Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está no ar a conferência de imprensa, altura em que destacamos histórias ou artigos da imprensa nacional e internacional. Estou mesmo a precisar de férias.

Estás mesmo a precisar de férias? Está quase.

Estamos todos.

Estamos quase, Paulo.

Para a semana, não é? É verdade.

Os dois.

Os dois!

Para a semana. Está quase. Ora bem, está na CNN Internacional, mas isto vem do grupo Economist, que é a lista anual das melhores cidades para viver, neste caso em 2025. E então é oficial: Viena, a capital da Áustria, já não é a melhor cidade do mundo para se viver, de acordo com este ranking.

Era?

Era Viena. Isto é uma lista anual feita pela Economist Intelligence Unit, com uma série de critérios, obviamente, que são avaliados. E então a capital austríaca foi ultrapassada pela, e é assim que eles apresentam, maravilhosa Copenhaga. A capital dinamarquesa ocupa então agora o primeiro lugar na classificação das cidades mais habitáveis do mundo em 2025. Esta organização da Economist Intelligence Unit, que é do grupo Economist, classifica 173 cidades de todo o mundo com base numa série de fatores, vai desde os cuidados de saúde, educação, transporte, segurança, infraestruturas, ambiente, por aí fora. E Copenhaga é a vencedora, depois de ter recebido pontuações perfeitas em segurança, educação e infraestruturas, enquanto Viena, que passou para o segundo lugar, está agora empatada com a cidade suíça de Zurique.

Mas isto é cidades para se viver.

Cidades para se viver, não é para se visitar.

Por acaso é engraçado que eu estava entre Viena como Zurique.

E gostaste de...?

Das duas. Então também são boas para se visitar.

Também serão boas para se visitar numa série de fatores.

Um bocadinho caras para nós.

Segurança, por exemplo. Agora, o tema da habitação. Digo eu, agora estou à margem daquilo que diz a Economist. Para um turista é pouco importante se há uma crise de habitação ou não, digo eu, quando vai passar cinco dias.

Sim, não afeta.

Se em crise a Barcelona ou a Londres ou a Zurique, ou o que quer que seja. Portanto, isto é para se viver, por isso é que entram aqui fatores como, por exemplo, o acesso a cuidados de saúde, que é uma coisa que só raramente se coloca quando estamos como turistas, de alguma maneira.

Ainda bem.

Ainda bem, claro. Continuando aqui na lista, depois aparece Melbourne, na Austrália, em quarto lugar, depois Genebra, na Suíça, no quinto lugar. A seguir aos cinco primeiros lugares, Sydney, na Austrália, Osaka, no Japão, e Auckland, na Nova Zelândia, que estão empatadas em sétimo lugar. Depois, em nono, Adelaide, é a terceira cidade australiana a entrar no top 10, enquanto Vancouver, no Canadá, ocupa precisamente o décimo lugar. Ora bem, por que Viena não ficou em primeiro lugar este ano? Por que perdeu a primeira posição? Embora a capital austríaca tenha obtido uma boa pontuação na maioria das categorias, mesmo a comparar com Copenhaga, a pontuação na categoria de segurança caiu significativamente, enquanto Copenhaga obteve uma pontuação elevada em todos os itens que estão a ser avaliados. E por que houve este declínio acentuado em Viena? Foi atribuído a alguns incidentes recentes, incluindo a ameaça de bomba no concerto de Taylor Swift, no verão passado, que levou ao cancelamento deste evento. Viena também não foi a única cidade que recebeu notas mais baixas numa categoria, enquanto anteriormente tinha obtido bons resultados. Calgary, por exemplo, Canadá, ficou em quinto lugar em 2024, agora saiu até do top 10, caiu para 18º, depois de ter recebido uma pontuação muito mais baixa, por exemplo, na área dos cuidados de saúde. Três outras cidades canadianas aconteceu o mesmo, devido a uma pressão no sistema de saúde do país. Nós sabemos que isso é aqui em Portugal. Toronto ficou numa pior posição este ano, passou de 12º para o 16º lugar. No fundo, o que diz a Economist? Diz que isto reflete as longas listas de espera para exames médicos. Tem havido uma falta de pessoal de serviços clínicos no Canadá e isso afeta, obviamente, a qualidade de vida nas cidades. O ranking está disponível, é consultável na Economist. Só agora uma nota em relação a Portugal.

Pois, embora não constem cidades portuguesas, não.

Há uma cidade portuguesa, Lisboa, que perdeu quatro lugares, passou de 56 para a posição 60. É a 60ª posição neste ranking ponderado por estes pontos todos. Mas então temos aqui a notícia de que Copenhaga ultrapassaram o primeiro lugar de Viena.

Temos que ir ver isso também.

Temos a saber.

E nós estamos aqui todos muito contentes com o nosso trabalho, imagino eu. Estamos todos muito felizes aqui, mas vamos imaginar que queriam despedir-se do trabalho. O que é que faziam? Falavam com o patrão, mandavam um e-mail.

Não, falar com o patrão, sempre.

Pronto, ora, se tiverem dúvidas na altura de deixar um emprego no Japão.

Mas com aquele nervoso, não é? Aquela coisa, nunca é assim.

Mas se não quiserem falar diretamente com o patrão, no Japão, é possível contratar uma empresa para fazer isso mesmo, para nos despedirmos do emprego.

Vai lá tratar disso.

Os nossos representantes lá vão tratar.

É ali no Washington Post.

Evita assim alguns constrangimentos.

Pronto. Uma dessas empresas chama-se Momori, é uma empresa de demissão sediada em Tóquio. Os trabalhadores desta empresa pedem a demissão em nome de clientes que querem evitar aquelas conversas desconfortáveis. E o que significa Momori? Significa "não aguento mais" em japonês. Claro está. Pronto. Esta empresa faz parte de um nicho, mas cada vez mais popular desta indústria que oferece demitidos por procuração no Japão e substitui os trabalhadores que têm dificuldades em cortar relações com os chefes. Pronto.

Ou têm a receita de reação.

Exato. Para isso é preciso desembolsar qualquer coisa como 350 dólares. Isto está convertido para dólares, porque foi no Washington Post.

Em conta.

O certo é que este serviço cresceu durante a pandemia, que rompeu com uma rígida cultura de trabalho dos japoneses. Desafiou a noção tradicional de assalariado, o típico trabalhador de colarinho branco, que entra numa empresa depois de se formar e que lá permanece até se aposentar. Uma hierarquia mais rígida nas empresas japonesas também dificulta o confronto com os chefes. E alguns funcionários usam este serviço por quê? Porque sofrem bullying, sofrem assédio no trabalho, outros fazem-no porque criaram coragem para pedir a demissão, mas enfrentam resistência dos patrões ou dos chefes e querem evitar problemas maior, então acabam por recorrer a esta empresa. E de resto, no Japão, há um fenômeno que está a acontecer, que está a tornar-se cada vez mais popular aos jovens na faixa entre os 20 e os 30 anos, pedir a demissão. A tendência para mudar de emprego no Japão.

E não só no Japão. É tudo muito rápido, fica com pouco tempo.

Há pouco tempo o Paulo falava aqui desta tendência que em Portugal ainda não é bem assim.

As pessoas se mantêm durante muito tempo.

Mas eu tenho aqui duas sugestões. Eu vou fazer esse negócio cá em Portugal e já tenho dois nomes para a empresa. Um é, obviamente, Demito-me, e o segundo é Espírito de Missão.

São bons nomes.

São bons nomes. Mas olha, aqui um exemplo que o jornal Washington Post dá de um japonês de 25 anos que estava frustrado com as longas horas de trabalho na empresa de manutenção em que trabalhava. O chefe não ouvia as sérias preocupações, então ele pagou para pedir demissão à empresa, para pedir demissão no lugar dele, e para onde é que ele foi trabalhar? Para a Momori.

Precisamente, para a Momori. Porque diz que quer ajudar outras pessoas a deixar os seus empregos.

Portanto, ele não tem coragem, mas depois tem coragem de ajudar as outras.

E agora quando ele se quiser despedir da Momori, o que é que vai fazer?

Pede ao amigo de lado.

Acho que agora há mais empresas no Japão que fazem o mesmo.

Isto é um problema.

Washington Post.

Washington Post, exatamente.