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Este é o podcast mais puro, mais claro e mais fresco que há. Será que já sabemos tudo sobre o elemento mais presente na nossa vida? Bem-vindos ao primeiro episódio de "Claro como Água", um podcast da iniciativa Vimero Explica, onde recebemos especialistas para nos falar sobre aquilo que nos nutre, equilibra e mata a sede: a água. Hoje, a nossa primeira convidada é Manuela Azevedo, não é a cantora que curiosamente tem uma música sobre água, que mistura hidrogênio com homens, H2"homem", mas Manuela Azevedo, geóloga e especialista na área. Olá, Manuela, bem-vinda à Rádio Observador.

Boa tarde, muito obrigada pelo convite.

Quantas vezes já lhe pediram para cantar a música dos Clã? Conte-me lá.

Nunca pediram, porque certamente iam ter uma grande desilusão. Então é melhor ficar no domínio dos minerais, das rochas e da água e esquecer essa parte.

Os seus alunos não lhe pedem isso?

Não. Mas a música tem um certo interesse, digamos assim, porque aborda a água de maneiras muito diferentes e pode ser um alerta muito importante para quem ouve.

Exatamente, por acaso. E é uma música muito bonita também. Todos sabemos que a água é composta por três átomos, dois de hidrogênio e um de oxigênio, parece tão simples. Mas nem toda a água é própria para consumo. Diria até que a maioria não é, como é o caso dos oceanos, mas felizmente existem outros tipos que nos saciam. Fale-nos um pouco da origem da água e das várias águas existentes para beber, Manuela.

Existem muitas águas, muito diferentes, que aparecem no nosso planeta devido ao ciclo da água, que conhecemos, vem desde o passado até agora. Há muitas coisas que as distinguem. A origem dela é sempre a mesma, principalmente quando estamos a falar de águas, como vamos falar mais adiante, de minerais naturais, etc. É uma água de infiltração que depois tem um caminho em que vai absorver minerais para depois nós consumimos com uma certa riqueza, porque nós não bebemos água destilada, bebemos uma água que já tem determinados componentes.

Então quer dizer que está nos lençóis d'água, será?

Podemos dizer lençóis d'água, podemos dizer de uma maneira muito simples, que a água circula em profundidade como se fosse num rio, que não é verdade, mas para ser mais fácil. E esse rio que circula em profundidade vai captar, ao passar por lá, na música da Manuela Azevedo, que não sou eu, diz que a água fura, que a água vai furar. A água não fura. Furar é muito forte. A água vai passando suavemente pelas rochas e vai adquirindo o que elas têm para nos dar. Como nós temos um universo enorme de rochas, que toda mundo conhece, quando vai por uma estrada, vê não sei quantas rochas diferentes, que até chamam calhaus, mas não são, são rochas, são minerais, ela vai circulando e vai apanhando as características que estão na rocha. Por exemplo, se ela tem cálcio, fica com cálcio.

Portanto, a qualidade da rocha é também muito importante.

Chamamos mais o tipo de rocha, o tipo de nutrientes que tem a rocha, porque os minerais também são nutrientes, mas são nutrientes inorgânicos, ela vai captando os nutrientes que tem determinada rocha.

Assim, de forma muito resumida, qual é o processo natural que está na origem das águas minerais e de nascentes? Já falou aqui um pouco. Como se compara o processo de potabilidade da água da torneira?

Não é comparável, porque a água que falamos aqui de lençóis, quando ela circular, é uma água que infiltra, circula em profundidade e adquire mineralização. E essa água, que nós chamamos mineral natural, é engarrafada exatamente como vem da natureza. Não pode sofrer qualquer tipo de transformação. Ela tem que ser rigorosamente aquilo que tem na captação onde nós a estamos a tirar. E não pode sofrer qualquer tipo de tratamento. Ela enriquece por si só em minerais, que são essenciais para nosso organismo, mas, por outro lado, não pode ser comparável com uma água de consumo humano, porque a água de consumo humano é tratada. A água de consumo humano pode vir, como no caso de Lisboa, que é abastecida pela barragem de Castelo Bode, que é o Rio Zêzere.

Foi algo que eu descobri muito recentemente, mas é porque não sou de Lisboa, mas percebi que toda mundo em Lisboa sabia isso.

Não, não se sabe.

Ok, então pronto, já não me sinto mal.

A água tem vindo progressivamente a ser mais poluída e logo tem de ser mais descontaminada.

E antigamente as nódoas deviam sair muito melhor, porque também se lavava a água.

Sim, provavelmente sim, só que na água mineral natural não pode alterar nada. Aquilo que a água, no seu trajeto em profundidade, porque ela infiltra, depura, ou seja, tira as substâncias que está a infiltrar, pode levar algo que não seja bom, mas ela infiltra e ela está tanto tempo em profundidade que adquire as características das rochas e dos minerais onde passa. E não pode ter qualquer tipo de manipulação. Uma água mineral natural, e as pessoas cada vez mais estão voltadas para a natureza, para o prazer da natureza, se quer uma água mineral natural, aí tem a natureza na sua realidade. É perfeito.

Então, quais são os minerais existentes na água e como é que, já falou disso, como é que a água ganha esses minerais? Através das rochas, não é?

Sim. Às vezes perguntam por que há tantas rochas diferentes. E não é por estarmos em Portugal, mas Portugal é o país que tem mais diversidade de águas minerais naturais, porque nós temos rochas muito diferentes. O nosso país é uma variedade de tudo. Nós temos sol, temos mar, temos terra, temos o que for. E isso também propicia à água um trajeto diferente. Daí nós sermos o país que tem mais variedade. Nós temos águas com uma variedade enorme.

E eu costumo dizer que a água em Portugal é a melhor de todos os países onde eu já visitei. Não há volta a dar.

Sim, porque na grande maioria dos países não se usa água mineral natural, usa-se água tratada. Se for à América, nem pense em ter água mineral natural. Pode ter, mas a grande maioria da água que vai ter na América é água que foi tratada, porque eles não têm disponibilidade para.

Mas têm tanta natureza

Têm tanta natureza, mas por vezes não a sabem aproveitar.

Nós temos mais experiência nisso.

Nós temos, desde há muitos anos, muito o culto da água. Portugal é tido como um país que tem muito o culto da água, portanto poderá advir daí.

Então como é que se caracteriza o nosso país em termos geológicos e de que forma isto influencia as águas?

De uma maneira muito simplista. Perguntou-me que minerais é que pode ter a água. A água pode ter todos os minerais. Todos os minerais que encontra, de uma forma muito simples, todos os que tem por aí, todos cálcio, sódio, cloro, lítio, o que for, a água pode ter tudo, porque é a rocha que lhe dá. Portanto, ao circular ela tem tudo para mineralizar, para ficar enriquecida. Se for para as águas, por exemplo, de Luso, ela vai ser muito enriquecida em sílica. Se for para as águas do Vimeiro, elas hão de ter mais cálcio. Sendo que, depois que nós fizemos o balanço, e se tiverem a oportunidade de ir ver ao site das águas do Vimeiro, a nossa água acaba por ser aquela que tem os minerais que são necessários para a saúde de uma forma equilibrada.

É do Vimeiro.

É do Vimeiro, porque uma água pode ser muito mineralizada, a água do mar é muito mineralizada. Olha, vamos beber água do mar. Não vamos beber água do mar. A água do Vimeiro tem a característica de ter as quantidades certas de equilíbrio para o organismo. Daí que a nossa água tenha um pH de 7.2, que é o pH do equilíbrio. Portanto, se ela tem o pH do equilíbrio, tem o equilíbrio da natureza e está refletido nos minerais que andam ali a saltitar.

O pH é outra história.

O pH é outra história, mas essa história às vezes está um pouquinho mal contada.

Já lá vamos então. O nosso país tem vários tipos de rochas que não encontramos, por exemplo, nos Estados Unidos ou noutros países. Somos os melhores em termos de rochas?

Não, não somos nada os melhores em termos de rochas.

Não somos o Cristiano Ronaldo das rochas?

Não, não somos o Cristiano Ronaldo das rochas. Temos uma grande variedade, mas estas rochas há distribuídas por todo o mundo. Há duas ou três que são só específicas de Portugal.

Por exemplo, as pedras parideiras.

Exatamente.

São específicas da Europa.

Só existem em Portugal e na Rússia. Até às vezes quando estou lá no Vimeiro, até às vezes com os administradores, quando eu digo assim: "Esta água é única." "É única, mas não pode dizer isso." Posso dizer isso, porque não encontro nenhuma água que tenha o mesmo trajeto em profundidade. Quando vai daqui para a Avenida da Liberdade, para ser fácil, encontra prédios diferentes. A água no seu circuito por Portugal também encontra rochas diferentes e ela vai, tira carga de minerais que essas rochas têm.

Bom, como é que se caracteriza então a pureza da água?

A pureza da água, está a falar da água mineral natural?

Sim. Acho que sim.

Nós podemos ir à pureza do ar. Nós podemos falar da pureza da água.

Da torneira também, não é? Essa pureza não é tão boa.

Não é tão boa porque já foi modificada.

Exatamente.

Em todo o processo. Imagina o quê? Tem a água, vem, vai para os depósitos, é tratada nos depósitos, tem não sei quantos indicadores, tem não sei quantas variações de higienizantes, digamos assim, depois é decantada, etc. Depois vai para as torneiras todas.

E depois em cada cano também existe.

Exatamente.

Na nossa própria torneira!

Na nossa própria. E sabe o que é que safa de não apanhar? Pois é, porque tem lá muito cloro. Porque se não tivesse lá uma grande quantidade de cloro, não podia vir aquela água.

O sistema imunitário não aguentava.

Não, porque havia por lá muitos micro que iam dar cabo daquilo tudo. Portanto, quando diz natural, se vamos para natural, eu não posso chamar essa uma água natural porque ela foi manipulada. Natural é aquela que vai da nascente e bebe. Ponto final. O único trajeto que ela tem é da nascente para ser engarrafada. De resto, acabou. Ela não tem mais trajeto nenhum. Nem pode, porque no dia em que nós não tivermos uma água rigorosamente igual, já nem vou falar em contaminação, por isso é zero, nem vale a pena falar nesses termos, em termos de água mineral natural. E além disso, ela mantém as características físico-químicas.

Ou seja, vocês fazem testes e são consistentes nessa pureza.

Nós fizemos testes todos os dias na captação, para ver se ela está microbiologicamente-

Todos os dias?

Todos os dias. Na adução, portanto, na adução o quê? A água vem da captação, tem ali um trajeto até um depósito onde é armazenado. Temos análises todos os dias nos depósitos, todos os dias dentro do sítio onde se enche a garrafa e todos os dias, de hora a hora, no produto acabado que é a garrafinha que nós vemos. Portanto, chega a garrafinha, chega lá um senhor, tira e vê e vai para o laboratório ver se está bem ou não. Todos os dias, toda a hora. É um processo super-rápido. Estamos a encher milhares de garrafas, portanto, é um processo super-rápido.

Qual é a importância dos minerais presentes na água? Acredito que para a saúde faça toda a diferença, não é?

É assim, cada mineral tem uma função. O mais fácil, o cálcio. Toda a gente sabe que o cálcio é bom para os ossos. A água do Vimeiro tem, as águas minerais têm, mas a água do Vimeiro tem maior.

Isso é bom saber. Afinal, o cálcio é daquelas coisas que uma pessoa vai precisar cada vez mais.

Tem cálcio, tem ferro, tem magnésio, isto no âmbito dos elementos maiores, daqueles que nós estamos mais habituados a falar. Porque depois, dentro dos micro, aqueles que existem muito pouquinhos na água, a nível desses micro, pode-me perguntar o número da tabela periódica que quase de certeza ele está na água.

Fósforo.

Também.

Potássio.

Também. Magnésio, que também está.

Ah, magnésio, pois é.

E está, vou repetir, não queria ser muito repetitiva, mas acho que é importante que se perceba isso, é que está na quantidade exata que nós necessitamos para o organismo.

Ok.

E a água é, vou utilizar aqui um palavrão, mas acho que facilmente se chega lá, é biodisponível. O que é isso de a água ser biodisponível? Ela tem cálcio. E pode-me dizer: "Então mas eu vou comprar ali qualquer coisa que tenha muito cálcio e Tudo bem, mas esse alimento que vai ter o cálcio vai sofrer digestão. A água não sofre digestão, vai diretamente para as células. Por isso é que ela é biodisponível, está a beber água e sabe perfeitamente que aquilo não vai ter digestão nenhuma. Os minerais que lá estão vão diretamente para a célula. E a célula depois tem todo o mecanismo dela para ver se quer mais, se quer menos ou se quer igual. Mas aqui é biodisponível, está ali disponível para si. A riqueza da água é muito importante, porque senão nós bebíamos água destilada. A água destilada não tem nada. Essa é que é o H2O lá da música.

A água destilada, que é aquela que se mete no carro.

Exatamente. É destilada, não tem nada. Mas é essa a água, é a água da chuva. Dito de uma maneira muito simples, é a água da chuva que se infiltra e que no percurso que ela faz-

Através das rochas.

Através das rochas, dançando, cantando, o que for, saltitando, ela depois vai adquirir aquilo que a rocha lhe dá.

E o que faz com que a água do Vimedo tenha mais minerais que as restantes águas sem gás engarrafadas portuguesas?

Naquela zona já houve mar. Se houve mar, já houve sal-gema, já houve gesso. E isso fez com que naquela zona haja uma grande heterogeneidade de rochas. Não vou agora dizer os nomes.

Diga alguns nomes.

Então digo.

Eu gosto de nomes de rochas.

O gesso, a sal-gema, o calcário. Ela passa por todo esse tipo de rochas, que também são mais solúveis que, por exemplo, o granito. E ela ali vai acompanhar e é durante muito tempo. Nós já tivemos indicações, já fizemos estudos. A nossa água tem mais de 50 mil anos. É muito tempo de residência, porque a nossa água é infiltrada a cerca de 30 km do sítio de onde nós captamos. E é essa heterogeneidade, o ser diferente, as rochas serem todas muito diferentes e haver várias, que faz com que ela seja-

E esse caminho longo também beneficia? A água beneficia desse caminho mais longo, ou seja, dessa captura?

Beneficia se estiver a falar em termos de enriquecimento em minerais. Aí, sem dúvida, quanto mais tempo residir, mais minerais ela terá. Aqui neste caso, é mesmo a heterogeneidade das rochas, porque há bocadinho falava-se em Monchique. Monchique só passa por um tipo de rocha.

Qual é?

É o cianito. É um cianito, mas é só um tipo de rocha, só tem um determinado tipo de minerais, aqueles base. Esta tem mais, passa por mais rochas diferentes.

E também nos nutre muito mais, então.

Sim, porque como já disse várias vezes, tem aquilo que nós necessitamos nas quantidades equilibradas para nós.

Existe aquela ideia de que a água não tem sabor. O que é que faz com que a água Vimedo tenha um sabor tão característico?

É exatamente a mineralização.

E parece mesmo isso que mata a sede.

O sabor dela, para além de ser benéfica para a saúde em todas as suas vertentes, faz com que ela tenha admidadoras especiais. Quem bebe água do Vimedo uma vez e a segunda vez, depois as outras águas são algo que já não entram na sua dieta alimentar. Porque como sabe, agora também há aquelas cartas d'águas para ver qual é o peixe seco, a água mais mineralizada, menos mineralizada. Para pessoas que querem falar da água, e acho que deveriam ser todas, não só por serem minerais e serem boas para a saúde, mas também para não a desperdiçarem, que também acho que é muito importante. Mas agora também há a carta da águas em que nós vamos ver qual é que acompanha melhor. Se há águas, se têm minerais diferentes, têm de ser sabores diferentes. E a água também deve começar a ser apreciada pelo seu sabor. É isso que a distingue. As pessoas gostam água com sabor.

É uma água que sacia, não é?

Mas querem água com sabores. Para que água com sabores, já tem uma água que tem sabor e até tem tudo aquilo que ela gosta. O sabor é água, como se dizia no passado, como dizíamos que a água não tinha o sabor, a água tem sabor, porque se eu pusesse aqui cinco águas diferentes-

Eu iria notar.

Sem dúvida.

Sem dúvida. Por exemplo, da torneira. Eu até às vezes das diferentes torneiras de Portugal consigo.

E por quê?

Porque é o cano, não sei.

Não, porque cada região também tende a aproveitar aquilo que, pronto.

Mas o tratamento é homogêneo, ou seja, usam o mesmo tipo de tratamentos para todas as águas. Os serviços municipalizados também.

Eles têm de garantir que a água tem aquelas características de água para consumo humano, que tem uma legislação toda.

Sim, todas as águas têm de ser próprias para consumo humano.

E tem uma legislação mesmo, que não podem ter mais cálcio, mais sódio. Tem uma legislação para água de consumo humano. Mas se for, por exemplo, Albufeira, em que a água é muito mineralizada, eles não conseguem entrar num processo de desmineralização que ia fazer com que a água ficasse muito cara. E o tipo de rochas que tem Albufeira não é o mesmo que tem na bacia do Zêzere, por exemplo. Aí a água também vai ser um bocadinho de acordo com aquilo que é levado para lá pela câmara e tem de garantir que ela é microbiologicamente própria. E sim, não pode estar contaminada, mas relativamente à origem, e nós conseguimos perceber, quanto mais manipulada ela for, mais cara fica. Daí ter um sabor diferente quando vai para o Algarve, quando vai para a Serra da Estrela. Na Serra da Estrela até bebe da torneira, se for ali de um poço do senhor do lado.

Sim. Manuela Azevedo, muito obrigada. Saímos daqui muito mais esclarecidos e seguramente com vontade de beber água, porque a água também tem esse dom. Se vemos um lago, apetece mergulhar. Se falamos de água, apetece beber sempre, não é?

E mesmo que não apeteça, deve beber sempre. Mineral ou não mineral, deve beber sempre. Se conseguir juntar os dois aspetos, ou seja, o ser saciado em água e ao mesmo tempo estar a enriquecer as suas celulazinhas, o seu corpo, o seu organismo, naquilo que elas nos nutrientes que necessitam, é melhor beber água mineral natural.

E agora vou partilhar consigo uma curiosidade que vem mesmo a propósito, ainda por cima sendo geóloga. Existe a mesma quantidade de água na Terra que havia quando a Terra foi formada. Não digo em estado líquido, em vários estados. Ou seja, a água da torneira pode conter moléculas que os dinossauros também beberam.

Claro que sim. E as crianças gostam muito de dinossauros, portanto, claro que sim. Porque se nós percebemos que o nosso corpo, e estamos sempre a dizer que o nosso corpo tem 72% de água, os outros animais também. E alguns têm muito mais. Esses que eram grandes também tinham. E a água recicla-se, portanto, nós podemos dizer que podemos ter no nosso organismo uma molécula que vem de um dinossauro.

E a água Vimedo também, porque já tem todos esses anos, portanto, seguramente terá também alguma molécula de um T-Rex.

Ainda por cima temos ali na Lourinhã imensos dinossauros, portanto é normal que isso possa acontecer. E a água é um ciclo e como dizia lá o avô Zé: "Nada se faz, tudo se transforma, nada se cria". Nós estamos num sistema que é a Terra, que é um sistema fechado. Portanto, nós podemos ter aqui uma moleculazinha de H2O de um dinossauro.

Manuela Azevedo, muito obrigada. E assim terminamos o primeiro episódio de "Claro como Água", um podcast da iniciativa Vimedo Explica, que quer deixar tudo claro sobre a água. Está disponível em todas as plataformas de podcast e no site do Observador. Até à próxima e já sabe, cuide do seu corpo por inteiro, beba água do Vimedo.