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Olá, bem-vindo a mais um "Brainstorming". Hoje, em modo lareira acesa, coração aberto e sorriso fácil. Esta semana, naturalmente, falamos de Natal. Do Natal que cheira a canela, que soa a músicas repetidas na rádio, que sabe a rabanadas, sonhos e filhoses. Do Natal das famílias grandes e das pequenas, dos que chegam de longe e dos que já não estão, mas continuam à mesa de alguma forma. Falamos da magia, sobretudo da que só as crianças sabem ver, dos presentes, das tradições, das histórias que se repetem todos os anos e que ainda bem que se repetem. Para nos ajudares a mergulhar neste espírito, temos também conosco a Rita Torres, responsável de marketing da Água de Luso, uma marca que também sabe o valor do que é essencial, particularmente no Natal. Mas, para além disso, também as notícias que esta semana, curiosamente ou não, falam de união, de mesas, de cuidado e de comunidade.
No Natal, os portugueses adoram juntar tudo.
A primeira notícia é sobre a maior campanha nacional de sempre na área dos resíduos e nasce com um objetivo simples, mas poderoso: criar um movimento. O movimento chama-se "Vamos lixar o lixo". É este o mote de uma campanha que, para além de informar, quer envolver, quer criar rituais simples, gestos quotidianos que se tornam afirmações coletivas. E faz todo sentido que esta campanha chegue ainda para mais no Natal, a época em que mais se consome, mas em que, ao mesmo tempo, mais se desperdiça. Aqui a mensagem é bonita na sua essência. Na época da união, faz a separação. Separar resíduos, sim, mas também separar o que é essencial do que é excessivo. Um Natal mais consciente não é um Natal menos feliz, é só um Natal com mais cuidado com a casa, com o planeta e com os que vêm a seguir. Ora acordamos a pensar nela, ora lhe damos com os pés. E agora, atenções voltadas para a IKEA, que nos lembra algo que, ao fim e ao cabo, todos sabemos, mas às vezes esquecemos: a vida acontece à mesa. À mesa contam-se histórias, resolvem-se discussões, ri-se alto, brinda-se, chora-se, reconcilia-se. E no Natal a mesa ganha um estatuto de palco principal. Não importa se é grande ou pequena, se tem pratos tradicionais ou receitas improvisadas. O que importa é que há sempre espaço para mais um, nem que seja numa cadeira puxada à última hora ou num banco. E este manifesto IKEA é um abraço. Lembra-nos que, no fundo, o Natal não está nos objetos, está nas pessoas que se sentam à nossa frente. IKEA. A vida acontece à mesa. Mais uma edição do "Brainstorming" e esta já em altura de Natal. Falamos acerca de algo que fazemos todos os anos: compramos presentes, embrulhamos, rasgamos e depois o papel e outras coisas vai tudo para o lixo. Segundo a Quercus, só no Natal são desperdiçados cerca de 12 milhões de rolos de papel de embrulho. Equivale a 3 milhões de árvores por ano, caramba! E é neste contexto que nasce a iniciativa Água de Luso, um ecopack de 10 litros com inspiração natalícia e pensado para estar em qualquer lugar. Para nos ajudares a perceber esta iniciativa, temos conosco a Rita Torres, a responsável de marketing da Água de Luso. Rita, muito bem-vinda aqui ao "Brainstorming". Começo por te perguntar: que campanha é esta? Explica-nos lá.
Olá, Hugo. Antes de mais, obrigada pelo convite. É um gosto estar aqui.
É um gosto receber-te também.
Como estava a dizer, é a primeira vez que estou aqui a fazer rádio, portanto, vais ficar na minha história, pelo menos.
E na nossa também. As estreias são sempre marcantes.
Para te contar aqui um bocadinho, acho que é importante só percebermos o contexto da Água de Luso na vida dos portugueses. Somos uma marca que já tem 173 anos, portanto, é uma marca que está aqui há muitas gerações.
Quase bicentenária.
É verdade. E daqui a dois anos estamos a fazer os 175 anos, já estamos a preparar. Mas pronto, nesse sentido, somos uma marca que tem estado junto dos portugueses desde sempre, uma marca que atravessa gerações, sempre muito ligada à parte do cuidado, dos gestos de cuidado, de cuidarmos uns dos outros. Isso está no nosso ADN, nos nossos valores como marca, na nossa identidade. E, nesse sentido, o Natal é uma ocasião por excelência em que nós celebramos esses momentos de estarmos com quem gostamos. E, portanto, para nós fez todo sentido vestirmos a rigor para esta ocasião. Daí termos o ecopack. Para quem não saiba, é o nosso formato, que é de cartão, uma caixa de cartão, que tem um saco lá dentro de 10 litros e tem uma vertente que os marketeers adoram, que é superfácil de personalizar sem grandes trabalhos de artes finais e podemos criativamente explorá-lo muito. E, portanto, decidimos fazer uma edição de Natal Temos três designs diferentes com temáticas de Natal para todos os gostos e para estarmos nas mesas dos portugueses na consoada. Essa foi a nossa ideia de base.
E quando é que surgiu aquele momento eureka, em que perceberam que podiam aliar a questão do desperdício do papel à intervenção social e de cuidados da Água de Lusa?
Sim. O EcoPack já nasceu por natureza com esse objetivo. Também sabemos que o consumo de plástico é muito elevado. E, portanto, queremos um formato de grande porte, mas que tenha menos plástico. O EcoPack tem menos 56% de plástico, mais ou menos, versus um garrafão. Portanto, aqui já estamos a trabalhar nessa vertente mais de sustentabilidade. Mas depois surgiu esse insight, esse facto de que 12 milhões de rolos de papel de embrulho, equivalente a três milhões de árvores, e nós temos um grande compromisso também.
São números brutais.
São. Foi super engraçado quando nós nos apercebemos disso, pensamos: "Ok, isto faz todo sentido para nós", porque outro dos pilares da nossa identidade é a sustentabilidade. Num sentido muito holístico, que é: nós temos um ecossistema que temos que preservar para a nossa água continuar a ser puríssima, a floresta da Mata do Buçaco. Isso está no nosso ADN e desde sempre nós procuramos: como é que isto, sendo um gesto de cuidado base por alguém que nós gostamos, como é que nós conseguimos que isto seja algo maior? Que é o nosso compromisso com as gerações futuras, com mais de 200 anos.
O que vier.
Nós gostamos de dizer "we are 173 years young". Temos este mindset. E fez todo sentido. Isto pode ser algo maior, partindo de um gesto de cuidado com quem gostamos, nós queremos tornar isto algo maior. E este incentivo a reutilizá-lo como um embrulho natal para alguém que gostamos.
E com a Água de Lusa a nascer nessa Mata do Buçaco, também conseguem reforçar, de alguma forma, a vossa identidade e mostrar também a ligação que têm à natureza. Afinal de contas, sem natureza não há água e sem água nada há natureza. É um ciclo.
É um ciclo. É mesmo um ciclo que demora quase 1000 anos. A natureza, com todo o cuidado, com toda a calma, com toda a paciência, e as coisas perfeitas demoram. É um ciclo incrível. Não sei se já tiveste a oportunidade de estar na Serra do Buçaco.
Nunca.
Então vou te convidar.
Ok.
Para vires lá connosco.
Se calhar vou aceitar.
Aceita, claro que sim. Eu sou suspeita, mas é mágica. Ela tem uma história incrível. Põe-me aqui a falar e não me aguento.
E vai, vamos a isso.
Desde o século XVI, foi uma ordem religiosa, que era os Carmelitas Descalços. São uma ordem religiosa que é muito desapegada dos bens materiais, muito ligados à meditação, à contemplação da natureza, à redução do desperdício e o legado que eles deixaram lá na serra foi tudo à volta disso. Tudo que tu vês na serra, eles trouxeram árvores incríveis do mundo todo, eles construíram a escadaria, a Fonte Fria, que é uma escadaria icônica feita por eles, pedrinha a pedrinha.
Portanto, tudo muito em equilíbrio, tudo com muito respeito pelo meio envolvente, tudo faz sentido.
Exato. Como eu te disse, faz parte do nosso ADN e esta história, tendo nós nascido só no século XIX, mas a Água de Luse respira toda esta história.
Incrível. Este EcoPack, como já disseste, já existia como uma opção mais sustentável. Para além, que não é pouco, do simbolismo, há mais alguma coisa que mude associada ao tema do Natal ou é apenas o embrulho que acaba por ser um pouco diferente para chamar a atenção?
Não, há mais coisas que mudam. O nosso compromisso é muito partir para a ação. Nós vamos capitalizar sobre isto no Natal, mas é algo que nós já fazemos de forma contínua, que é: nós temos uma parceria com a Fundação da Mata do Buçaco e nós trabalhamos muito na reflorestação da nossa mata. Por cada árvore que por algum motivo cai, ou com uma tempestade ou o que for, nós plantamos outra árvore para garantir esta continuidade. E o que nós desafiamos os nossos consumidores portugueses a fazer foi: partirem connosco o vosso gesto de cuidado com quem gostam. Podem-nos mandar uma mensagem para as nossas redes sociais com o vosso incrível embrulho, e nós, por cada partilha, iremos plantar uma árvore.
E não custa nada partilhar.
Não custa nada. E nós temos todo o gosto em ver também a parte criativa dos nossos consumidores.
Claro que sim, fica então o desafio para quem nos está a ouvir e agora que vamos estar com a família toda, certamente vai haver espaço para muita criatividade e para haver ali uns desafios familiares que vão dar ainda outro simbolismo a esta ação da Água de Lusa. Têm também a intenção de alargar esta ação a outros produtos, outras regiões, o que é que está pensado?
A ação é nacional. Eu vou tentar é não falar com linguagem de vendas, que é para as pessoas me perceberem. Este SKU, este produto não está disponível em todo lado, mas nas grandes superfícies temos uma boa distribuição deste produto. E a ação que nós estamos a fazer é nacional, muito mais focada nos hiperes e nos supermercados. Para além disso, nós temos todo um compromisso, como eu te estava a dizer, com a sustentabilidade, que é, por exemplo, um grande foco nosso é a nossa garrafa retornável. Ou seja, na origem da Água de Luso, começaram com garrafões retornáveis de 20, 25 litros, que as pessoas depois devolviam. A garrafa retornável é algo que nós continuamos a investir. Acabamos de investir numa nova linha que está a ser montada para o próximo ano e nós acreditamos muito nestes formatos mais sustentáveis, seja o EcoPack, seja a nossa garrafa retornável.
Que depois também trazem outros desafios, não é?
Sim, trazem outros desafios, mas que os vamos trabalhando.
Claro que sim. Estávamos aqui a falar acerca da sensibilização, da importância que as famílias, as pessoas têm também neste processo de sustentabilidade. As marcas conseguem educar os consumidores também através destas campanhas, destas iniciativas. É esse o objetivo, educar ou apenas dar pistas, guiar um bocadinho?
Eu acho que podes ter sempre o papel educativo, mas acima de tudo, se os conseguires inspirar, eu acho que essa é a coisa mais importante, que é tocar na parte mais emocional, as pessoas terem noção do impacto e quererem depois proativamente também ter o seu contributo para as gerações futuras.
Ou seja, em vez de fazermos mecanicamente, fazermos porque está dentro de nós, não é?
Acho que se conseguirmos ir pela veia emocional, é assim que conseguimos mudar percepções e comportamentos.
Eu gosto muito da pedagogia em contextos não formais, portanto, totalmente alinhado com isso que estavas a dizer. Na Fundação Luz trabalham em parceria com outras organizações ambientais. Gostava de saber como é que isto acontece, se estas parcerias influenciam a forma como as campanhas e também, neste caso, o EcoPack é desenhado, é comunicado, estas parcerias que vão estabelecendo são também inspiradoras quando criam novas campanhas, novos formatos.
São, sem dúvida, inspiradoras e nós vemos como parceiros. Nós temos muito a aprender com eles. Por exemplo, já tinha falado aqui da Fundação Mata do Bussaco, que é nosso parceiro também aqui nesta ação do EcoPack. O presidente da fundação é biólogo, nós aprendemos imenso de cada vez que lá vamos. Temos também noutras vertentes, não é só na proteção do nosso ecossistema, tens também toda a parte de saúde e bem-estar. Nós temos as nossas termas, que é algo que nós também tentamos potenciar e trazer os benefícios da nossa água termal.
Porque a saúde e o bem-estar não são unidimensionais.
Não, de todo. E mesmo com a nossa comunidade. Nós somos ali da zona da Mieirada, da vila de Luso, o nosso papel para a nossa comunidade, as pessoas dali, nós queremos muito estar próximos deles e perto da nossa comunidade.
Fazer a diferença também no local para depois atingir o global. Fizeste-me o convite para visitar o vosso local.
O nosso diamante em bruto.
O vosso diamante em bruto, sim, a Mata do Bussaco e tudo o que vão fazendo por lá. Quem vos quiser visitar também o pode fazer?
Pode fazer.
Ou só com um convite tão específico como este?
Não, desafio-vos a todos. Como eu estava a dizer, eu sou suspeita, mas a Mata do Bussaco é efetivamente uma mata especial. Vão até à zona da Serra do Bussaco Palace, que é a zona onde está também a fundação, podem beber lá um cafezinho. O Bussaco Palace é um palácio lindo, foi construído pelos reis no século XIX, com uma arquitetura manuelina linda. Tem também aqui uma vertente um bocadinho mais histórica, em peças lindas e que é uma experiência, sem dúvida, única. Qualquer pessoa pode ir. E podem ter, inclusive, visitas guiadas. A Fundação Mata do Bussaco trabalha com guias, são guias turísticos, mas uns são biólogos, outros têm muitos backgrounds, outros são de curso de História e a experiência é sempre riquíssima e interessante. Eu confesso que eu vou lá muitas vezes e de cada vez que vou e tenho um guia diferente, eu aprendo coisas novas. E podem também ver na Fundação da Mata do Bussaco, agendar a vossa visita guiada.
E às vezes não sabemos o que fazer a um fim de semana ou feriado.
Sim, eles têm sempre muitos programas. No verão tens os Pirilampos, à noite, visitas à noite, que é espetacular. O que não falta são dinâmicas que as pessoas podem explorar para uma escapadinha de fim de semana.
Rita, estamos quase no fim da nossa conversa. Faço sempre um desafio aos convidados do "Brainstorming", também te o faço a ti. Que música é que associarias à Água do Luso e por quê? Água de Luso. Eu sabia que ias correr nisto, caramba.
Não te preocupes, está tudo bem. É só Luso, marca Luso, podes tratá-la por tu.
Então vamos a isso. Que música é que associarias à Luso e por quê?
Olha, não foi uma pergunta nada fácil de pensar sobre ela.
Requereu pesquisa.
Requereu reflexão, mas eu gosto de um bom desafio e acredita que fiquei vários dias a pensar sobre esse assunto. Mas para mim havia uma coisa que era muito clara, tinha que ser uma música cantada em português, uma música portuguesa. Luz, Lusitânia.
O nosso berço.
A nossa marca, exatamente. A marca é muito associada também à parte da portugalidade. E depois lembrámos uma música dos Madredeus, que é o "Haja o que houver, eu estou aqui", porque a verdade é que as coisas mudam e temos muitos desafios e na correria do dia a dia, mas acho que somos uma presença diária que cultiva estes gestos de cuidado com os portugueses e é isso que nós pretendemos continuar a ser.
E a Luz continua sempre a fazer parte das nossas vidas e agora também do nosso Natal com este EcoPack, a inspirar famílias, a inspirar consumidores e a inspirar-nos também a ajudarmos a criar e a requalificar uma mata que faz parte de um ecossistema que também nos dá a água do Luso. Estivemos à conversa com a Rita Torres, responsável de marketing da Água de Luso. Rita, obrigado por teres vindo ao "Brainstorming".
Obrigada eu.
Boas festas.
Igualmente. Boas festas para ti e para a tua família.
E um bom futuro, sempre com a Água de Luso.
Obrigada.
A fechar esta edição do Brainstorming, um presente de Natal adiantado que desembrulhamos consigo: uma notícia da casa e, de resto, uma boa notícia. A boa nova é que a Rádio Observador bateu novos recordes de audiência. Ultrapassou pela primeira vez a concorrente direta TSF em share nacional e tornou-se na quinta rádio mais ouvida em Lisboa. Mais do que números, isto diz uma coisa muito importante: é que há uma comunidade atenta, curiosa e fiel que escolhe ouvir, refletir e acompanhar. E, por isso, agradecemos a si, em especial. Num ano cheio de ruído, debates e conflitos, isto é um sinal bonito que as pessoas continuam a procurar boa conversa, boas ideias e, modéstia à parte, boa companhia. E isso, convenhamos, também é muito Natal. E assim chegamos ao fim deste Brainstorming, entre campanhas que pedem mais consciência, marcas que celebram a mesa e rádios, uma em particular, a sua, que crescem porque criam relação. E assim percebemos que o Natal continua a ser isto: ligação, cuidado e presença. E é exatamente isso que também fazemos por aqui todas as semanas e que queremos continuar a fazer: acompanhar as marcas que escolhem a criatividade, a generosidade e também a irreverência, com espaço, sem pressa e com atenção. Todas elas são bem-vindas neste Brainstorming, que vai para o ar todas as segundas-feiras às 21h30, aqui na Rádio Observador, e fica também disponível em podcast, no site e na app do Observador, para além das principais plataformas. Com ajuda à produção da Inês Neto e a sonoplastia do Bernardo Almeida. Eu sou o Hugo Silva e até à próxima edição. E já que estamos em tempo de Natal, lembre-se: as melhores ideias nascem quando estamos juntos. Até para a semana.