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Bem-vindo ao Brainstorming, um magazine de criatividade da Rádio Observadores, onde esta semana assinalamos a entrada do país inteiro em modo junho. E junho em Portugal é mais que um mês, é um estado de espírito com cheiro a sardinha no ar e a fogareiro na roupa, som de marchas nas ruas e um sólido pimba nos pátios. Tudo isto gera uma capacidade quase irritante de pôr toda a gente a sorrir, mesmo quando o calor já começa a testar a sanidade coletiva. Há qualquer coisa nos santos populares que transforma cidades inteiras em versões mais animadas de si próprias. Lisboa acende-se com Santo António, o Porto responde com São João e pelo meio há um São Pedro e um país inteiro que vai entrando naquela sequência muito nacional, em que a tradição, a festa e o exagero convivem com uma harmonia que noutros contextos seria considerada impraticável. E porque a festa em junho tem mesmo muitas dimensões, hoje voltamos a receber Luís Soares, diretor de marketing do Rock in Rio, para falarmos do evento, das emoções, da cultura de massas e da forma como se cria uma experiência capaz de juntar multidões sem perder identidade. O que, diga-se desde já, exige um talento semelhante ao de organizar um arraial, sem que falte música, cerveja ou alguém a insistir que este ano é que a marcha do seu bairro foi injustamente avaliada. À exceção da malta de Alfama, que ficou contente com o resultado. Quanto às notícias da semana, há por aqui Lisboa em modo postal ilustrado, uma marca a celebrar a naturalidade como argumento de futuro e uma plataforma que quer pôr concertos a acontecer dentro da própria aplicação. Vamos a isto?
Ser de Lisboa é ser do mundo.
E começamos pela Delta Cafés, que voltou a lançar a campanha "Há muita Lisboa em Delta". Reforça assim a ligação da marca à capital durante a época dos santos populares. A comunicação procura sublinhar a relação entre o café e a cidade, num dos períodos mais simbólicos do calendário lisboeta, feito de arraiais, bairros iluminados, sardinhas e, claro, o tradicional manjerico, com aqueles poemas bem característicos. A campanha está presente em exterior, cinema e digital e inclui uma ativação no Elétrico 28, que percorre as zonas emblemáticas como Alfama e a Graça. É uma escolha muito feliz, porque junta mobilidade, tradição e também presença urbana numa mesma viagem, como se a marca dissesse que Lisboa não se observa apenas, bebe-se, percorre-se e, claro, vive-se. E assim também se percebe que nos santos populares, as marcas que sabem ler a cidade conseguem entrar na festa sem parecerem aqueles turistas perdidos no arraial. Também há marcas assim.
Há muita Lisboa em Delta.
Foi aqui que dei os primeiros passos no cinema. E agora é Pedras Sabores, que escolhe Daniela Melchior como a nova embaixadora numa campanha desenvolvida pela BBDO. A consultoria de produção é da PG&Co., o planeamento de meios da Initiative e a assessoria mediática da LPM. Sob o mote "Ser natural traz frutos", a marca aposta numa narrativa que cruza naturalidade, autenticidade e ambição, sem perder a leveza. O filme acompanha Daniela Melchior num regresso simbólico ao local onde começou no cinema português, através da personagem Deolinda, em "Parque Mayer", e percorre também os passos da sua trajetória até à afirmação internacional, culminando com a atriz já em registo de estrela de Hollywood a consumir Pedras Sabores. É um filme que usa o percurso da atriz como metáfora de consistência e fidelidade à própria essência. No fundo, uma campanha que nos lembra que nos santos populares e no marketing, a autenticidade continua a ser o melhor ingrediente, mesmo quando vem com brilho internacional ou ainda mais. Seguir a minha natureza foi o que me fez chegar onde eu nunca imaginei. Mais uma edição do Brainstorming. Nesta temos o prazer de voltar a conversar com o Luís Soares, diretor de marketing do Rock in Rio. Sê muito bem-vindo novamente aqui a este espaço, que também já é um bocadinho teu. Já com um pezinho na edição deste ano do Rock in Rio, vamos voltar a olhar para esta edição e perceber novamente, e agora com mais detalhe, quais é que são os destaques, o que é que podemos esperar para a edição 2026 do Rock in Rio?
Olá, é sempre um prazer estar aqui a partilhar um bocadinho daquilo que é a edição deste ano do Rock in Rio Lisboa. Há muitas novidades que a gente tem nesta edição. Desde logo, o número de atrações. Vamos ter um espetáculo aerobático, que é um half time show com espetáculo de aviões todos os dias na Cidade do Rock.
Uau! E isso é assim ao final da tarde, imagino?
É, imediatamente após o segundo concerto, às 20h.
Ok.
Entre as 20h e 20h15, ali mesmo no lusco fusco. Entre o pôr do sol e o anoitecer, em que a gente vai fazer um espetáculo de aviões aerobáticos com cinco aeronaves. Não se diz acrobáticos, diz-se aerobáticos.
Porque é de aviões, exatamente.
Porque é de aviões.
E há mais alguma surpresa que possas revelar? Isto já é uma grande surpresa. Não sabia que isto ia acontecer e, portanto, fica aqui também já esse destaque de sabermos que vai haver aviões a sobrevoar o Rock in Rio ao final da tarde, ali no lusco fusco.
Naquele cenário idílico, com enquadramento a Ponta da Estrela, mas também o Rio Tejo.
Vai ficar pra história.
Vai ficar pra história. E nós dizemos que os palcos já não são suficientes, então temos que conquistar o céu.
Uau, muito bem.
Essa é uma das grandes novidades desta edição, mas teremos vários momentos de half time show, ou seja, entre os concertos, teremos momentos dedicados à seleção nacional, de apoio à seleção nacional, porque estamos a viver Rock in Rio durante o Mundial de Futebol também. Mas teremos espetáculos tradicionais de fogos de artifício, com video mapping, espetáculo audiovisual, que teremos entre os concertos. Então estamos a falar de três grandes half time shows, de aviões, um momento Que nós vamos fazer em conjunto com o BPI, que vamos lançar bolas na clareira da cidade do rock, abrir uma bandeira de apoio à seleção. São alguns dos momentos icónicos que nós estamos a preparar para dar uma experiência verdadeiramente brutal às pessoas.
Pode-se dizer que um dos grandes objetivos desta edição é não haver tempos mortos, estar sempre alguma coisa a acontecer. Estávamos aqui a falar um bocadinho antes desta conversa. Qualquer pessoa que vá ao Rock in Rio sentir que saiu de barriga cheia no que diz respeito ao entretenimento.
É, o grande objetivo é que as pessoas tenham a maior experiência possível desde o momento que entram no recinto. O nosso recinto abre à 13h, ou seja, a partir do momento que entram no recinto, vão ter sempre o que fazer. Desde concertos a shows, atrações, momentos para desfrutarem, por isso é absolutamente determinante pra que quem nos visita, pra quem vem ao Rock in Rio Lisboa, aproveite o máximo que o festival tem pra oferecer. Estamos a falar de um recinto absolutamente gigante. Ele cresceu mais de 25 mil metros quadrados face à última edição. É uma verdadeira Disneyland da música que está ali. E para se poder conhecer toda a oferta que o festival tem pra oferecer, desde os conteúdos, desde os artistas, desde as atrações, que vai desde a roda gigante ao slide, à Rota 85, a todas as ativações de experiência. Vamos ter uma arena de futebol com dinâmicas também ligadas ao esporte.
É possível viver isso tudo num só dia?
É possível, se chegarem muito cedo, se programarem, se agendarem. Então, desde já deixo aqui a dica pra poderem fazer o download da nossa aplicação.
Ok. Também vai ajudar a orientar-nos no recinto e a planearmos melhor o nosso dia.
Exatamente. Então é algo que é mais do que o concerto, e claro que no final do dia, depois reservar a noite pra assistir aos headliners e aos co-headliners que temos no palco mundo. Mas a experiência pra ser absolutamente memorável, é importante que as pessoas cheguem cedo e que aproveitem o máximo que puderem, porque é, de facto, uma verdadeira cidade do entretenimento que está ali.
Já que percebemos que quando falamos de Rock in Rio hoje em dia, não falamos apenas de música, falamos da experiência. E por isso mesmo, também têm tido a preocupação de melhorares o recinto para receberem o público. Há algum destaque nas melhorias que fizeram para esta edição?
Olha, face à última edição, que foi a primeira edição no Parque Tejo, e esta edição é a nossa segunda edição, haveria claramente algumas melhorias que queríamos desde logo implementar, a começar pelo: dobramos o número de casas de banho, por exemplo. Aumentamos brutalmente a oferta gastronómica com muito mais opções ligadas à gastronomia, à comida, para que as pessoas também tenham mais conforto, esperem menos, não tenham tempos de fila, tanto para as casas de banho como para se alimentarem, mas também algumas experiências a nível da mobilidade de dentro do próprio recinto e também externo. O que eu quero dizer com isto? Quer dizer que dentro, o facto do parque ter crescido-
Faz com que seja mais fácil circular.
Muito mais fácil circular, as pessoas tenham muito mais liberdade pra poderem se movimentar livremente, seja mais confortável pra todas as pessoas e que as pessoas tenham uma experiência muito melhor.
E vai ser mais fácil também chegar ao recinto.
E vai ser muito mais fácil chegar ao recinto do que na última edição, porque nós fizemos uma grande aposta, em conjunto com os nossos parceiros de mobilidade, pra criar o maior projeto de mobilidade da história do festival, juntamente com a Carris, com a CP, com a Ferry Tagus, com a Telpark, com todos os parceiros.
Portanto, aqui os transportes públicos desempenham um papel fundamental.
Eu diria determinante e absolutamente fundamental para que as pessoas tenham uma experiência boa. Ou seja, desde o momento que chegam, por exemplo, vindo de qualquer parte do país, seja através de comboio, seja através da Rede Expressa ou FlixBus, seja através da própria cidade, nós temos em marcha um plano brutal com a Carris, com shuttles, em que as pessoas podem comprar esse mesmo shuttle que os traz desde a Gare do Oriente até ao festival. Podem ir a pé também, ou seja, há uma falsa noção, mas é relativamente fácil chegar, sobretudo pra quem vive aqui na zona do Parque das Nações, e que tem, de facto, ali uma mobilidade. E não esquecer que há uma estação de comboios que está a sete minutos a pé do recinto, que é a estação de Sacavém.
Ok. Portanto, estas são as dicas fundamentais. A estação de Sacavém, a sete minutos a pé.
Gare do Oriente com o shuttle Carris.
E também a deslocação a pé vindo pela zona do Parque das Nações. É muito agradável também ali o passeio. E todas as informações também estarão disponíveis, certamente, não só no vosso site, mas também na app que estavas a falar para os smartphones. São várias as marcas patrocinadoras, existem também muitas ativações de marca no recinto. Já aqui falaste da questão do show aerobático e depois da outra ativação que vai ser feita em parceria com o BPI. Pra além dessa ativação, o que é que podemos esperar este ano das marcas que apoiam e que se envolvem com o Rock in Rio Lisboa?
Nós temos um envolvimento muito grande de alguns dos nossos patrocinadores, a começar desde uma grande aposta no nosso festival, que foi feita pela Coca-Cola, que apoia o nosso festival como um tier one festival. O que isso quer dizer? Ou seja, que é um dos principais ativos de música no mundo, é o Rock in Rio Lisboa, numa lógica de patrocinador global. Então estão com grande envolvimento, não só naquilo que diz respeito à parte da experiência do público, das suas próprias ativações, mas também teremos e contaremos com o TikTok na roda gigante.
Portanto, marcas globais, não só marcas nacionais, mas marcas globais que também trazem outra dimensão para as ativações e para tudo que é programado pra dentro do festival.
Marcas globais que apostam no IP Rock in Rio, ou seja, na marca Rock in Rio Lisboa, para poderem fazer comunicações internacionais, e não só comunicar o Rock in Rio, mas Cidade de Lisboa e Portugal, mas as marcas nacionais que se projetam como grandes, como é o caso da Super Bock, como é o caso do BPI que falei, o caso do Intermarché, o caso da BP, o caso de tantas marcas com operações nacionais, mas que se projetam com o IP internacional, como é o caso do Rock in Rio, que é absolutamente extraordinário.
E imagino que também percebam que as marcas não se usam do Rock in Rio para obter valor e reconhecimento por parte do público, mas também quando as próprias marcas entram no Rock in Rio, querem levar algo de novo acrescentar ao que o festival já traz.
Nós vivemos na era da experiência e vivemos numa era em que o digital nos consome por absoluto. Desde os nossos trabalhos até à forma como lidamos com a tecnologia hoje em dia, que está completamente indissociável daquilo que é o nosso quotidiano, é fundamental nós termos tempo para estarmos juntos ao vivo. É fundamental que a gente consiga ter uma experiência que nos fique e nos perdure na memória. As marcas que proporcionam experiências ao seu público de forma diferenciada e ao vivo conseguem ter um recall muito mais permanente naquilo que é a memória que geram nos seus consumidores. Então, o facto de qualquer uma destas marcas que ativa um festival, como é o caso do Rock in Rio, que se envolve na parte da programação do próprio festival, que pensa como interagir da melhor forma para deixar uma memória que fica e que perdura para sempre na memória do consumidor, é algo que é absolutamente determinante nos dias de hoje.
Portanto, posso dizer que já não basta estar num festival, tem que se fazer parte do festival.
Tem que se fazer parte da experiência. Não basta anunciar, porque estão lá 100 mil pessoas por dia. Não é esse o foco. É sobre viver a comunicação desde antes, no pré, no durante e depois no pós.
Estavas a falar do digital versus real, por assim dizer, ainda assim, para vivermos o real e para depois podermos também partilhar as experiências com os nossos amigos e com as nossas comunidades. As redes sociais são muito importantes e o digital aí também. Qual é que é a vossa estratégia nesta área do digital? Isto também tem a ver com a forma como o Rock in Rio foi evoluindo, não só em Lisboa, mas um pouco por todo o mundo, cada vez maior presença no digital.
O digital, como disse, faz parte das nossas vidas hoje em dia. Então nós temos que olhar pro digital como algo que é natural e que é uma linguagem natural. E quando eu falo digital, não falo só das redes sociais, falo de toda a infraestrutura digital que existe, desde o site, aplicação, tudo. O universo de influencers, embaixadores, tudo isso é fundamental para que a gente consiga amplificar e chegar às pessoas de uma forma natural, mas o digital assume-se hoje como uma extensão daquilo que é a nossa comunicação. Uma extensão de uma forma em que tem que ser pensada, estamos numa casa de comunicação, aqui o Rádio Observador, mas tem que ser pensada para estarmos em contato quase diariamente com as nossas pessoas, com os nossos fãs, com o nosso público, e ir alimentando ao longo do tempo, muito mais do que só dar novidades sobre o artista A, B ou C, ou atração Y ou Z, é podermos estar a conversar quase de uma forma natural, gerando conteúdo o tempo todo e também descentralizando aquilo que é a nossa comunicação. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer, por exemplo, nós este ano decidimos fazer um Road to Rock in Rio. E esse Road to Rock in Rio é um conjunto de iniciativas que aconteceram internacionalmente e nacionalmente. Então fizemos o takeover da estação de King's Cross St Pancras em Londres. Estivemos em pleno centro de Madri, na Plaza Callao, a fazer uma grande ativação, mas estivemos em Braga, estivemos em Viseu, estivemos no Porto duas vezes. Estivemos a criar um conjunto de ativações que vivem e que se relacionam e que se conectam com as pessoas também muito através das redes sociais e das plataformas digitais, mas de uma forma de descentralização dessa comunicação, gerando conteúdo always on, de uma forma permanente, ou seja, uma forma continuada.
E portanto, o evento já não é só os dias, e aqui recordar 20, 21, 27 e 28 de junho, no Parque Tejo, em Lisboa. O evento começa muito antes, a experiência começa muito antes. Recordar também aqui alguns dos cabeças de cartaz: Katy Perry, Linkin Park, Rod Stewart, 21 Savage e muito mais para assistir dias 20, 21, 27 e 28 de junho. Ainda há bilhetes para todos os dias?
Não, já não há, por isso corram para aqueles que faltam. Diria que há aqui dois dias absolutamente fantásticos, que são uma oportunidade única, que é o dia 27, que é o Legends Day com Rod Stewart, que é a última vez que ele vai estar nos palcos, por isso aproveitem e apressem-se para garantir com Cindy Lauper, com Joss Stone, mas também o último dia, o dia 28, que é um dia que nós temos o exclusivo europeu do 21 Savages, do Central See, a primeira vez em Lisboa, mas que é um dia mais urbano, dedicado à música urbana e pro público mais jovem. Mas eu diria que apressem-se, porque já já vão esgotar os bilhetes.
Bilhetes à venda na loja do Rock in Rio, na Fever, Apex Rock in Rio, há também bilhetes à venda na Worten e para mais informações, lá está o site rockinriolisboa.pt e também a aplicação para dispositivos móveis. Luís, já sabes como é que terminamos a nossa conversa. Suponho que eventualmente queiras fazer algum último convite aos nossos ouvintes para irem ao Rock in Rio escolhendo uma música que faça fit com a edição 2026 do Rock in Rio Lisboa.
Agora a música que eu escolheria, vou ser mais humorista, que é "Mr. Bombastic" do Mr. Lover Lover, do Shaggy.
Ok.
Para ser uma grande festa no dia 27. É um dia que eu quero muito ver.
E é com o Shaggy que terminamos então esta conversa com o Luís Soares, diretor de marketing do Rock in Rio. É não perderes, edição 2026, vai tomar conta do Parque Tejo e promete dias cheios de entretenimento. Muito obrigado, Luís, por ter vindo novamente ao Brand Storming e até breve. Muito sucesso para esta edição.
Muito obrigado.
Quase no final do Brainstorming desta semana, olhamos para o Spotify, que está a desenvolver uma nova funcionalidade que poderá permitir a transmissão de concertos e também de festivais dentro da própria aplicação. A estratégia alarga assim a plataforma para lá do streaming de áudio e reforça a aposta em vídeo, eventos ao vivo e novas plataformas de ligação entre artistas e público. E a novidade surge, de resto, no momento em que a plataforma já trabalha funcionalidades ligadas a concertos próximos, como recomendações de bilhetes, e pode também abrir caminho a uma presença mais forte no ecossistema dos espetáculos ao vivo. Aqui, o elo de ligação com o tema da semana é óbvio. No país dos Santos Populares, a música nunca é só acompanhamento, é sempre o centro da festa, seja na rua ou agora, aparentemente, também na app. No Brainstorming de hoje falámos de Lisboa em modo Delta, de uma atriz que faz da naturalidade uma forma de força e de uma Spotify que quer transformar o direto num novo palco digital. Com o Luís Soares do Rock in Rio falámos também de como se constrói uma experiência que vive da emoção coletiva e também da capacidade de pôr toda a gente a cantar em uníssono, algo que em junho ninguém estranha. No fundo, os Santos Populares lembram-nos que a festa não é apenas barulho e calendário, é pertença, é memória, é repetição feliz e uma certa arte portuguesa de transformar o calor em convívio. Por falar em convívio, o próximo arraial de criatividade chamado Brainstorming está marcado para a próxima segunda-feira, depois das 10 da noite. Contamos consigo na Rádio Observador. O Brainstorming fica também disponível para ouvir do início, voltar a ouvir e partilhar nas principais plataformas de podcast e também, naturalmente, nas redes do Observador. Com a ajuda à produção da Inês Neto e a sonoplastia mais afinada que um cavalinho das marchas, do Pedro Oliveira. Eu sou o Hugo Silva e até à próxima edição, lembre-se: nos Santos Populares, como nas boas campanhas, a tradição ganha força quando sabe dar espetáculo. Até para a semana.