Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está no ar a conferência de imprensa da Rádio Observador, espaço onde passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é do jornalista Martim Madeira. Bom dia, Martim.
Bom dia.
Vamos começar com o jornal Público, que em manchete tem o debate e as tensões da moção de censura que vai decorrer hoje de manhã ou à tarde.
Sim, um debate que surge a pedido do Chega e que será discutido hoje depois da audiência do ministro da Administração Interna, que é de manhã, como estavas a mencionar. Luís Neves vai ser ouvido esta manhã, é um dos pontos principais para a apresentação da moção de censura por parte do Chega. Em causa estão os vários casos que envolvem Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ, desde a piscina que virou tanque, que depois virou piscina e tornou a voltar tanque, o atrelado apreendido, até ao carro emprestado pela judiciária. Apesar da apresentação da moção de censura, André Ventura já esclareceu que o Chega vai dialogar com o Executivo, mesmo que o primeiro-ministro decida manter Luís Neves no cargo. Entretanto, o Observador revela também que o Partido Socialista vai abster-se nesta moção de censura.
E em manchete no Diário de Notícias, os agricultores endurecem as críticas ao governo e acusam o Executivo de castigar o setor pela falta de apoios.
De acordo com o jornal, a paciência dos produtores está a esgotar-se devido ao aumento do custo dos combustíveis, que está a estrangular a atividade agrícola. O secretário-geral da CAP, Luís Mira, lamenta que Portugal não esteja a fazer nada em comparação, por exemplo, com Espanha. Enquanto o governo espanhol já mobilizou mais de € 1 mil milhões em auxílios de crise para fertilizantes e energia, Portugal atribuiu apenas € 26 milhões. Este descontentamento gerou protestos na segunda-feira, com um buzinão na Ponte 25 de Abril e uma marcha lenta em Sines. Em resposta, o ministro Manuel Castro Almeida anunciou que o governo vai avançar muito em breve com medidas para bonificar o custo do gasóleo agrícola.
Passamos ao Jornal de Notícias. Martim, faleceu o antigo presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, aos 64 anos.
O antigo autarca faleceu na madrugada de segunda-feira no Hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado. Foi engenheiro civil de formação. Nuno Cardoso liderou a autarquia portuense entre 99 e 2002. Deixou uma marca profunda no urbanismo e na mobilidade da cidade, estando associado ao planeamento da rede de metro do Porto e às obras da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. O atual presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, decretou dois dias de luto municipal. O corpo estará na Igreja da Lapa esta terça-feira, seguindo depois para Peso da Régua, a terra natal de Nuno Cardoso.
Em destaque no Correio da Manhã, um cliente do clube de alterne Elefante Branco perdeu € 22 mil numa única noite.
O caso envolve um empresário que recorreu a um dos alegados sócios do bar para tentar reaver o dinheiro. Do total gasto, € 20 mil correspondem apenas ao pagamento de 20 garrafas de champanhe, destinando-se o resto à pensão em frente ao espaço e a outras bebidas. Este episódio consta de uma investigação mais vasta do DCIAP, que acusa 12 arguidos por lenocínio e exploração sexual. Entre 2019 e 2025, mais de 500 mulheres foram exploradas no espaço, gerando lucros milionários que passaram pelas contas bancárias dos suspeitos. O proprietário, Luís Torres, responde por 111 crimes. Também a apresentadora e taróloga Maia, apanhada em escutas, já esclareceu que a chamada que fez foi apenas pontual, a pedido de uma amiga, e garantiu que nunca pactuaria com a exploração sexual ou o incentivo à prostituição.
Passamos agora à imprensa internacional. Martim, em destaque na agência Reuters, a incrível história de sobrevivência de dois homens que passaram nove dias enterrados num túnel no Nepal após uma das piores cheias das últimas décadas.
Os sobreviventes são Kabir Marjan e Sanjay Sah, trabalhadores de uma central hidroelétrica que foi completamente submersa por uma torrente de lama e água provocada pelo colapso de um glaciar. A catástrofe causou mais de 1300 mortes em toda a região e durante nove dias estes dois homens resistiram na escuridão total dentro de uma pequena bolsa de ar num túnel secundário de cabos a cerca de 160 metros da saída. Para sobreviver, Sanjay Sah focou-se em rezas e Kabir Marjan bebeu a água lamacenta onde estava deitado. O trabalho das equipes de salvamento foi uma autêntica corrida contra o tempo, dificultada também pelas chuvas intensas e por novos deslizes de terra. Os socorristas tiveram de recorrer a perfurações, explosões controladas e jatos d'água de alta pressão para conseguir desimpedir o túnel bloqueado por metros de detritos. A reviravolta aconteceu depois no décimo dia, quando os operadores de máquinas ouviram ruídos vindos do interior. Pouco depois, os militares conseguiram quebrar uma abertura numa rocha e avistaram uma mão. Os dois trabalhadores foram retirados em macas, estão agora a recuperar num hospital militar. Devido ao estado de exaustão e delírio, Kabir Marjan, um destes dois sobreviventes que está a ser tratado por uma infecção grave na perna, não conseguiu sequer reconhecer a própria mulher quando a viu no hospital.
Em destaque no jornal britânico The Guardian, o chanceler alemão Friedrich Merz garante que não se vai demitir, apesar da vitória histórica da extrema-direita da AFD nas eleições regionais. O líder conservador admitiu publicamente que, apesar da derrota do seu partido, a União Democrática Cristã, o CDU, na Saxônia-Anhalt abalou a estrutura política.
Sim, a Alternativa para a Alemanha, AFD, partido de extrema-direita anti-imigração, conseguiu obter quase 44% dos votos, quase a alcançar a maioria absoluta. Esta é considerada a pior derrota eleitoral da CDU em várias décadas, tendo o partido do chanceler alemão registrado um resultado humilhante de apenas 17%. As sondagens da boca das urnas indicam que a insatisfação alemã é profunda, revela que apenas 9% dos eleitores aprovam o desempenho do atual chanceler alemão. Friedrich Merz recusa-se a afastar e garante que a determinação em continuar com as reformas econômicas não vai recuar. Para tentar acalmar os parceiros internacionais, o chanceler também assegurou que as instituições democráticas do país estão estáveis. Prometeu ainda manter o apoio militar à Ucrânia, acusando a Rússia de tentar interferir nas eleições locais.
Os destaques da imprensa nacional e internacional hoje com Martim Madeira.