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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador. Durante os próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freire, a edição de hoje é do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Bom dia, Hugo.
Bom dia, Teresa.
Começamos pelo Jornal de Notícias, com destaque para os exames nacionais. As escolas estão a chamar professores de férias para classificar provas.
Há docentes a serem contactados para interromperem ou alterarem as férias, de forma a garantir a classificação dos exames nacionais da segunda fase e a análise dos mais de 15 mil pedidos de reapreciação. Alguns casos estão a chegar por telefone e através do Júri Nacional de Exames, apesar das convocatórias serem da responsabilidade dos diretores das escolas. As pautas têm de ser afixadas até 7 de agosto. Esta segunda-feira, os professores classificadores começaram a receber as provas para corrigir, mas voltaram a registrar-se falhas na plataforma.
Seguimos com o Diário de Notícias, que faz manchete com a Justiça. Escreve o DN que há mais de €23 milhões à espera de decisão nos tribunais administrativos.
Um valor que equivale a 8% do Produto Interno Bruto português. Os dados são do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Em média, cada um dos 641 processos tributários pendentes ultrapassa os €10,7 milhões. Os atrasos não afetam apenas a duração da Justiça. Os impactos estendem-se também à tomada de decisões sobre verbas muito significativas para as empresas, mas também para o próprio Estado. É o que explica ao DN a juíza secretária do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, Eliana de Almeida Pinto, diz que a demora na análise se deve sobretudo à falta de juízes. Defende, por isso, a magistrada, o aumento do número de desembargadores.
Fechamos a ronda pela imprensa nacional com El Público. Os gastos de milhões na defesa, afinal, podem vir a não ser fiscalizados pelo Tribunal de Contas e pela Procuradoria-Geral da República.
O ministro da Defesa, Nuno Melo, anunciou que as duas entidades farão parte da estrutura de acompanhamento dos €5,8 mil milhões atribuídos a Portugal no âmbito do programa europeu SAFE. O ministério esclarece agora que essa participação ainda não é certa. Segundo a tutela, o Tribunal de Contas e a Procuradoria-Geral de República podem participar nas reuniões e solicitar informações sobre a execução dos investimentos, mas apenas se assim o entenderem e a título informal, em causa o princípio da separação de poderes.
Passamos para a imprensa internacional. Em França, o Le Figaro destaca o apoio europeu no combate aos grandes incêndios que atingem o país.
França recebeu reforços de sete aviões e cinco helicópteros enviados por oito países europeus. A ajuda chega através do mecanismo de proteção civil da União Europeia. Portugal, Croácia, Suécia, Eslováquia, República Checa, Alemanha e Turquia estão entre os países que enviaram meios de combate. Toda a frota comum de emergência europeia está mobilizada para enfrentar os incêndios em França e em Espanha. Em Gironde, no sudoeste francês, as chamas foram estabilizadas, mas o regresso do calor, com as temperaturas perto dos 40 graus, aumenta o risco de novos avanços dos incêndios. Em Espanha, o fogo junto a Madrid e Ávila já destruiu cerca de 75 mil hectares. As próximas horas são consideradas decisivas para travar a progressão das chamas.
No Reino Unido, o The Guardian destaca a aposta de Andy Burnham em aproximar as escolas do mercado de trabalho.
O objetivo é combater o desemprego jovem através de um plano de descentralização que dá mais poder às regiões. A proposta quer valorizar o ensino técnico e profissional ao mesmo nível das qualificações acadêmicas. Inspirado no modelo da Grand Manchester, o plano prevê que, a partir dos 14 anos, os alunos aprendam competências ligadas às necessidades das empresas locais. O Executivo considera esta medida uma mudança profunda no sistema educativo e espera que no futuro se traduza na redução dos gastos com as prestações sociais.
Estão vistos os destaques da imprensa nacional e internacional esta manhã, com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. A conferência de imprensa regressa amanhã.