Durante cerca de uma hora, o uso de drones no Rossio, durante a manifestação marcada para este sábado, foi proibido. A medida, inicialmente denunciada pela SIC Notícias e pela CNN Portugal, que viram os seus pedidos junto da Autoridade Aeronáutica Nacional recusados, dizia que ninguém — a não ser a PSP — poderia utilizar drones entre as 12h de sábado até à manhã do dia seguinte. Mas após as denúncias da comunicação social, a decisão acabou por ser revertida.
A PSP confirmou que pediu à Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN), a entidade que regula o espaço aéreo para estes efeitos, para limitar o uso de drones no Rossio este sábado, com o intuito de prevenir “eventuais incidentes resultantes da sua utilização simultânea e não coordenada”, referindo que a própria polícia vai utilizar drones durante os protestos. Assim, a justificação que foi dada à comunicação social é que não seria possível ter estes dispositivos não tripulados no ar por “motivos de segurança”.
Pelas 20h35 de sexta-feira, quando a Assembleia Popular se preparava para começar em Lisboa, naquela mesma praça, a PSP emitiu um comunicado a esclarecer a situação, alegando que se tratou de um “mal-entendido”. “Nunca foi intenção da PSP limitar ou impedir o exercício da atividade dos órgãos de comunicação social”, escreve a força policial. Fonte oficial da PSP explicou ao Observador que houve uma falta de clareza na submissão do pedido feito à AAN esta sexta-feira, que o objetivo seria restringir o uso de drones civis — não da comunicação social — durante as horas da manifestação.
“Nesse sentido, os voos devidamente autorizados, nomeadamente os solicitados pelos órgãos de comunicação social para acompanhamento e registo da iniciativa, poderão ser realizados, mediante a necessária articulação e coordenação com as entidades competentes, de forma a garantir a segurança de todos os intervenientes”, corrigiu a PSP, confirmando já ter procedido “aos esclarecimentos necessários junto da Autoridade Aeronáutica Nacional, reforçando que a finalidade desta medida é assegurar uma utilização coordenada e controlada do espaço aéreo, evitando a utilização indiscriminada destes equipamentos por outros operadores”, acrescenta.
A PSP reitera que a medida “visava exclusivamente salvaguardar as condições de segurança da operação policial, não colocando em causa o direito à informação nem o normal exercício da atividade dos órgãos de comunicação social”. Por isso, no espaço de uma hora, o pedido acabou por ser “anulado” pela PSP, pelo que a restrição inicialmente solicitada foi levantada e a comunicação social poderá, afinal, utilizar drones naquele período definido, em coordenação com as autoridades. De qualquer forma, carecem sempre de uma autorização expressa que só pode ser concedida pela AAN que, não vendo qualquer entrave, deverá aprovar o pedido.
Nisto tudo, por verificar que no Porto “não existe cultura” de filmar este tipo de eventos com drones, a PSP limitou o seu pedido ao palco das manifestações na cidade de Lisboa, pelo que a Invicta nunca chegou a ver qualquer restrição aplicada neste sentido esta sexta-feira.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]