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Bem-vindo ao Brainstorming, o magazine de criatividade da Rádio Observador, onde esta semana o tema não é leve, mas também não admite cerimónias excessivas. É que há um país em suspenso com um caso por explicar e há uma sensação coletiva de que a verdade continua lá dentro, algures entre gavetas abertas e respostas demasiado fechadas. Tudo começou com um episódio que deixou mais perguntas do que certezas e em que o país passou rapidamente da surpresa à especulação. Aliás, mais depressa do que um Lando Norris da vida a acelerar. E há também a mobilização da Unidade Nacional de Contraterrorismo, como quem chama reforços para um incêndio que ainda ninguém confirmou ser fogo. Pode ser prudência, pode ser excesso de zelo, mas há ali qualquer coisa que faz o caso crescer para lá do incidente e entrar naquela zona cinzenta onde o país adora ficar a debater o acessório enquanto o essencial continua por esclarecer. Neste ambiente de tensão, incerteza e necessidade de respostas, recebemos hoje o Vasco Silva, coordenador de florestas da WWF Portugal, e Rui Simões, diretor criativo da Nossa. Juntos vão falar-nos de uma campanha que decide fazer precisamente o contrário da memória curta e da confusão. Pretende olhar para os incêndios de frente. "Fogo exposto" não quer amenizar a realidade, quer expô-la sem filtro e sem o conforto das imagens bonitas que normalmente nos deixam achar que já entendemos tudo. No que diz respeito às notícias da semana, há por aqui uma árvore que virou testemunha da história, um guardião que entra no universo do Homem-Aranha e uma campanha rodoviária que insiste em lembrar que conduzir bem também é uma forma de saber. Começamos pela Coming Soon, que assinou o seu primeiro projeto para a Fundação Mata do Bussaco com a campanha "A História de uma Árvore". Esta campanha parte da perspectiva de um eucalipto plantado em 1880 para contar quase um século e meio de memória da Mata Nacional do Bussaco. A narrativa nasceu da vontade de revelar histórias menos conhecidas de um dos patrimónios naturais e históricos mais emblemáticos do país. E faz isso através de um olhar singular, o da própria árvore, que viu o tempo a passar. A atmosfera única do Hotel do Bussaco e a riqueza histórica da região, incluindo a ligação a Agatha Christie, marcam o filme que já começou a circular nas redes sociais e que assinala o arranque de uma colaboração que vai ter continuidade ao longo do verão. É uma campanha que trata o património como história viva e nesta semana, em particular, percebe-se ainda mais a importância de lugares e pessoas que não precisam de inventar suspense, basicamente porque já trazem a história inteira consigo.

"Foi aqui que tudo começou. Durante muito tempo, penso que tivemos uma ideia errada sobre o que significa ser um herói."

Agora, olhamos para a Sony Pictures, que lançou uma campanha para "O Homem-Aranha: Um Novo Dia". Esta campanha conta com o guarda-redes cabo-verdiano Vozinha como protagonista. O projeto é desenvolvido pela Dojo, com apoio da Moshi, e cruza storytelling emocional com o universo de entretenimento e parte da história real do atleta. Tudo para falar do heroísmo, da superação e do legado. O filme da campanha foi gravado no campo do B Team, em São Vicente, onde Vozinha começou a carreira. E é a partir desse regresso às origens que a narrativa avança até à ligação com o Homem-Aranha. Ao longo da peça, o guarda-redes sublinha que ser herói não depende de poderes extraordinários, mas da capacidade de proteger e inspirar os outros, num tom leve, que ainda brinca com a ideia de não revelar spoilers. O resultado é uma campanha que sabe juntar autenticidade e cultura pop, sem cair no óbvio. Isso, num país em que também se discute muito mais do que se explica, acaba por soar a boa estratégia.

Mas ser herói não é ter poder, é proteger algo maior do que nós próprios.

Mais uma edição do Brainstorming. Nesta temos o prazer de conversar com Vasco Silva, coordenador de florestas da WWF Portugal, e também Rui Simões, diretor criativo da Nossa. Vasco e Rui, sejam muito bem-vindos aqui ao Brainstorming. Por altura do verão, voltamos sempre a falar de incêndios florestais. São imagens nos telejornais, números de destruição, mas depois parece que tudo passa e fica um bocadinho no esquecimento. É a partir desta premissa que nasce a campanha "Fogo Exposto". Rui Simões, começamos por ti. A ideia da campanha é simples, mas também é impactante: trocar imagens bonitas por imagens reais de incêndios. Como é que nasceu este conceito, quem é que são os vossos parceiros e como é que isto se concretiza na prática? É o que eu te pergunto.

Em primeiro lugar, muito obrigado pelo convite.

É um gosto.

Por nos receberes. A ideia, na verdade, nasce de um problema, que é esta necessidade contínua de alertar para a questão dos incêndios, que, como disseste, e bem, é um tema que volta todos os verões, que abre telejornais, que faz manchetes, que é muito falado e muito discutido, mas depois parece que não evolui para lado nenhum, a não ser para a sua repetição no ano seguinte. Portanto, tínhamos aqui dois objetivos. O primeiro era trazer o tema de volta para cima da mesa antes do verão, no fundo, para relembrar as pessoas que nos estamos a aproximar, apesar de já terem existido alguns, estamos a aproximar-nos da altura crítica em que os incêndios acontecem em Portugal. E depois tínhamos um segundo objetivo, que era No fundo, dar a conhecer, de alguma maneira, o trabalho louvável que a WWF faz em várias áreas, mas neste caso em particular, no que toca a projetos de conservação, restauro e prevenção ambiental e das nossas florestas. Passando agora pra ideia propriamente dita. Como disseste, a questão das televisões nasce dessa observação, que é uma realidade com a qual todos nós temos contato sempre que vamos a lojas que vendem televisões e que têm televisões postas. As imagens que lá vemos normalmente é isso, é natureza deslumbrante, são paisagens incríveis, florestas absolutamente imaculadas, enfim, é a natureza em todo o seu esplendor. O que fizemos foi, a partir daí, virar essa realidade ao contrário e mostrar o que acontece às paisagens portuguesas quando o verão chega ao nosso país. Portanto, quem for à FNAC e à Darty, o que vai ver são imagens de natureza, de florestas portuguesas a arder.

Mas isso corre um risco calculado, claro está, de deixar algumas pessoas um pouco mais desconfortáveis. O desconforto é necessário para alertar, para chamar a atenção.

Sim, eu acho que o desconforto, neste caso em particular, mais do que a ideia em si ser desconfortável, é o problema, ele próprio, é e deve ser muito desconfortável. Porque, na verdade, é um problema que não atinge diretamente a maioria das pessoas que vivem nos grandes centros urbanos, porque os incêndios, os maiores, pelo menos, acontecem lá longe.

Meio rural.

Nós vemos nas televisões, lemos nos jornais, mas depois mudamos de canal e a vida continua.

Chegamos sempre com algum filtro.

É, e eu acho que é um dos grandes problemas, que é a falta de envolvimento efetivo das pessoas com o problema, precisamente porque nós sabemos que ele existe e acontece relativamente perto, mas não nos toca diretamente. E, portanto, no meio dos estímulos todos que temos, sentimos um bocadinho de pena na altura, mas depois continuamos a nossa vida e há outras coisas em que pensar.

E todos os anos parece que continua a falhar alguma coisa, Vasco. É também por causa dessa distância, eventualmente também dos centros decisores, que o mesmo cenário se continua a repetir ano após ano. É por isso que continuamos a falhar e já agora, em que é que continuamos a falhar?

Sim. Em primeiro lugar, agradecer o convite e dizer que trabalhamos há muitos anos com a Nossa e conhecem as temáticas que nós trabalhamos e proativamente vão nos desafiando a ter ideias, o que pra nós também é excelente pra divulgar o nosso trabalho. De facto, é isso, é um cenário que se vai repetindo e antes, se calhar, também de dizer o que falta ou que falha, e o que falta fazer, dizer que o fogo, de facto, faz parte da nossa paisagem. Nós vivemos no Mediterrâneo, o fogo faz parte dos nossos ecossistemas, as nossas florestas evoluíram com a presença do fogo. Às vezes também esquecemos disso, principalmente os meios urbanos, que estão mais afastados do meio rural. Podemos falar no sobreiro. A casca do sobreiro, a cortiça, que toda gente conhece, tem capacidade de recuperar, regenerar pós fogo. Ou seja, as nossas florestas autóctones naturais evoluíram com o fogo e têm essa capacidade de regenerar. O que acontece, de facto, é a recorrência com que os incêndios acontecem no território, e a sua intensidade. Esse é o problema. E nós se cruzarmos o país, principalmente a norte do Tejo, vimos uma mancha contínua de floresta, muita dela plantada. Essa floresta também é biomassa combustível. Havendo um incêndio, é muito difícil que o consigamos parar numa paisagem como está, como continuam a estar. O que nós aprendemos, principalmente, a partir de 2017, com os grandes incêndios que tivemos, com criação de uma agência de gestão integrada dos fogos rurais, que é um modelo de governança, e que outros países na Europa também seguem.

E que é o mais adequado?

E que é o mais adequado, em termos conceptuais, de facto, é o mais adequado. E com isso também se deu prioridade à prevenção. A partir de 2017, deu-se essa prioridade à prevenção e o financiamento, que antes ia 80% para o combate e 20% pra prevenção, houve aqui uma inversão de 55, 60%, do financiamento, que também aumentou, aqui no combate e na prevenção dos incêndios florestais.

Sim, estávamos aqui a falar da questão do financiamento, que também se alterou as percentagens e isso também faz a diferença na forma como é feito o combate aos incêndios.

Exatamente. A partir de 2017, com esses incêndios, toda a gente se recorda, houve essa mudança, há um maior investimento na prevenção. E de facto, a aprendizagem foi essa.

Mas as alterações climáticas também têm influência na propagação dos incêndios, na quantidade de incêndios que temos vindo a ter e também no impacto real que esses incêndios têm, certo?

Certo, claro. A prevenção é essencial, não a curto prazo, e as pessoas não veem resultados imediatos. É algo que se vai fazendo e se vai prevenindo os incêndios futuros.

Mas já se nota alguma diferença nos últimos anos nessa Em quê, especificamente, se já se nota essa diferença?

Sim, essa é a nossa falha, digamos assim. Aprendemos com esses incêndios, implementamos políticas e instrumentos para resolver o problema dos incêndios, mas falta acelerar essa implementação de medidas no território. Estamos a fazer gestão de combustível, estamos a alterar as nossas paisagens pra ter áreas mais abertas. É necessário ter mais áreas com atividade agrícola, que criam áreas abertas e, de alguma forma, criam descontinuidade.

Mas a desertificação dos meios rurais também contribui para isso.

Claro que sim, sem dúvida. Faltam pessoas no território rural, para que essas atividades agrícolas se implementem, se voltem a ter. Houve, de facto, um abandono do território rural.

E numa altura em que tanto se fala de desafios no que respeita à habitação, se calhar, olhar para o interior e pra essas zonas do país também pudesse ser uma solução viável.

Sem dúvida. É necessário ter atividade e pra termos atividades no meio rural é preciso pessoas. Conjugado a estes fatores de grande quantidade de biomassa no território, grande continuidade da nossa floresta, é preciso haver paisagens mais abertas. Nós designamos paisagem mosaico, temos a floresta, mas também temos áreas agrícolas.

E combate-se isto, ou a alteração pode vir, sobretudo, de políticas governativas e políticas do Estado, ou por uma alteração de consciências e de modos de vida? Ou tem que ser uma conjugação das duas, eventualmente?

Eu creio que sim, tem que haver conjugação. Há muito conhecimento científico, há políticas, de facto, e houve esta mudança aqui a partir de 2017. Falta acelerar essa mudança, para que os resultados sejam efetivos.

Ruí, estamos a falar aqui desta campanha, é uma campanha pro bono, pra vocês enquanto agência, o que é que representa trabalhar numa causa como esta, e já percebemos que é mesmo algo que levam aqui a sério, porque, tal como o Vasco estava a dizer, não ficam à espera que a WWF venha ter convosco, mas proativamente contactam-nos e têm também esta iniciativa de colocar a coisa em marcha.

Sim, é isso, como o Vasco disse, nós já temos uma relação com a WWF de há alguns anos, e já fizemos diversos projetos para diversas áreas em que a WWF trabalha. Esta questão dos incêndios, como nos é uma questão também muito próxima, acaba por ser muitas vezes o tipo de objeto, digamos assim, sobre o qual nós às vezes investimos mais tempo. Mas sim, nós gostamos sempre também, porque já vamos conhecendo os desafios que a WWF enfrenta, gostamos sempre de reservar algum espaço nas nossas cabeças pra pensar na WWF e pra ajudar de alguma maneira, da forma que temos, com aquilo que conseguimos, do ponto de vista de comunicação e de ideias cujo objetivo, naturalmente, como qualquer ideia de comunicação, é que crie impacto nas pessoas.

E qual é a importância também de terem parceiros como, neste caso, a Fnac e a Darty?

É superimportante no sentido da escala, que é sempre uma questão, até olhando pro nosso país, de todos os pontos de vista, que é um país pequeno, e portanto, qualquer ideia do ponto de vista de comunicação cujo objetivo seja chegar ao maior número de pessoas possível, que é o caso desta, precisa dessa escala. E a partir do momento em que temos parceiros como a Fnac e a Darty, que neste caso foram, de facto, acho que parceiro é uma ótima definição, porque, lá está, cederam-nos as televisões, ajudaram-nos imenso com a questão, cá que um ponto importante que eu não referi, que além desta questão de notoriedade, isso também é uma campanha de donativos. Ou seja, qualquer pessoa que vá à Fnac e à Darty, seja à loja, seja ao site, pode contribuir com o valor que bem entender pra ajudar a WWF, e portanto, também aí a Fnac e a Darty deram um apoio fundamental. E depois, porque são marcas que já estão muito estabelecidas, que têm uma presença física muito forte, com mais de 50 lojas.

E na prática, qual é que é o objetivo? O que é que querem que as pessoas tragam na cabeça quando saem da Fnac, da Darty e veem aquelas imagens e os dados que são apresentados?

Eu diria que se for pra alguma coisa ficar na cabeça das pessoas depois de se cruzarem com as imagens, no fundo, se eu pensar um bocadinho mais, se eu sentir um bocadinho mais as dores dos outros, e se eu me identificar mais, se eu for mais impactado e se eu sair da loja com o problema na cabeça, pode ser que isso, de certa maneira, ajude a resolvê-lo. Obviamente, ninguém sozinho faz grande coisa. É preciso, lá está, um conjunto de esforços, não só do ponto de vista social, mas também do ponto de vista político.

Mas se todos fizermos um bocadinho, o objetivo fica mais fácil.

Se todos pensarmos um bocadinho mais no assunto, talvez seja um ponto de partida pra começar a mudar alguma coisa.

Vasco, na prática e concretamente, mesmo quem não mora nessas zonas rurais, há algo que possa fazer concretamente, pra além de aderir a esta campanha, de enviar donativos, de apoiar a WWF e outras associações e organizações que trabalham pra causa ambiental?

Claro que sim. O apoio destas empresas é essencial pra implementarmos os nossos projetos no terreno. Trabalhamos com as pessoas e com as entidades que estão concretamente no terreno.

E individualmente, o que é que cada um de nós pode fazer?

Exatamente, e é isso, se todos fizermos uma pequena mudança, teremos um impacto maior, não é?

Portanto, unir muitos esforços, cada um fazer um bocadinho a sua parte e depois o resultado final certamente será o melhor. Estamos quase a terminar a nossa conversa. Eu faço sempre um desafio aos nossos convidados, não sei se tiveram a oportunidade de pensar nisto em conjunto ou separadamente, e se têm duas opções, mas gostava que escolhessem uma música que pudessem ligar a esta campanha. Não sei se têm ideia da música ou não.

Não falámos sobre isto.

Não?

Não falámos.

Ligar aqui este fogo exposto. Então, Ruí, Vasco.

Eu posso começar. Eu trago uma, o Vasco provavelmente trará outra.

Então vá, vamos a isso.

Eu estava ouvindo outro dia um Os highlights do evento/programa para comemorar o centenário do David Attenborough. Todos sabemos quem é, que a BBC transmitiu. E vi a atuação ao vivo do Sigur Rós, banda islandesa, que tocou a música, que é provavelmente a música mais emblemática da banda, que se chama "Hoppípolla", não sei se estou a dizer bem, mas é a música mais emblemática da banda, que a BBC inclusivamente comprou os direitos dessa música para fazer parte dos documentários da BBC relativos ao planeta Terra. E portanto, nesse sentido, não pensando nos incêndios em si, na destruição, e também para não acabar isto de uma forma muito pesada, negra e pessimista.

Até porque o caminho faz parte.

Trouxe essa música porque tem uma toada de esperança e de alegria.

Sim, boa.

Que, já agora, fica a curiosidade, traduzido do islandês, "Hoppípolla" significa saltar nas poças de água.

Ok.

Fica aqui o fun fact.

Posso confessar que o meu islandês não é muito fluente, portanto, obrigado pela tradução.

Vamos assumir.

Vasco?

Sim, quer dizer, podiam ser várias músicas, Sigur Rós, sem dúvida. Basicamente o que pensei é um pouco ação, esperança, que fizesse esta ligação à proteção da natureza e pensei um pouco, como também abordámos aqui alterações climáticas, lembrei-me de uma música da artista Anohni, que basicamente, com uma letra provocativa, abordou o colapso climático. Se aumentar 4 graus a temperatura do globo, portanto, "4 Degrees", acho que é o nome da música.

Ok. Vasco Silva, coordenador de florestas da WWF Portugal, Rui Simões, diretor criativo da Nossa. Muito obrigado por terem vindo ao "Brainstorming". Até breve e muito sucesso e força também nesta campanha, neste foco exposto, para que mude formas de pensar e formas de estar e para que tenhamos um mundo melhor. Muito sucesso.

Muito obrigado.

Quase no fim do "Brainstorming" de hoje, olhamos para a Ascendi, que lançou a terceira edição da campanha de prevenção rodoviária "Aprenda com quem sabe". E assim, dá continuidade a uma iniciativa criada em 2024 para promover comportamentos mais seguros na estrada, ainda mais nesta altura de verão. A campanha dirige-se sobretudo a condutores mais experientes e desafia-os a reconhecer riscos do dia a dia ao volante, usando mensagens simples e diretas que apelam à responsabilidade e ao exemplo. A comunicação está presente nas autoestradas da rede Ascendi e em meios urbanos, tal como em outdoors de grande formato e mupis, a prolongarem a mensagem para lá do momento da condução. Assim, percebe-se que às vezes reduzir a velocidade da imprudência pode ser importante antes que ela se transforme num problema real. E é assim que fechamos mais uma edição do "Brainstorming", em que falámos de um buçaco que guarda histórias, de um herói que começou numa ilha e de uma campanha rodoviária que quer ensinar pela experiência. Com o Vasco Silva, da WWF Portugal, e o Rui Simões da Nossa, descobrimos uma campanha que escolhe não desviar o olhar dos incêndios, mas sim expô-los como um problema real, urgente e repetido demais para continuar a ser tratado como paisagem de verão. No fim de tudo, fica uma ideia simples: o que o país precisa, neste caso, como em tantos outros, é de clareza, de responsabilidade e de coragem para encarar o que, afinal de contas, está mesmo à vista. Quanto a nós, ouvimo-nos novamente na próxima segunda-feira, depois das 10 da noite, em mais um "Brainstorming" estival, que fica, tal como este episódio, disponível em podcast, no site do Observador e em todas as redes e plataformas para ouvir do início, para voltar a ouvir e para partilhares. Com ajuda à produção da Inês Neto e a sonoplastia arrumadinha do Rafael Pego, eu sou o Hugo Silva e até à próxima edição, lembre-se: quando a realidade insiste em arder, o mínimo que podemos fazer é não fingir que é só fumo ou uma chaminha para inglês ver. Até para a semana.