoal em algo que fala com muita mais gente, sempre sem perder a verdade pelo caminho. Quanto ao caminho do "Brainstorming", faz-se já na próxima segunda-feira, ou continua a fazer-se já na próxima segunda-feira, depois das 10 da noite, em estreia mundial aqui na Rádio Observador. Uma edição que fica sempre disponível em podcast para voltar a ouvir, reouvir do início e partilhar. Com a ajuda à produção da Inês Neto e a sonoplastia goleadora do Rafael Pego, eu sou o Hugo Silva e até à próxima edição, lembre-se, quando o espetáculo e o jogo acabam, o que realmente fica é a forma como soubemos viver, comunicar e cuidar do que realmente importa. Até à próxima.